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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Aceitação



Fonte: Google imagens

Aceitação não é desistir, não é comodismo, não é relaxar dentro de uma situação que não está bem.

Aceitação não é piada, não é fraqueza!

Isso vale para a Esclerose Múltipla e tantas outras situações em nossa vida.

Aceitação é consciência. É consciência, é entendimento, compreensão.

Quando entendo o que está acontecendo comigo do ponto de vista orgânico, mental e emocional, posso compreender os processos que estou vivendo e, assim, sair da posição de vítima e participar do processo de melhora, de recuperação mesmo que o corpo precise de tempo, um tempo que temos resistência a dar porque a dor tende a ser evitada a qualquer custo, mas, sem ela, não saberíamos o quanto estamos "doentes". Estamos, e não, somos doentes, esta é a diferença.

Você é portador de uma doença, mas isto não te define enquanto pessoa. Não se esqueça disso!

Aceitar é conhecer, se envolver no processo da administração do problema e junto com outros, encontrar soluções, melhores formas de viver com o problema.

Aceitar que está passando por um período difícil na vida, uma depressão ou um "surto", também é necessário.

Aceitar o luto, a tristeza, a limitação pode ser como um grande trampolim de onde virá o salto que trará força e uma consciência mais ampliada de quem você é, de novas capacidades adquiridas, de um grande aprendizado pelo qual você descobre que é mais forte e melhor do que imaginava!

Grande abraço!


Luiza Donegá
Psicóloga



Luiza B. Donegá ,  formada em Psicologia há 25 anos e desde então atendendo na área clínica em consultório particular e em algumas instituições, atualmente, na Casa da Esperança de Santo André . Trabalha com pessoas, para que elas conheçam suas potencialidades e as desenvolvam da melhor maneira, focando as suas limitações para que , sejam elas quais forem, não as impeçam de ter qualidade de vida, dignidade e respeito. Diretora Técnica Adjunta da ABCEM.


quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Agosto laranja. Há razões para celebrar?


Fonte: blog.saude.mg.gov.br/2016/08/30/somostodosesquecidos-publicitaria-cria-pagina-para-conscientizar-sobre-esclerose-multipla/


Há razões para celebrar o "Agosto laranja"? Sim , muitas razões, com certeza.

A esclerose múltipla é uma doença que foi descoberta no século XIX e, imaginem, naquela época ou mesmo no inicio do século XX, período em que as pesquisas começaram a ser mais aprofundadas, como eram as condições de vida de um esclerosado.

Muito difícil, provavelmente.

Digo isso para tentar mostrar que o desânimo que se sente hoje por saber que ainda não há cura para a doença, pode ser atenuado pelo fato das medicações estarem mais adaptadas a cada caso e novas terapias complementares surgirem cada fez com mais frequência.

Portanto, a qualidade de vida do paciente com EM, tem sido melhor.

Os veículos de informações estão presentes e disponíveis a todos, coisa que no passado distante que mencionei acima não existia.

Não estou dizendo isso para trazer um conformismo com a atual situação das pessoas com a patologia, mas sim para lembrá-las que é possível viver e, ainda, viver tendo a certeza de que novidades em termos médicos estão perto de acontecer.

A conscientização que o #AgostoLaranja traz para os próprios portadores de EM, familiares e sociedade em geral, tira da obscuridade a doença, suas facetas, seus portadores.

Não há mais motivos para esconder o diagnóstico, se envergonhar ou se excluir da vida por ter EM. A doença faz, sim, parte da sua vida, mas não te define enquanto pessoa!


Abraços!

Luiza Donegá
Psicóloga



Luiza B. Donegá ,  formada em Psicologia há 25 anos e desde então atendendo na área clínica em consultório particular e em algumas instituições, atualmente, na Casa da Esperança de Santo André . Trabalha com pessoas, para que elas conheçam suas potencialidades e as desenvolvam da melhor maneira, focando as suas limitações para que , sejam elas quais forem, não as impeçam de ter qualidade de vida, dignidade e respeito. Diretora Técnica Adjunta da ABCEM.


quarta-feira, 26 de julho de 2017

Um recado a quem está em depressão


Fonte: https://amenteemaravilhosa.com.br/depressao-sofrimento-silenciado/

Tenho lido várias queixas de que "as pessoas"  não respeitam os que estão em depressão e, esta semana, mais uma figura pública, um cantor, cometeu suicídio.

