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Calçada
da Av. Prestes Maia, no centro de São Bernardo
Foto: Jéssica de França
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Problemas nas calçadas e até em
estacionamento de mercado fazem com que os pacientes com necessidades especiais
tenham de enfrentar dificuldades de locomoção, o que tolhe o seu direito de ir
e vir, assegurado pela Constituição Federal do nosso país.
Vamos ver: Será que as pessoas
que possuem deficiências que dificultam sua mobilidade reclamam de barriga
cheia? As mudanças estão acontecendo realmente?
A discussão, pelos menos aqui
nos municípios do grande ABC e região, gira em torno das barreiras impostas
pelas calçadas fora dos padrões de acessibilidade. Será que este problema é “público”
(das próprias prefeituras) ou acaba se estendendo ao setor privado?
Deficientes visuais e
cadeirantes relatam o quanto é problemático se movimentar pelas grandes cidades,
reclamando que as calçadas estão esburacadas, com desníveis acentuados entre
uma e outra, muitas vezes com degraus intransponíveis às cadeiras de rodas. As
calçadas demonstram que não foram criadas para pessoas com deficiências e nem mesmo
para quem possui mobilidade reduzida, como os idosos, por exemplo.
Porém os problemas não se restringem
às calçadas. Quando uma pessoa com necessidade especial precisa ir a algum
lugar público, como bancos, por exemplo, nem sempre os locais estão adaptados,
o que muitas vezes impede o cliente com limitação de fazer suas operações bancárias
sozinho
.
Nem há o que se falar sobre a
dificuldade em estacionar nos shoppings, supermercados etc pelo uso
indiscriminado, por quem não é de direito, das vagas preferenciais, sendo que quem
realmente precisa acaba tendo de “brigar” até com os
carrinhos de mercado parados nas vagas a ele reservadas, como se pode ver pelas
fotos do supermercado Coop, situado na
Rua Suíça, 1094, Parque das
Nações, Santo André – SP.
Fotos: Iveli (20/03/2016)
E, repetindo o título do post,
como mudar?
A resposta não é tão complexa
como parece, pois, se cada um fizer a sua parte, começando por respeitar os direitos
da pessoa com deficiência e pensar que um dia qualquer um pode passar por isso
também, já teremos um grande avanço no quesito acessibilidade.
Ivi Paula de Souza
Jornalista
Primeira Secretária ABCEM



Gostei muito do post! Eu sou portadora de E.M. e frequentemente me acidento por causa de problemas nas calçadas.
ResponderExcluirSerá ótimo quando levarem essa questão com a seriedade que precisa ter.