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terça-feira, 13 de junho de 2017

O estresse e a esclerose múltipla


Fonte: /www.emparaleigos.com


“Aprender a lidar com situações de stress pode ajudar a melhorar a qualidade de vida de pessoas que sofrem de esclerose múltipla, retardando a progressão da doença e evitando o surgimento de novos danos no cérebro desses pacientes.”

(http://veja.abril.com.br/saude/controlar-o-stress-ajuda-no-tratamento-da-esclerose-multipla)


O estresse pode levar o paciente com  esclerose múltipla a um surto. Digo isso com conhecimento de causa, pois, todas as vezes que me estresso, sofro com um novo surto. 

E então, o que devemos fazer?? Pois vivemos vidas estressantes. 

O estresse é algo inevitável e temos que conviver com ele. Na verdade, um pouco dele é até positivo. O problema é quando o estresse é excessivo e traz prejuízos. E quando alguém tem EM esses prejuízos podem realmente ser importantes.

O que eu aprendi durante esses 5 anos convivendo com a EM é que  uma das maneiras de se lidar com o estresse tem a ver com a forma como enfrentamos a doença.

No inicio eu era muito ansiosa, estressada e acabei tendo vários surtos seguidos que chegaram a me deixar na cadeira de rodas e, quando estava no fundo do poço, parei e pensei numa maneira de enfrentar tudo isso e me reerguer. Procurei ajuda médica (psicólogo e psiquiatra), passei dois anos fazendo psicoterapia e aprendi a controlar o meu nível de estresse e ansiedade.

Hoje, a casa pode estar pegando fogo que continuo tranquila e serena. Não vou dizer que seja fácil, mas vale a pena tentar. Se você é contra ajuda médica, busque um meio de lidar com os fatores estressantes na sua vida, seja através de conversas com amigos, fé, meditação, família; o meio não importa, o que importa é o fim.

Walcilene Saraiva Gomes
Professora



Nascida em Manaus, 43 anos, mãe de 2 filhos: Delice de 18 anos e Gabriel de 15 anos. Casada há 20 anos com Carlos Alberto, é professora licenciada da Secretaria Municipal de Educação de Manaus, graduada em pedagogia. Diagnosticada com esclerose múltipla em agosto de 2012.




terça-feira, 23 de maio de 2017

As ansiedades nossas de cada dia


Fonte: http://i.huffpost.com/gen/2963348/thumbs/o-ANXIETY-1-900.jpg?7

Pelo que você anseia?
Pelo que você espera?
O que te tira o sono?
O que faz teu coração bater mais forte?

Perguntas a todos os que têm ânsia por algo, que sofrem na espera, às vezes um sofrimento compulsivo por algo ou alguém, enfim, pela realização de um desejo, de uma necessidade.

Pergunta frequente: como controlar a ansiedade?

Em primeiro lugar, sempre há uma ansiedade e isto é normal desde que a presença dela não traga sofrimento, não desequilibre o dia a dia.

Quanto traz sintomas físicos como sudorese, taquicardia, insônia , inapetência, dificuldades de concentração em outras atividades ela não é saudável!

Ansiedade é um olhar para frente, só para frente, e perde-se a noção do agora, de onde se está, do que se está fazendo. Vive-se esse futuro , esse daqui a pouco, esse "a partir de então eu vou viver" e, pensando assim , não se vive, não se reconhece o que está acontecendo agora.

Ansiedade por se curar enquanto não me curo. Busco a cura e não vivo o presente.
Ansiedade por emagrecer e mudar de vida e enquanto isso não acontece, não vivo, não saio, não fico alegre. Ansiedade por receber um dinheiro e enquanto não recebo não aceito minha realidade atual, não me adapto a ela, fico bravo e ignoro aqueles que amo e se divertem com pouco. Ansiedade por uma viagem e enquanto ela não acontece não me divirto aqui, não desfruto dos preparativos, já estou lá .

Enfim, a dica ou sugestão é trazer teu pensamento, tua atenção para o agora. Toda vez que se perceber lá no futuro traga sua atenção de volta no agora! Afina , este futuro que tanto almejo pode chegar ou não, porém, mesmo que atrase, o que está valendo mesmo é o caminho que percorremos até chegar neste futuro.


Abraços!

Luiza Donegá
Psicóloga



Luiza B. Donegá ,  formada em Psicologia há 25 anos e desde então atendendo na área clínica em consultório particular e em algumas instituições, atualmente, na Casa da Esperança de Santo André . Trabalha com pessoas, para que elas conheçam suas potencialidades e as desenvolvam da melhor maneira, focando as suas limitações para que , sejam elas quais forem, não as impeçam de ter qualidade de vida, dignidade e respeito. Diretora Técnica Adjunta da ABCEM.