Suicídio é uma depressão severa não tratada de forma adequada, mas não necessariamente uma pessoa que está em depressão tenta o suicídio. 

Principalmente nas formas leves e moderadas da doença é o paciente que precisa se informar a respeito e procurar ajuda profissional. Só ele sabe da dor, do incômodo, da falta de "força"  e de energia, dos problemas com o sono, da tristeza, da apatia. Seus familiares, amigos e muitas vezes o médico não têm como saber.

Sinto muito ter de ser tão clara neste post, mas só quem tem sabe e vai saber, os outros podem aprender a respeitar se os pacientes, munidos de informações adequadas, explicarem para quem "merece"  sua explicação ou aprenderem a ignorar os "ignorantes", isto é, quem ignora ou não sabe de algo.

Assim como na esclerose múltipla, apenas o paciente e os profissionais que trabalham com ele entendem e podem conhecer sintomas. Os familiares, amigos, amores e conhecidos tendem a minimizar o que não conhecem, às vezes debochando dos sintomas ou fazendo brincadeiras grosseiras diante de algo grave e que merece respeito.

Portanto, não peça respeito apenas, vá construí-lo.

Procure ajuda, informação, tratamento, medicação, leia a respeito e em várias fontes confiáveis, por favor, e depois sim, mais equilibrado, saudável, escolha para quem e de que forma colocar limites, exigir respeito e o que mais for necessário.

Luiza Donegá
Psicóloga



Luiza B. Donegá ,  formada em Psicologia há 25 anos e desde então atendendo na área clínica em consultório particular e em algumas instituições, atualmente, na Casa da Esperança de Santo André . Trabalha com pessoas, para que elas conheçam suas potencialidades e as desenvolvam da melhor maneira, focando as suas limitações para que , sejam elas quais forem, não as impeçam de ter qualidade de vida, dignidade e respeito. Diretora Técnica Adjunta da ABCEM.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Acolha a sua irritação


Fonte: https://goo.gl/images/8Cv56S

Tudo o que é negado ou reprimido em nós arruma uma forma de se manifestar e, se fica represado , dói no corpo , na vida , no sentimento.

Irritabilidade , raiva , parece um "pecado" ultimamente, parece errado ficar irritado ou com raiva. Enfim, um sentimento a ser negado, enterrado.

O que na realidade acontece é que por sempre ser negado, quando é libertado, sai de uma forma "torta" , explosiva e várias vezes com a pessoa ou situação errada.

O melhor, quando estamos irritados, seria identificar claramente com quem ou com o que estamos irritados, tentarmos ser bem específicos conosco mesmo.

Aceitar que neste momento precisamos de quietude para achar a melhor forma de transmitir esta insatisfação, esta mágoa, este peso que a raiva carrega.

Muitas vezes, se tentamos "resolver" o problema no auge da raiva, o fazemos de forma "cega" e "burra" e os resultados não são como gostaríamos.

Portanto, uma pausa, respeito pelo sentimento e reflexão com certeza nos darão base pra uma ação mais clara, objetiva e inteligente.

Ninguém precisa "engolir o sapo", carregar a raiva e sofrer, mas com certeza  uma ação pensada, refletida e organizada alcança melhores resultados.

Abraços!

