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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Pilates para todos


Fonte: Google imagens
Diante das manifestações clínicas da Esclerose Múltipla, a prescrição de exercício físico é uma estratégia terapêutica eficiente para minimizar a perda da capacidade funcional.

O Pilates é um método de treinamento físico e mental que considera o corpo e a mente como uma unidade, que consiste em seis princípios básicos: concentração, precisão, controle, centralização, respiração e fluidez.

A base do Pilates está no fortalecimento do centro de força “Power House”, expressão que denomina a circunferência inferior do tronco, a estrutura que suporta e reforça o corpo, ajudando a melhorar a postura, facilitando a execução de movimentos equilibrados, melhorando o controle motor das extremidades.

Pesquisas recentes demonstraram que em sessões de 50 minutos, realizadas 2 ou 3 vezes por semana, é possível obter resultados satisfatórios, como: estabilidade e postura de pacientes cadeirantes; diminuição da dor; melhor equilíbrio na deambulação; aumento da força muscular das extremidades superiores e inferiores e também abdominal; mobilidade articular; além da maior confiança nas atividades da vida diária.

As aulas podem ser individuais ou em grupo, no solo ou em aparelhos, apenas com o peso corporal ou com pequenos implementos, como: bola, faixa elástica, foam roller, flex circle, entre outros.

O Pilates pode ser praticado por qualquer indivíduo e com algumas sessões é possível construir um novo corpo.

Mexa-se e supere seus limites!

REFERÊNCIAS

Freeman J; Fox E; Gear M; Hough A. Pilates based core stability training in ambulant individuals with multiple sclerosis: protocol for a multi-centre randomised controlled trial. BMC Neurol, v. 12, n. 19, p. 1-6, abr. 2012.

Guclu-Gunduz A; Citaker S; Irkec C; Nazliel B; Batur-Caglayan HZ. The effects of pilates on balance, mobility and strength in patients with multiple sclerosis. NeuroRehabilitation, v. 34, n. 2, p. 337-342, dec. 2014.

Marietta L. van der Linden; Catherine Bulley; Louise J. Geneen; Julie E. Hooper; Paula Cowan; Thomas H. Mercer. Pilates for people with multiple sclerosis who use a wheelchair: feasibility, efficacy and participant experiences. Disability and Rehabilitation, v. 36, n. 11, p. 932-939, dec. 2014.

  
Eliciane Leite 
Educadora física (CREF 076979-G/SP)



Professora Técnica de Esportes no SESI-SP, CAT Theobaldo de Nigris – Santo André.  
Especialista em Fisiologia do Exercício e Treinamento Resistido, na Saúde, na Doença e no Envelhecimento – Universidade de São Paulo (2011).

Bacharel em Educação Física – Faculdades Integradas de Santo André (2009).


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Exercícios físicos e doenças neurodegenerativas


Fonte: http://hiperdiasaude.blogspot.com.br/2014/02/os-beneficios-da-pratica-de-atividade.html

A prática de exercícios físicos vem sendo difundida mundialmente desde a década de 1950 como um dos principais mecanismos para a obtenção da boa saúde. É de conhecimento geral e notório que a prática de atividades físicas regularmente exerce um papel protetor sobre os sistemas nervoso e neuromuscular, dentre outros. Então, a prevenção ou a minimização das enfermidades oriundas do ritmo desenfreado da vida moderna deveria passar pela realização de exercícios desde os primórdios da existência. A educação física, a atividade esportiva e toda orientação nesse sentido deveria ser mais valorizada nas escolas, fazendo parte do currículo escolar de forma obrigatória e possibilitando o ingresso nas universidades através de bolsa de estudos e ajuda de custo, tal como ocorre em países como os Estados Unidos. Infelizmente, no Brasil, estamos longe disso.

