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terça-feira, 26 de setembro de 2017

Qual a importância de um amigo para a vida de uma pessoa?


Fonte: amenteemaravilhosa.com.br


"Abençoados os que possuem amigos, 
os que os têm sem pedir, porque 
amigo não se pede, não se compra 
nem se vende. Amigo a gente sente!". 
(Isabel Machado)

Você já parou pra pensar quantos e quais são os seus verdadeiros amigos? E, o quão essenciais eles são na sua vida?

A amizade faz bem para o coração, uma vez que os amigos nos ajudam a superar os problemas, nos dão carinho, nos aconselham e estão ao nosso lado sempre que precisamos. 

Uma amizade verdadeira é aquela que supera os obstáculos, tornando-se mais forte a cada dia que passa e, mesmo com a distância, se mantém firme e inabalável.

Portanto, devemos valorizar os amigos que conquistamos, pois são bens preciosos, um tesouro sem preço, valioso demais para ser perdido, cujo valor é incalculável. Nada é comparável a um amigo fiel.



Walcilene Saraiva Gomes
Professora



Nascida em Manaus, 43 anos, mãe de 2 filhos: Delice de 18 anos e Gabriel de 15 anos. Casada há 20 anos com Carlos Alberto, é professora licenciada da Secretaria Municipal de Educação de Manaus, graduada em pedagogia. Diagnosticada com esclerose múltipla em agosto de 2012.



terça-feira, 18 de julho de 2017

Somos seres que convivemos para viver


Fonte: imdp.com. Cena do filme "Comer, Rezar, Amar", 2010.
A palavra "conviver" expressa a ideia de viver junto, em intimidade. O viver em intimidade pressupõe conflitos de pensamento, e também apoio e presença. Muitas vezes quando o diagnóstico da Esclerose Múltipla (EM) vem, muitos familiares/amigos que antes conviviam e somavam, passam a distanciar-se emocionalmente ou corporalmente. Este texto é uma tentativa de promover àqueles que não têm a EM um olhar não para a influência da EM nas situações de convivência, mas o contrário: a influência da convivência na situação da EM.

Fonte: Valentina Fraiz, folha.uol
O que lhe impede de conviver com a esclerose múltipla na pessoa que você ama? Por que não descobrir o motivo? Há profissionais incríveis da psicologia para lhe ajudarem nesse processo. O sentimento de medo provavelmente pode ser um dos motivos de afastamento, e imagino que seja este medo natural. Contudo, ao atrapalhar o viver em intimidade, gera um obstáculo de amadurecimento tanto seu quanto da pessoa que você ama. Na convivência, conhecemo-nos, tornamo-nos parceiros e geramos transformação.

A mesa das refeições, veja só, pode ser uma alternativa importante para essa convivência. 

Há várias discussões importantes na área da saúde que mostram o significado do comer junto na construção da identidade familiar, por exemplo.¹,² Isto, inclusive, com efeitos na saúde física e emocional de indivíduos.² Há uma palavra chamada "comensalidade", que significa conviver à mesa, dividindo comida, espaço e tempo. Na mesa da refeição, temos a oportunidade de olhar no olho, de perguntar como foi ou como pretende que seja o dia, de descobrir mais sobre a pessoa que está conosco e de ser fonte de presença, intimidade, companheirismo e paciência (é, conviver exige paciência). As refeições são rituais importantes historicamente (desde a pré-história) de convivência. Usufrua mais deste momento, pois transformações e amadurecimentos importantes poderão ser cultivados.


Fernanda Sabatini
Nutricionista

Referências:
1. Romanelli G. O significado da alimentação na família: uma visão antropológica. Medicina (Ribeirão Preto) 2006; 39 (3): 333-9.

2. Moreira SA. Alimentação e comensalidade: aspectos históricos e antropológicos. Cienc. Cult. 2010; 62( 4 ): 23-26.



Nutricionista graduada pela Universidade Federal de São Paulo. Membro do Grupo de pesquisa em alimentação e cultura (GPAC) e mestranda em Nutrição em saúde pública, na USP - Universidade de São Paulo.




quarta-feira, 14 de junho de 2017

Quando ficamos sem chão...


Fonte: http://efeitossecundariosdaloucura.blogspot.com.br/2013/04/sem-chao.html

Quando alguém em quem sempre se confiou e sentiu o maior respeito e consideração nos deixa sem ação e sem chão, na verdade sem atitude porque não se espera tal coisa, parece que o chão se abre e sob nós e desaba o céu. O coração fica magoado, frágil, as palavras fogem, somente as lágrimas brotam e uma dor infinita perpassa o coração e todo o ser.