Luiza Donegá
Psicóloga



Luiza B. Donegá ,  formada em Psicologia há 25 anos e desde então atendendo na área clínica em consultório particular e em algumas instituições, atualmente, na Casa da Esperança de Santo André . Trabalha com pessoas, para que elas conheçam suas potencialidades e as desenvolvam da melhor maneira, focando as suas limitações para que , sejam elas quais forem, não as impeçam de ter qualidade de vida, dignidade e respeito. Diretora Técnica Adjunta da ABCEM.



terça-feira, 23 de maio de 2017

As ansiedades nossas de cada dia


Fonte: http://i.huffpost.com/gen/2963348/thumbs/o-ANXIETY-1-900.jpg?7

Pelo que você anseia?
Pelo que você espera?
O que te tira o sono?
O que faz teu coração bater mais forte?

Perguntas a todos os que têm ânsia por algo, que sofrem na espera, às vezes um sofrimento compulsivo por algo ou alguém, enfim, pela realização de um desejo, de uma necessidade.

Pergunta frequente: como controlar a ansiedade?

Em primeiro lugar, sempre há uma ansiedade e isto é normal desde que a presença dela não traga sofrimento, não desequilibre o dia a dia.

Quanto traz sintomas físicos como sudorese, taquicardia, insônia , inapetência, dificuldades de concentração em outras atividades ela não é saudável!

Ansiedade é um olhar para frente, só para frente, e perde-se a noção do agora, de onde se está, do que se está fazendo. Vive-se esse futuro , esse daqui a pouco, esse "a partir de então eu vou viver" e, pensando assim , não se vive, não se reconhece o que está acontecendo agora.

Ansiedade por se curar enquanto não me curo. Busco a cura e não vivo o presente.
Ansiedade por emagrecer e mudar de vida e enquanto isso não acontece, não vivo, não saio, não fico alegre. Ansiedade por receber um dinheiro e enquanto não recebo não aceito minha realidade atual, não me adapto a ela, fico bravo e ignoro aqueles que amo e se divertem com pouco. Ansiedade por uma viagem e enquanto ela não acontece não me divirto aqui, não desfruto dos preparativos, já estou lá .

Enfim, a dica ou sugestão é trazer teu pensamento, tua atenção para o agora. Toda vez que se perceber lá no futuro traga sua atenção de volta no agora! Afina , este futuro que tanto almejo pode chegar ou não, porém, mesmo que atrase, o que está valendo mesmo é o caminho que percorremos até chegar neste futuro.


Abraços!

Luiza Donegá
Psicóloga



Luiza B. Donegá ,  formada em Psicologia há 25 anos e desde então atendendo na área clínica em consultório particular e em algumas instituições, atualmente, na Casa da Esperança de Santo André . Trabalha com pessoas, para que elas conheçam suas potencialidades e as desenvolvam da melhor maneira, focando as suas limitações para que , sejam elas quais forem, não as impeçam de ter qualidade de vida, dignidade e respeito. Diretora Técnica Adjunta da ABCEM.


quarta-feira, 22 de março de 2017

Esclerose múltipla: a "bagagem"


Fonte: https://larseguros.wordpress.com/tag/malas/

Lendo as ultimas publicações em nosso blog e alguns comentários feitos por quem nos acompanha e, agora, a última postagem da nossa colega Fabiana a respeito de olhar com seriedade para a Esclerose Múltipla, percebo quanta força se faz necessária para carregar este " fardo" chamado EM.

Força por parte dos portadores que muitas vezes, aliás, na maioria das vezes, empregam para tentar " ultrapassar  " a doença e seguir em frente .

Força que os familiares fazem para às vezes " ignoraram" a EM e também levarem a vida pra frente.

Do ponto de vista emocional, tudo o que não é olhado de frente, nos aprisiona, nos escraviza . Algo jogado embaixo do tapete, uma hora,  nos faz tropeçar e cair.

Isso é castigo? É uma vingança da vida? 

Não ...

Como já disse antes, informação salva, esclarece, alivia e nos dá instrumentos, artifício e força para administrar a dificuldade. Falar a respeito alivia, desafoga e muitas vezes nos faz pensar e encontrar soluções novas para o mesmo problema. Tanto para o paciente, quanto para os familiares.

Ninguém está bem o tempo todo! Isso é ilusão, talvez o sonho de consumo de várias pessoas, mas não existe.