Um dos maiores vilões nas sociedades modernas, do consumo, do fast food, dos controles remotos, é o que a ciência conhece como sarcopenia. Trata-se de uma doença decorrente da idade, do envelhecer, que ocasiona a perda de força e de massa muscular, observa-se a diminuição do número e tamanho das fibras musculares. Nos indivíduos sedentários e idosos, ela é muito mais pronunciada do que naqueles de mesma idade que apresentam um bom histórico de treinamento físico ou que praticam atividades esportivas regularmente. É uma das grandes preocupações nas sociedades modernas, uma vez que o sedentarismo está presente em 30% da população mundial. O sedentarismo, os déficits nutricionais, o sobrepeso, e o uso excessivo de medicamentos abreviam a vida e qualidade de vida de nossa população idosa e abrem caminho para as infecções oportunistas e doenças relacionadas à idade. Então, o exercício físico pode atenuar tudo isso, sobretudo se aliado a outros hábitos saudáveis.

Há um paradoxo em se tratando particularmente de doenças neurodegenerativas, que é o fato de que, uma vez desenvolvidas, muitas dessas doenças requerem exercícios suaves, não extenuantes, valorizando-se os aspectos de conservação de energia, evitando-se a fadiga e a sobrecarga que em tese piorariam o quadro clínico geral. Mas, o exercício é sempre muito bem vindo! Nunca é contra indicado - ou quase nunca! O exercício bem feito, dirigido, coordenado e orientado por especialistas da área, sempre traz resultados surpreendentes e alentadores mesmo em se tratando de quadros neurológicos graves.  Se o indivíduo apresenta esclerose múltipla, por exemplo, deve-se ter um olhar específico sobre a fadiga, a fraqueza e as limitações articulares; se apresenta esclerose lateral amiotrófica, não apenas a fraqueza, a fadiga, mas também a atrofia muscular estão presentes e carecem de atenção particular; se apresenta síndrome pós-poliomielite, a regra é não fadigar, não exagerar nos exercícios e atentar para a intolerância ao frio e à dor; se a doença de base é miastenia grave, a fadiga oscila durante o dia, especialmente no período vespertino, e a prática de atividade física torna-se muito mais expressiva após a administração da medicação específica. Se a doença que se apresenta é uma Síndrome de Guillain Barré, todo cuidado é pouco, porque a conduta do fisioterapeuta, do educador físico, fonoaudiólogo ou qualquer outro profissional que acompanhe esse indivíduo muda significativamente de uma fase aguda para intermediária e crônica.

Assim sendo, quanto aos exercícios físicos, todos são unânimes em categorizá-los como benéficos, e o são de fato. Contudo, em se tratando de doenças neurodegenerativas, existem critérios muito específicos e particulares, revelando-se necessária uma avaliação particularizada.

Em suma, o diagnóstico médico deve estar bem claro para a equipe de reabilitação e a partir daí poder-se-á traçar um planejamento terapêutico direcionado e eficaz, favorecendo melhora significativa na condição clínica do indivíduo e devolvendo-o a sociedade, se possível, de forma plena. Esse é nosso objetivo.


Celiana Figueiredo
Fisioterapeuta respiratória

  • Fisioterapeuta formada pela UEPB 
  • Especialista (Fisiologia do Exercício e Cardiologia) 
  • Mestra e com Doutorado em andamento pela UNIFESP-EPM
  • Responsável pelo setor de Fisioterapia Respiratória do Ambulatório de Síndrome pós-poliomielite da UNIFESP-EPM
  • Fisioterapeuta Respiratória do Instituto Giorgio Nicolli e RNA (atualmente)


segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Nem tudo que parece é!


Fonte: Google imagens

Olá leitores queridos! É com muito prazer e carinho que escrevo o meu primeiro artigo deste ano, 2017, desejando que seja um ano rico em saúde, estudos e descobertas científicas benéficas às pessoas que possuem com esclerose múltipla e afins. 