Por mais que se tente entender uma situação dessas não se consegue, porque são anos em você considerou a pessoa como amiga; alguém da sua confiança e repentinamente percebe-se que as palavras de outrora, sem sentido, agora fazem todo o sentido, como lhe apresentar como a colega e não como a amiga, frisar isso em algumas conversas e você se perguntar na época por que colega? Será  que em outros estados é assim? Colega tem o mesmo sentido que amigo?

Fora outras situações nas quais a pessoa se coloca totalmente em cima do muro e não tem a postura de alguém que realmente é amigo. Até onde se compreende, o sentido de amizade engloba tudo: o cobrar, o defender o avisar e no momento em que essas coisas acontecem você não é capaz de tal compreensão; a verdade é que quando se trata de se defender ou defender seu suposto cargo, as pessoas deixam os sentimentos nobres de lado e apenas veem o seu ego, importa tão somente o eu...

Lamenta-se, às vezes, por ser tão ingênuo e se doar tanto porque percebe que não existe a troca, tudo é questão de conveniência, e, então, se pergunta, será que vale a pena o se doar, o se dedicar e ser amigo?  

São situações delicadas que colocam cada um de nós numa sinuca porque se percebe que os valores que construímos não estão em uso. Certo é que alguns de nós já se perguntou: será que ainda vale a pena fazer o bem?


Hoje, olhando tudo isso e apesar do coração muito ferido, eu olho pra dentro de mim mesma na certeza de ter feito o meu melhor e de que ainda assim vale a pena fazer o bem.


Val


53 anos - divorciada - secretária de profissão, atuando nas áreas administrativa e financeira - católica - defensora da causa animal - livro de cabeceira: Bíblia - catequista de crianças da primeira Eucaristia.





segunda-feira, 12 de junho de 2017

O cônjuge e a EM


Fonte: http://espacorecomecar.com.br/blog-amarracao-amorosa/como-trazer-o-amor-de-volta-2/maos-dadas-amor-novamente/

Minha esposa foi diagnosticada com esclerose múltipla em 11 de setembro de 2014. Inesquecível, uma vez que na mesma data, em 2001, a queda das torres gêmeas do World Trade Center abalava o mundo.

Até então, esclerose múltipla era algo desconhecido e distante de nossas vidas e conhecer, entender e aprender a conviver com ela foi e é um desafio. Mas não maior do que outras situações que a vida nos impõe. É aí que se descobrem as verdadeiras relações e se estamos sendo honestos em responder que estamos realmente dentro.

A missão do cônjuge é propiciar a melhor qualidade de vida para a companheira com EM e não falo de recursos materiais. Assumir responsabilidades na educação dos filhos, nas atividades domésticas e nas rotinas familiares não custa nada, mas faz toda a diferença na relação do casal.

Cuidar da companheira com EM não é perguntar se ela está sentindo dor ou fadiga, mas trabalhar para reduzir o estresse e a ansiedade que a doença por si só já traz. Para tanto, é preciso mudar a cultura de que as atividades acima não pertencem ao mundo do homem.

Costumo fazer uma massagem rápida na minha esposa pela manhã e isso lhe dá um conforto. Pequenas mudanças de atitude colocarão problemas cotidianos e, mesmo a esclerose múltipla, em segundo plano e a relação do casal se fortalecerá.


Newton Marchioni
Empresário



Sou Newton Marchioni, tenho 52 anos, empresário e casado com Camila Zucareli há 15 anos.






terça-feira, 6 de junho de 2017

Continuando a colocar a EM na balança


Fonte: http://ernaneleo.com/index.php/2015/09/16/vontade-de-deus-dificuldades-da-vida/


“Eu faço da dificuldade a minha motivação. A volta por cima, vem na continuação.”

(Charlie Brown Jr)

Quando temos algumas doenças que nos impede de fazer algumas coisas é que vemos quem são nossos verdadeiros amigos, aqueles que vão ficar ao nosso lado nos estendo a mão. Percebemos quem apenas está com dó pela situação, quem estava conosco apenas por lhe propiciarmos algumas facilidades e os que, sabemos, estarão realmente nos ajudando moral ou fisicamente.

É muito triste ter essas constatações, mas elas só nos ajudam a crescer!

No começo, pensamos várias bobagens, achamos que o problema somos nós. E, com o tempo, vamos vendo que realmente o problema era nosso mesmo! Que fomos, de certa forma, ingênuos ao pensar que as pessoas que nos rodeavam eram “AMIGOS”, quando eram apenas “COLEGAS/CONHECIDOS”.

Não consegui ainda a fórmula, a receita, para mostrar quem são amigos de verdade. Só sei que o tempo e as situações vão mostrar isso!