A realidade é que a Esclerose Múltipla, por enquanto, não tem cura, mas é tratável .Traz limitações, mas não impossibilita de se ter uma vida produtiva e feliz.

Mas, sim,ela merece respeito e um.olhar de perto, com cuidados médico, emocional, religioso para quem acredita, político para melhorar a qualidade de vida e familiar, que é a "medicação", a dose de carinho, respeito e amor que nos ajuda a carregar esta " bagagem" tão dolorida e pesada .

Mas, bagagem essa que não impede a viagem!


Abraços!

Luiza Donegá
Psicóloga



Luiza B. Donegá , 50 anos , formada em Psicologia há 25 anos, desde então atendendo na área clínica em consultório particular e em algumas instituições, atualmente, na Casa da Esperança de Santo André .
Trabalhando com pessoas, para que elas conheçam suas potencialidades e as desenvolvam da melhor maneira, focando as suas limitações para que , sejam elas quais forem, não as impeçam de ter qualidade de vida, dignidade e respeito.
Diretora Técnica Adjunta da ABCEM.


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Afinal, o que é Síndrome do pânico?


Fonte: http://www.sindromedopanico.com.br/sintomas-da-sindrome-do-panico/

Síndrome do pânico, do ponto de vista médico, é um distúrbio bioquímico do cérebro. Isso quer dizer que em algum momento da vida, por alguma razão (e sempre há uma razão), seja emocional, como uma notícia pesada,  uma perda, um susto, enfim, algo que cause um abalo ou grande impacto emocional, ou algo físico, orgânico, como uma doença, um acidente, uma catástrofe que de alguma forma cause debilitação física.

Portanto, diferente do que algumas pessoas dizem, não é fraqueza, frescura ou bobagem. Necessita sim de tratamento psicológico e na maioria das vezes medicamentoso também, pois os sintomas relatados, como vertigem, falta de ar, sentimento de opressão no peito como se fosse infartar, formigamento nas extremidades, sensação de desmaio, dificuldades para engolir, apesar de não causarem risco (se o diagnóstico for mesmo apenas síndrome do pânico), causam imenso desconforto e mais ansiedade, muitas vezes impedindo que a pessoa desenvolva suas atividades diárias normais, como dirigir, trabalhar, ou mesmo ir ao mercado .

Dessa forma, com o tratamento adequado com um psicólogo, pelo qual se aprende a lidar melhor com.os sintomas por meio de exercícios específicos para controle do pânico e entender quais situações desencadeiam as crises, é fundamental até que as crises desapareçam e  vida volte ao normal.

Porém, não deve ser motivo de susto quando o profissional cuidadoso e ético encaminhe para um médico neurologista ou psiquiatra para a prescrição de medicação, pois esta visa um controle químico específico para cada caso e encurtar o prazo do sofrimento causado pelos sintomas físicos. Feito de forma adequada, o tratamento medicamentoso tem uso a curto prazo e os benefícios são muito importantes.


Abraços!

Luiza Donegá
Psicóloga




Luiza B. Donegá , 50 anos , formada em Psicologia há 25 anos, desde então atendendo na área clínica em consultório particular e em algumas instituições, atualmente, na Casa da Esperança de Santo André. Trabalha com pessoas para que elas conheçam suas potencialidades e as desenvolvam da melhor maneira, focando suas limitações para que sejam elas quais forem não as impeçam de ter qualidade de vida, dignidade e respeito. Diretora Técnica Adjunta da ABCEM.



terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Para continuar vivendo é preciso adaptar-se sempre!


Fonte: Google imagens

Desejo A todos um ano saudável, próspero, leve e de grandes transformações!

No início de todo ano temos tendências a fazer planos, criar projetos, sonhar, mas na realidade, pouco realizar.

É como se no meio do caminho houvessem pedras, recaídas, obstáculos que nos impedissem de dar continuidade aos planos de ano novo.

E, de fato, a vida é móvel, fluída e não nos espera quando tropeçamos, caímos no meio do caminho ou nos distraímos com outras coisas. Pois ela , a VIDA, continua! 