Novamente, escrevo tendo como base minhas experiências e de alguns colegas que convivem com a E.M.

Há um ano, exatamente, tive o grande prazer de ser mãe, algo maravilhoso e indescritível! 
Com isso, claro, conto que há a parte feliz, mas há também o ônus. 

Faz 12 meses que tenho sentido enorme dificuldade para desenvolver minha marcha. Neste período, tive algumas quedas, inúmeros entorses de tornozelo e dificuldades para levantar. Cada vez que tento me colocar em pé tenho impressão de estar carregando 10 toneladas em cada perna. Mas a situação se agravou muito nos últimos dias, passei a sentir dores insuportáveis e literalmente incapacitantes.

Surto,  apesar de parecer, sabia que não era, pois minha médica, Dra Mirella Fazzito, em quem deposito total confiança, garantiu-me não ser e, menos ainda, progressão da doença. Então, procurei um ortopedista, pois algo de errado estava acontecendo. 

Fui em uma clínica habitual que sempre me socorre em minhas entorses e não por acaso, mas por providência divina, ou do universo como preferirem, um médico diferente do que pedi me chamou para a consulta. Achei estranho e pensei comigo: depois reclamo com a recepcionista que me colocou com este médico. Fiquei quieta e deixei ele fazer o serviço dele. 

Ao ver que estava na cadeira de rodas, conduzida por minha filha do coração, a Giovanna, com muita dificuldade, ele foi ao meu encontro e  me levou até sua sala com muita gentileza e com toda cordialidade do bom mineiro, assim como minha saudosa avó, perguntou-me: o que te acontece?  Foi aí que narrei  a dolorosa e complicada situação em que me encontrava. Ao terminar, ele deu um sorriso gostoso de canto de boca e disse: - vou te contar uma história: No condomínio onde moro, sempre participo das reuniões e em todas tinha um sujeito que contava  o mesmo acontecido. Para justificar seu estado físico, às vezes de muletas, outras de cadeira de rodas, outras tropeçando, ele dizia que era delegado e que estava daquele jeito porque tinha levado um tiro nas costas devido à profissão, um ato heroico e bonito. Até que um dia me cansei e falei pra ele, escuta, por que é que você mente e não conta que tem esclerose?! Ele ficou vermelho e disse que era por vergonha e medo do preconceito. 

A consulta continuou, ele contou-me mais sobre o "delegado herói" e começou a me explicar com palavras metafóricas:  escuta, o teu corpo é como uma máquina e esta máquina, no seu caso, tem um problema e precisa de uma coluna para funcionar e te sustentar, mas a tua está toda enferrujada, não te aguenta mais porque você não está passando óleo nela. E se continuar sem passar óleo vai quebrar e não vai funcionar mais! Sabe o que é o óleo? É a fi-si-o-te-ra-pi-a! Sim, isso mesmo! 

Interrompi o que ele dizia com um mas eu faço e ele disse: está fazendo errado, senão não estaria assim! 

Eu Disse: doutor, estou com muitas dores, não estou nem conseguindo dormir e ele falou: você vai fazer do modo que eu estou escrevendo aqui no pedido e, a cada duas semanas, volte aqui para eu fazer um novo pedido de fisioterapia. Tem que passar óleo, senão a máquina quebra e não conserta mais. 

Pedi a ele um anti-inflamatório e ele disse: mas você não acha que já tem problemas demais para ficar "arrumano" outro?! Deixa um pouquinho "pros outro"! Vou te passar um analgésico que não vai enferrujar ainda mais a máquina e, quando acabar, volta aqui que te passo mais porque esse precisa de autorização! 

Mandou que aplicassem uma injeção para dor e me mandou voltar para uma próxima consulta com os músculos da "máquina" mais fortes e arrumados, pois o problema dela era ferrugem na estrutura, ou seja, meus músculos! E encerrou a consulta dizendo: " Vai com Deus e conserte a estrutura da máquina!" 