Parei de dirigir em 2010 depois de quase levar um espelho retrovisor no rosto. Estava um dia quente e o ar condicionado de meu carro havia quebrado. Então abri os vidros, pois quem tem Esclerose Múltipla sabe como o calor nos faz mal. Para mim dá tonturas, falta de forças nas pernas (ainda mais, rs) e uma sensação ruim em todo o corpo. Como perdi a noção de profundidade, tanto a lateral como a frontal, levei vários retrovisores de outros carros que estavam estacionados. Neste dia levei mais um, porém a janela de meu carro estava aberta e o espelho de meu retrovisor soltou quando bati no retrovisor do carro que estava estacionado, entrando pela janela, batendo e cortando minha mão que segurava o volante.

Já imaginaram se ele corta meu rosto?

Ao chegar em casa decidi não dirigir mais!!!

Foi então que percebi quem eram meus amigos mesmo e quem apenas queria uma motorista! Ninguém me telefonava mais para sair. Simplesmente pararam de me procurar! Quando eu sabia de alguma festa, ninguém podia passar na minha casa para me levar. Não chorei nenhuma vez que isso aconteceu, apenas ficava triste em constatar que eu nunca tive amigos de verdade.

Hoje sei quem são meus amigos de verdade. Dá pra contar em uma mão e ainda sobram dedos!!! rs Mas, estou mais feliz assim!

As limitações da Esclerose Múltipla me causaram tristezas, mas no fim das contas me fez ter mais forças emocionais e perceber quem são meus verdadeiros amigos.



Isamara Cardoso Pimentel



Publicitária aposentada por invalidez

Diagnosticada com esclerose múltipla desde 2007



sexta-feira, 2 de junho de 2017

A necessidade de aceitação família no diagnóstico de EM pela família


Fonte: http://www.comshalom.org/o-que-sustenta-uma-familia/

Está aí um ponto muito importante. Quando temos um familiar próximo com diagnóstico de Esclerose Múltipla, é crucial temos consciência da gravidade da doença e das necessidades que essa pessoa da nossa família terá. Precisamos dar muito apoio sempre, porém logo após o diagnóstico, necessitamos dar muito mais apoio pois será o momento mais difícil.

Vejo muitas pessoas que não tem aceitação pela família, acham que a pessoa é preguiçosa e está “encenando” todos os sintomas. Isso é absurdo! Como uma pessoa fingiria tantos sintomas? Como uma pessoa fingiria que toma medicações injetáveis? Não tem como. Por isso friso tanto a importância do apoio familiar, principalmente dos mais próximos, que convivem com a pessoa todos os dias.

Uma pessoa recém diagnosticada com EM precisa de atenção, aceitação, algumas ajudas, apoio e muito amor. Ame sua família, apoie a pessoa recém diagnosticada, isso é muito importante para ela!

Ana Carolina Tezine 


Filha da Bete Tezine, 17 anos, amante e futura estudante de psicologia. Apaixonada por gatos e melancia, chocolate e coisas de canela.



quarta-feira, 17 de maio de 2017

Ter uma mãe esclerosada



Eu e minha mãe
Fonte: Acervo pessoal

Como é ter uma mãe “esclerosada” ? Eu diria que é “normal”.

Digo entre aspas pois não é nada fácil acordar de manhã, ir ao quarto da minha mãe e vê-la deitada, dizendo que não consegue levantar de tanta dor nas pernas, as famosas dores neuropáticas. Tenho que fazer muito mais pela minha mãe do que um filho faz por sua mãe que não possui a patologia.

É talvez até um pouco triste não poder sair para passear com a minha num shopping pois as pernas não correspondem mais aos comandos do cérebro, mas para isso tem solução! Eu adoro ir ao shopping com ela. Mamãe pega o carrinho motorizado (no estilo de uma Vespa) e nós até apostamos corrida nos corredores do shopping!

Nos dias em que minha mãe está mal, eu faço tudo o que ela precisa, levo até café na cama para a minha rainha. Eu admiro muito a força da minha mãe, a vontade de ajudar as pessoas, o bom humor dela quando ela diz “como você quer que eu saia? Não estou aguentando nem com o peso da minha bunda”. 

Ela é a melhor! Sempre estou ao lado dela, fazendo tudo o que posso para fazê-la feliz e melhorar a sua vida, sempre faço piadas para vê-la sorrir. Minha mãe esclerosada é minha inspiração, morro de orgulho dela, mesmo estando muito mal ela sempre faz tudo por seus filhos. Eu amo a minha mãe mais do que tudo na minha vida! Minha rainha esclerosada ❤

Ana Carolina Tezine 



Filha da Bete Tezine, 17 anos, amante e futura estudante de psicologia. Apaixonada por gatos e melancia, chocolate e coisas de canela.




quinta-feira, 11 de maio de 2017

A importância de dividir


Fonte : https://incrivel.club/criatividade-saude

Como disse Descartes devemos “dividir as dificuldades em tantas partes quantas necessárias para melhor resolver”.