Portanto, adaptar se é necessário!

Não se apegar às pedras, às quedas ou a quem nos derrubou é a única maneira de dar seguimento aos nossos planos e projetos.

É claro que precisamos de um tempo para adaptação, para avaliar o "estrago " causado e reavaliar o plano de ação. Cuidar do ferimento causado na queda. Avaliar o terreno novo a ser percorrido.

Mas, com certeza , esse tempo não deve nos causar uma paralisia em que ficamos como que hipnotizados pelo ocorrido.

A Vida caminha! Você também! 

Você tem o potencial de adaptar-se a tudo. Ao que te faz bem e ao que te faz mal. O que você escolheu para você este ano?


Pense nisso!

Luiza Donegá
Psicóloga




Luiza B. Donegá , 50 anos , formada em Psicologia há 25 anos, desde então atendendo na área clínica em consultório particular e em algumas instituições, atualmente na Casa da Esperança de Santo André. Trabalha com pessoas, para que elas conheçam suas potencialidades e as desenvolvam da melhor maneira, focando as suas limitações para que , sejam elas quais forem, não as impeçam de ter qualidade de vida, dignidade e respeito. Diretora Técnica Adjunta da ABCEM.



terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Festas


Fonte: http://mensagens.culturamix.com/frases/mensagens-de-natal-para-o-chefe

Esta época do ano é um período que desperta fortes emoções. A alegria espontânea, o prazer em estar com quem amamos, mesa cheia de pessoas, farta de alimentos, presentes, ou ...  como para a maioria das família, complicado, sempre vai faltar alguém naquela mesa, como já dizia a música. Alguém que faleceu ou se separou da família, algum filho, que agora casado tem a família do cônjuge para estar junto também e nem sempre vai estar conosco.

Agregados nem sempre " desejados", familiares ou parentes inconvenientes, de comportamento inadequado, animais nem sempre bem vindos, enfim, um período no qual  paciência, fraternidade e amor, entram em teste severo.

Toda família tem seu membro "excluído", com problemas, doente  ou passando por uma fase complicada .

A tal da mesa farta nem sempre é como nos comerciais de televisão. A fotografia ou selfie , nem sempre sai como o desejado pra publicar nas redes sociais.

Os questionamentos sobre  realização ou não dos planos propostos no inicio do ano trazem a constatação de que nem tudo foi possível. A crise dos país, a saúde, as decepções, tendem a tomar conta de muitas pessoas. Portanto, apenas como sugestão, se você está triste, deprimido, com raiva ou decepcionado nesta época, olhe para este momento com respeito. Não tente seguir regras, não se preocupe com a foto nas redes sociais, reconheça que você conseguiu chegar aqui onde está e só você sabe o preço que esta caminhada te custou .

Valorize quem esta a seu lado, ignore quem te irrita ou tem um comportamento diferente do teu, ele também tem a caminhada dele.

Se alimente com.alegria, não importa o que for servido.

Faca o que for possível, você não irá agradar a todos e tudo bem!

Do ponto de vista religioso, o nascimento de Cristo foi uma festa modesta, com poucos convidados, mesa nada farta, mas muito amor! E .....sem fotos (kk). Mas até os dias de hoje tentamos imitar aquela cena  singela, mas profundamente amorosa !

Boas festas  esteja você onde estiver!


Grande e fraterno abraço!

Luiza Donegá
Psicóloga



Luiza B. Donegá , 50 anos , formada em Psicologia há 25 anos, desde então atendendo na área clínica em consultório particular e em algumas instituições, atualmente, na Casa da Esperança de Santo André .
Trabalhando com pessoas, para que elas conheçam suas potencialidades e as desenvolvam da melhor maneira, focando as suas limitações para que , sejam elas quais forem, não as impeçam de ter qualidade de vida, dignidade e respeito.
Diretora Técnica Adjunta da ABCEM.






segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Onde estão os teus valores?