Disse ainda, na despedida:  teu quadril uma hora destas cai, a lombar trava e não levanta mais, hein?! 

Tudo o que ele disse foi o que minha neuro sempre me explicou e minhas fisioterapeutas também, mas que a fadiga e as dores às vezes me impedem de fazer.

Temos sim que fazer fisioterapia sempre, mas com cautela, como me orienta a professora Ana Bifulco e minha amiga Renata Antunes, fisioterapeutas.

A fraqueza muscular é um problema sério para quem tem esclerose múltipla, podendo levar até à incapacidade física e, por consequência, gerar muita fadiga, por isso vamos nos exercitar.

Deixo aqui, alguns sites para que entendam a importância de fortalecer os músculos para que a "máquina" possa funcionar, conforme disse o ortopedista. 

E, insisto, nem tudo é surto! 

Um ótimo ano, abençoado por Deus!

Evelyn Cristina
Pedagoga




Me chamo Evelyn Cristina, tenho 33 anos, sou pedagoga por amor e vocação e mãe de um lindo menino. 
Aos 25 anos de idade, descobriu-se em mim a esclerose múltipla. Foi aí que precisei de um tempo para apreender como viver para, assim, viver com os constantes  desafios que a vida me impõe. E, hoje, vivo cada instante com muita fé, resiliência e amor






Fontes:



terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Home Care para pessoas com doenças neurodegenerativas:


Fonte: http://www.rsaude.com.br/londrina/materia/home-care-cuidados-domiciliares/8373

Home care, expressão que do inglês significa “cuidar no lar”, consiste de um serviço de saúde realizado no domicílio com o objetivo de desospitalização para “hospitalizar em casa”. Nos últimos anos esse tipo de atividade vem sendo largamente difundido no Brasil e no mundo.

O primeiro serviço de home care documentado na história data do século XIII a.C., na terceira dinastia do Egito Antigo. Desde então, os relatos que se sucedem de forma mais organizada são a partir de 1796, em Boston, na Inglaterra.  No Brasil, os primeiros documentos demonstram que em 1949, no Rio de Janeiro, iniciou-se um serviço deste porte ainda que de forma insipiente.

Atualmente, esse segmento já atinge grande parte da prestação de serviços de saúde. Muitos procedimentos já podem ser realizados no domicílio, o que facilita em muito o conforto e qualidade de vida dos indivíduos. Torna-se alentador pensar que há alguns anos atrás as pessoas necessitavam de internações hospitalares para submeterem-se à oxigenoterapia, ventilação mecânica invasiva e não invasiva, dentre outros procedimentos que outrora só se tinha acesso via internação hospitalar e agora, no domicílio, tudo isso é viabilizado. O home care possibilita  a transferência do doente através de ambulância, montagem da estrutura assistencial na residência, administração de medicamentos, realiza alguns exames mais simples ou quando não os faz (em casos de ressonância magnética, tomografia e outros mais específicos) desloca o indivíduo para serviços especializados. O home care veio para ficar, podendo ser adquirido mediante o convênio médico, quando disponibilizado por este, não havendo custos adicionais para sua aquisição. Toda logística deve ficar a cargo da empresa prestadora de serviço.

A equipe de reabilitação, quer seja da área de fisioterapia motora ou respiratória, fonoaudiologia, terapia ocupacional ou nutrição, já fez ou fará parte de algum sistema de home care. Tudo isso, sem contar a assistência de enfermagem que é a base de todo mecanismo organizacional. Há, inclusive, acompanhamento médico clínico semanal em alguns serviços. Muitas enfermidades, agudas ou crônicas, são contempladas dentro do sistema de home care. Dentre as doenças neurodegenerativas destacam-se a esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica, Alzheimer, parkinson, poliomielite e síndrome pós-poliomielite, dentre outras patologias neurológicas. Essas assumem um grande filão na variedade complexa de doenças atendidas pela equipe de assistência domiciliar.