Fonte: http://pedagogiccos.blogspot.com.br/2009/05/trabalhando-valores-sugestoes-de.html

Numa época perto do Natal e do ano Novo, onde as pessoas normalmente entram em angústia, este ano, especificamente me parece um ano mais pesado.

O próprio país está sendo revirado à procura dos seus valores, suas crenças, seus hábitos e percebendo que da forma como funcionou até hoje não é mais possível.

Mas dentro de qualquer mudança há perdas, há dores, tristeza e luto.

Por isso, meu convite é para olharmos agora dentro de nós, também, ao invés de acharmos que este processo é apenas político ou partidário. Para mudarmos um país, uma nação, o ambiente do meu trabalho ou mesmo minha família, seria interessante, primeiramente, eu reavaliar meus valores, crenças, expectativas, meus afetos e paixões.

Em se falando da Esclerose Múltipla, saúde é um valor, não apenas do ponto de vista em que o Estado me apoia no cuidado dela, mas também como eu olho, como valorizo o que me traz ou tira minha saúde.

Temos falado aqui no Blog sobre alimentação, exercícios físicos, aspectos legais, troca de experiências entre as pessoas, enfim, isso é informação. E informação e autoconhecimento nos orientam a questionar e escolher a melhor maneira de cuidar deste " valor" imenso que é nossa saúde!

Valores como a amizade, fé, conhecimento, qualidade de vida, respeito, honestidade, bondade, fraternidade e outros tão importantes precisam ser revistos e resgatados. Não apenas porque estamos próximos do Natal ou do início de um novo ano. Mas sim, porque a humanidade está carecendo de afeto e respeito!



Deixo esta reflexão para vocês!



Abraços !

Luiza Donegá
Psicóloga

Luiza B. Donegá , 50 anos , formada em Psicologia há 25 anos, desde então atendendo na área clínica em consultório particular e em algumas instituições, atualmente, na Casa da Esperança de Santo André .
Trabalhando com pessoas, para que elas conheçam suas potencialidades e as desenvolvam da melhor maneira, focando as suas limitações para que , sejam elas quais forem, não as impeçam de ter qualidade de vida, dignidade e respeito.
Diretora Técnica Adjunta da ABCEM.


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Esclerose Múltipla (EM) sob o ponto de vista de doença Psicossomática


Fonte: Google imagens
O objetivo deste artigo é trazer uma reflexão para pacientes com diagnóstico da Esclerose Múltipla (EM), incentivando seus pensamentos à realidade na sua unidade, considerando os aspetos biológicos e psicológicos.

O psíquico influencia o corporal, há um reflexo do psíquico no corporal, existe uma interligação e unidade dos aspectos relacionais biológicos e dos relacionais psicológicos.

A psicossomática é a ciência que estuda as doenças orgânicas com descarga no corpo, isto é, uma lesão de órgão ou sistema provocado por alguma disfunção do sistema nervoso. 

Só há descarga no corpo quando a pessoa ainda não tem capacidade para pensar, quando não há mediação das pulsões pelo pensamento e ainda não há capacidade de simbolização. Assim, funciona à base de estímulo/resposta, em que a resposta é dada pelo corpo em forma de uma doença.

Para que uma doença possa ser designada como doença psicossomática, tem que existir lesão de órgão, se manifestar no corpo com sintomas e lesões físicas ou de sistema provocados pela incapacidade de elaboração das tensões psíquicas, mas cuja a causa principal se origina na mente, em conflitos emocionais ou psicológicos. Ou seja, é diferente de “somatização” porque nesta não há lesões detectáveis, seja por exame médico físico ou laboratorial.

Estas doenças são consequência da inversão pulsional sobre o organismo. Os impulsos em vez de se descarregarem pelo comportamento sobre o exterior são dirigidos para o interior, um ato orientado para dentro, o agir através dos órgãos internos.

Sempre que o sofrimento psíquico não é suficientemente expresso em nível afetivo e ideativo, por emoções e pensamentos, comunicado em palavras e expresso em atos, a saúde física periga e o caminho para a doença está aberto. 

Existem diversas áreas de doenças consideradas psicossomáticas, tais como: 

- As doenças alérgicas que têm uma especificidade própria. O corpo produz anticorpos que causam um excesso de reação. Por exemplo, o eczema, a asma, a febre dos fenos, a dermatite atópica e a urticária. 

- Doenças autoimunes como, por exemplo, a diabetes, a doença de khron, a epilepsia, a alopecia (queda de cabelo) e a esclerose múltipla. 

- Cancerologia - está provado que em diversos cancros há um componente psicológico e muitos deles surgem após uma depressão ou uma perda de alguém amado. 

Para a psicossomática a EM é considerada uma doença autoimune, ou seja, a própria pessoa, inconscientemente, pode se punir. Para entender isso, é preciso lembrar que o inconsciente transmite suas mensagens através dos sonhos e/ou do corpo e que sua linguagem é simbólica.

Lembre-se que estamos falando de conteúdos inconscientes e este busca sempre o aprendizado e o crescimento, independente do caminho. Sugiro que cada um faça uma análise profunda sobre cada um de seus sintomas e considere que a interpretação feita aqui, é uma hipótese do que o inconsciente deseja mostrar.

Todos os sintomas geralmente estão relacionados com o histórico de vida de cada um e creio que entendendo a origem de seus sintomas e, relacionado-os com seu jeito de ser, é possível se tornar um ser ativo para maior entendimento, aceitação e melhor qualidade de vida.

O objetivo do inconsciente é fazer com que a pessoa entenda os motivos de seus sintomas e que eles provoquem uma mudança no padrão de comportamento. Entendido isso, muita coisa pode mudar.

Segue algumas interpretações de alguns sintomas: 
  • Dificuldade de expressar a raiva: pode se manifestar pela asma, hipertensão arterial etc;
  • Dificuldade de expressar sentimentos: pode se manifestar em prisão de ventre (constipação intestinal);
  • Pessoas muito “perfeccionistas” e “estressadas”: pode manifestar enxaquecas frequentes;
  • Tendência a reprimir emoções por muitos anos: podem desenvolver câncer (de acordo com estudo de cientistas como B. Siegel, Lawrense Leshan etc);
  • Pessoas com dificuldade de chorar: pode desenvolver doenças de pele, com lesões dermatológicas que produzem secreções;
  • Pessoas que reprimem muito seus sentimentos: podem ter doenças degenerativas, como câncer, diabetes, esclerose múltipla etc;
  • Pessoas mais explosivas: podem ter doenças como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, hipertensão arterial;
  • Pessoas que assumem responsabilidade exageradamente na família: podem desenvolver fibromialgia.

Corpo e mente funcionam em harmonia de tal modo que quando algo é pesado para a mente carregar, em termos de tensão nervosa, é como se o corpo oferecesse ajuda para a mente, e por estar pesado lidar com o sofrimento mental, a mente recorre ao corpo. E, então, a mente “joga” para o corpo parte de sua tensão e o corpo começa a apresentar sintomas que são psicossomáticos.

Há alguns estudos que dizem que quanto mais a pessoa tem dificuldade de tomar consciência de suas emoções, principalmente as dolorosas e desagradáveis, é mais provável que ela apresente sintomas psicossomáticos, pois o corpo absorve tais sentimentos que a pessoa se sente inapta para vivenciá-los em nível consciente.

Muitos dos sintomas e surtos da esclerose múltipla podem ser interpretados utilizando o conceito da psicossomática. Trazer para seu consciente estas manifestações poderão te ajudar a compreender muitos dos seus sintomas e amenizar suas queixas de surtos através de mudanças de comportamentos e pensamentos.

A estrutura da personalidade, com desejo de controlar e planejar tudo com antecedência, mostra através dos sintomas o quanto isso se torna difícil e angustiante. A rigidez e as concepções fixas contrastam com a tendência de fazer justiça a tudo. Com isso, muitos pacientes de EM negligenciam suas próprias necessidades, podendo os tornar internamente irados. Incapazes de impor-se e externar agressões, eles a dirigem para dentro, contra si mesmos, o que explica a doença como autoimune.