A satisfação que tem um parente ao receber seu ente querido proveniente de hospital em seu domicílio e vê-lo recuperar-se, dia a dia, é imensa. Deve-se reforçar essa possibilidade, mas necessita-se de melhora na qualidade de assistência e, sobretudo, no treinamento continuado da equipe de profissionais. Ainda observam-se situações de despreparo dos profissionais alocados e ainda há um longo caminho a ser percorrido no sentido de legalização dos funcionários e remuneração mais justa. Esse serviço promete para o futuro uma contribuição significativa para com a saúde coletiva.

O que a sociedade espera dos serviços de home care? Qual é a expectativa dos médicos e demais profissionais de saúde em relação aos serviços de assistência domiciliar?

A resposta que contempla a ambos é qualidade de serviço, comprometimento com o doente e sua recuperação, bem como um projeto mais aprimorado no sentido de educação continuada para os colaboradores. Há necessidade de serviços desse porte para as populações mais carentes também. Até o momento, no ranking dos serviços, os provenientes dos convênios lideram com maioria absoluta sobre a parcela de serviços particulares e, menos expressivamente, observa-se a iniciativa governamental.

Os estados e prefeituras poderiam apresentar um planejamento nesse sentido também, pois faltam recursos, mas sobram criatividade e conhecimento em grande parte dos profissionais de saúde, especialmente aqueles pertencentes às universidades que bem poderiam realizar uma força tarefa e propiciar um serviço mais digno às populações carentes. Todo investimento no sentido da vida é bem vindo!

Celiana Figueiredo
Fisioterapeuta

  • Fisioterapeuta formada pela UEPB 
  • Especialista (Fisiologia do Exercício e Cardiologia) 
  • Mestra e com Doutorado em andamento pela UNIFESP-EPM
  • Responsável pelo setor de Fisioterapia Respiratória do Ambulatório de Síndrome pós-poliomielite da UNIFESP-EPM
  • Fisioterapeuta Respiratória do Instituto Giorgio Nicolli e RNA (atualmente)


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Fisioterapia Neuropélvica na Constipação Intestinal do paciente com Esclerose Múltipla


Fonte: Google imagens
Hoje o tema é Disfunção Intestinal!!! Mas o que é isto??  Disfunções intestinais são aquelas situações em que o intestino não funciona adequadamente, entre elas estão a Incontinência Anal (escapes de fezes e/ou gases) e a Constipação (intestino preso). A segunda é a mais comum, presente em 43% dos pacientes com Esclerose Múltipla. Pelo fato de ser a mais comum, vamos escrever sobre ela, a Constipação! 

A constipação ocorre quando as fezes permanecem no intestino por muito tempo, tornando-se ressecadas e endurecidas. Isso dificulta sua eliminação, podendo levar à impossibilidade de defecar. Os sintomas variam de pessoa para pessoa, mas os mais comuns são tensão, inchaço abdominal e desconforto intenso.

Para ser diagnosticada, foram estabelecidos alguns critérios, chamados de “Critérios de Roma III”. Se o paciente tiver presentes 2 itens dos listados abaixo em 25% das defecações durante 6 meses, a constipação é diagnosticada.

Critérios de Roma III:
  • Esforço para evacuar;
  • Fezes endurecidas;
  • Sensação de evacuação incompleta;
  • Sensação de obstrução de saída;
  • Manobras manuais para facilitar evacuação (dedo);
  • Menos de 3 evacuações por semana.

Tradicionalmente tem-se indicado como tratamento modificações na dieta, laxantes, supositórios e lavagens intestinais, recursos que auxiliam parcialmente o problema.

Como tratamento fisioterapêutico propomos exercícios para Musculatura do Assoalho Pélvico. Mas por quê?? Porque esta musculatura localiza-se abaixo da pelve e uma de suas funções é a de regular a função intestinal. Quando esta musculatura se contrai ela permite a continência de gases e de fezes. O contrário também é verdadeiro, quando ela se relaxa, permite a eliminação das fezes.

Fonte: Google imagens
Para tratarmos esta musculatura, precisamos saber como está sua função. Será que ela está se contraindo adequadamente? Será que ela está se relaxando o necessário para evacuação completa? Será que ela está tensa? A avaliação realizada por um especialista é muito importante, pois é a partir dela que os exercícios serão propostos.

Apesar de não poder escrever neste post exercícios prontos para que todos pudessem realizar, afinal eles são únicos para cada paciente, gostaria de deixar para vocês algumas dicas, tanto para ajudar na percepção da Musculatura do Assoalho pélvico, quanto para ajudar na eliminação das fezes:
  • Tente sentir sua Musculatura do Assoalho Pélvico. Fique sentado adequadamente em uma cadeira, e procure sentir a contração desta musculatura ao tentar fechar o ânus com força para dentro e para cima. Após fazer esta contração procure relaxar completamente, como se seus músculos encostassem da cadeira. Mantenha este relaxamento por alguns segundos e depois repita a contração seguida do relaxamento. Esta percepção da capacidade de contrair e relaxar pode lhe ajudar e muito a relaxar adequadamente no momento da evacuação;
  • Beba bastante água;
  • Alimente-se adequadamente, procure um nutricionista;
  • Faça exercícios físicos, pois a falta deles contribui para o mau funcionamento do intestino.

Para aquelas situações em que estas dicas já não são suficientes, sugiro a procura pelo médico para orientação de medicamentos e de um Fisioterapeuta especialista na área para lhe ajudar com o problema. O importante é saber que existe tratamento!!

Abraço!

Dra. Cíntia Fischer Blosfeld
Fisioterapeuta Pélvica
Fisioterapeuta Neurofuncional
Curitiba-PR


  • Fisioterapeuta formada pela Faculdade Evangélica do Paraná;
  • Especialização em Fisioterapia Neurofuncional pela Universidade Tuiuti do Paraná;
  • Formação Internacional de Uroginecologia, ABAFI, Curitiba-PR;
  • Especialização Internacional em Fisioterapia Pélvica - Urologia, Uroginecologia e Sexualidade Funcional pela Faculdade Inspirar, Curitiba-PR.


terça-feira, 29 de novembro de 2016

Exercícios de fisioterapia


 
Fonte: http://br.freepik.com/vetores-gratis/fisioterapia-problema-nas-costas-posturas_842749.htm

Na postagem de hoje mostrarei alguns exercícios de Fisioterapia que eu faço em minhas terapias, visando trabalho muscular, coordenação motora e equilíbrio nas posições decúbito dorsal (barriga para cima), sedestação (sentado) e ortostatismo (em pé).

Estes exercícios podem ser feitos sem e com elevação de quadril e sem e com auxílio de bola, podendo todos ter movimentação de algum membro, seja membro superior ou inferior, com graduação de dificuldade na execução dos movimentos.

Abaixo 3 tipos de exercícios:


Músculos trabalhados com elevação de quadril:

  • quadríceps
  • isquiostibiais
  • glúteo
  • tibial anterior
  • gastrocnêmios
  • abdôme



Músculos trabalhados: com elevação de quadril:

  • quadríceps
  • isquiostibiais
  • glúteo
  • gastrocnêmios
  • abdôme



Postura em Ortostatismo, visando equilíbrio e agachamento com apoio na bola.


Ricardo Cezar Carvalho
Fisioterapeuta




Sou Ricardo Cezar Carvalho, Fisioterapeuta, Especialista em Neurologia-Funcional e Especialista em Acupuntura. Trabalho com pacientes com Esclerose Múltipla há 16 anos. Realizei vários congressos e palestras sobre a Fisioterapia na Esclerose Múltipla.