A tarefa não pode estar em mais entrega às exigências do meio ambiente, mas em primeiro lugar em uma entrega às próprias necessidades. O endurecimento e a rigidez que são características comuns das pessoas com EM mostram ainda o quanto é necessário buscar a flexibilidade, soltar, aliviar, relaxar e não mais controlar e querer fazer tudo, sobrecarregando mente e corpo.

Os próprios sentimentos, sonhos e seu espaço vital tornam-se tarefa de vida, como tocar e sentir o mundo interno que muitas vezes foi negligenciado. A autorreflexão de cada sintoma pode fazer com que cada paciente supere muitos de seus próprios preconceitos e limites e perceba o aprendizado que se pode, e deve-se, aprender com a EM.

A interpretação junto com um profissional da psicologia pode facilitar esse processo de aprendizado, transformação e evolução.

AVALIE SE VOCÊ TEM UM PERFIL PSICOSSOMÁTICO:

O questionário abaixo foi elaborado, a pedido da VEJA, pela psicóloga Marilda Lipp, do Centro Psicológico de Controle do Stress. Responda às perguntas e verifique se o seu modo de sentir e agir é o de uma pessoa suscetível à somatização.

Lembre-se de que o diagnóstico preciso só pode ser feito por um especialista.

Responda Sim ou Não:

1 . Às vezes choro sem conseguir entender exatamente o porquê
2 . Consigo disfarçar muito bem quando estou com raiva
3 . É fácil para os outros perceberem se estou feliz
4 . Ás vezes me pego sonhando acordado(a)
5 . Não tenho dificuldade para nomear aquilo que sinto
6 . É bom "fantasiar" um pouco sobre as coisas
7 . Gosto de conversas objetivas e diretas
8 . Frequentemente, fico confuso(a) sobre qual emoção estou sentindo
9 . As pessoas mais próximas de mim têm dificuldade de entender como me sinto
10 . A raiva é o sentimento mais frequente em minha vida
11 . Acho que é uma perda de tempo ficar me perguntando sobre o porquê das coisas
12 . Quase não sonho quando durmo

A) Se você respondeu "sim" às perguntas 1, 2, 7, 8, 9, 10, 11 e 12, some 1 ponto para cada questão.
B) Se você respondeu "sim" às perguntas 3, 4, 5 e 6, some 1 ponto para cada questão.

Em seguida, faça a subtração A - B. 
Se o resultado dessa subtração for:

Até 3: seu perfil não se parece com o de pessoas que sofrem de doenças psicossomáticas. Você provavelmente é o tipo de pessoa que está em sintonia com suas emoções.

De 4 a 5: você tem alguma dificuldade de identificar ou nomear as suas emoções. Isso pode resultar em algumas manifestações físicas. Aprender a identificar e dar vazão ao que sente o ajudará a não sofrer desconforto físico diante de problemas que são, na verdade, mais de origem psicológica do que biológica.

6 ou mais: ao que tudo indica, você tem muita dificuldade para entender o que se passa em seu íntimo, de nomear suas emoções e de admitir o que sente. Seu corpo provavelmente mostra sinais de desgaste diante de tanta emoção reprimida. Recomenda-se procurar ajuda especializada.

*Toda doença deve ser tratada com um médico. O acompanhamento psicológico deve ser feito concomitante a ele e nunca exclusivo.


Cibele Cintra Sousa
Psicóloga - CRP: 06/66128



Fontes de referências bibliográficas:




Graduação em Psicologia (2001), Coach de Carreiras, MBA em Gestão Estratégica em Desenvolvimento de Pessoas.
Atuação em Psicologia Clínica: Avaliação Comportamental e Análise de Perfil Psicológico.
Psicóloga integrante da ABCEM para apoio e contribuições ao grupo de pacientes com Esclerose Múltipla.  
Atuação em Recursos Humanos Estratégico: Consultora de RH na assessoria de projetos em Desenvolvimento de Pessoas e Coach.