Antes da Esclerose Múltipla eu não conhecia a importância da palavra dividir. Achava-me autossuficiente, capaz de enfrentar todos os problemas sozinha. Resolver tudo sem precisar da ajuda de ninguém. 

Então veio o diagnóstico e toda minha autossuficiência foi jogada por terra. Vi-me pela primeira vez fraca, perdida e dependente, sem saber o que fazer para restaurar meu mundo. E foi a duras penas que aprendi que é bom ter alguém pra poder contar, dividir meus problemas, dúvidas e angústias, um alguém que vai aguentar minhas lágrimas e vai me ajudar a me reerguer.

É que acho que a vida fica melhor quando a gente tem com quem dividir as coisas. E esse alguém pode ser um amigo, um familiar ou qualquer outra pessoa que esteja disposto a te oferecer um ombro na hora que você mais precisar.

Por isso deixo aqui meu conselho a você que está começando sua caminhada com a EM: busque apoio, divida suas fraquezas, dúvidas, tristezas e alegrias com alguém. Assim será bem mais fácil superar os obstáculos que virão e você verá como é bom saber que não está sozinho.

Walcilene Saraiva Gomes
Professora



Nascida em Manaus, 43 anos, mãe de 2 filhos: Delice de 18 anos e Gabriel de 15 anos. Casada há 20 anos com Carlos Alberto, é professora licenciada da Secretaria Municipal de Educação de Manaus, graduada em pedagogia. Diagnosticada com esclerose múltipla em agosto de 2012.



sexta-feira, 5 de maio de 2017

E quem cuida do cuidador?


Fonte: https://goo.gl/8kLhJ3


A família tem assumido, na maioria das vezes, a função cuidadora de seus familiares quando eles ficam doentes.

A vida familiar é  interrompida no seu  cotidiano pela descoberta de uma doença crônica. A dedicação de carinho, amor, zelo, compreensão, cuidado, paciência  é  triplicada  e isso faz com que  a família desenvolva algumas ações com o intuito de tratar seus entes queridos, como  sentimentos e comportamentos muito  diferenciados para  aliviar  suas dores e elegendo,  grande parte das vezes, um membro da família  como cuidador e acompanhante em tempo integral para seu ente querido que, além disso,  também continua cuidando da alimentação, educação, formação, entre outros aspectos, de todos os outros familiares.

Isso provoca mudanças drásticas no convívio familiar, como a sobrecarga   física, emocional, individual, social e profissional de uma pessoa só, gerando outras condições crônicas que passam a afetar toda a família.

Por esse motivos, todos os membros da família necessitam ter a consciência de se informar sobre a doença, suas causas, sintomas e tratamento para que a sobrecarga seja distribuída igualmente entre todos. 

Além disso, o apoio de profissionais da saúde, como psicólogos e demais terapias é primordial para o equilíbrio mental e físico dos familiares cuidadores do paciente.


Quem ama cuida.



Cida Moreira



Dona de casa, artesã e adora fazer comidinhas.







quarta-feira, 3 de maio de 2017

Colocando a EM na balança





Em 2007, quando tive o diagnóstico de Esclerose Múltipla, meu mundo caiu! E, com o tempo, essa sensação ruim foi aumentando...

A falta de equilíbrio que já me rondava à tempos foi ficando maior. Até cheguei a ouvir, saindo de uma “balada”, um garoto que gritou : “não sabe beber, olha o que acontece! rs”, ao me ver encostada num poste esperando a tontura passar.

Pensei: “eu nem bebo!!!” Minha reação imediata foi gritar como se estivesse falando com meu amigo que sempre me acompanhava nas noitadas: “tá vendo? A gente nem bebe nada, tem labirintite e acham que enchemos a cara na balada!” Na época do acontecido ainda achava que era uma simples labirintite de fundo emocional.

Amigos... eu achava que tinha vários! Sempre íamos pra baladas, eu ia na casa deles, nas festinhas, nas viagens... Mas foi a EM começar a mostrar suas garras com maior falta de equilíbrio, a diplopia nos olhos, a perda da noção de profundidade me impedindo do dirigir, a falta de forças nas pernas etc, para 90% destes “amigos” sumirem.

Colocando tudo isso na balança, hoje vejo que a EM tem muitas coisas ruins, mas tem coisas boas também!!! A balança acabou ficando equilibrada! A cada dia  um novo aprendizado e uma dúvida a menos em minha cabeça sobre o que é estar com Esclerose Múltipla.

A EM me fez conhecer novos amigos, pessoas que não tinham nenhum interesse em minha pessoa a não ser eu mesma!

Isso é maravilhoso! Me fez ver o mundo de outra maneira. Respeitar mais os idosos, os deficientes, as grávidas e todas as pessoas, pois somos todos iguais e somente respeitando podemos ser respeitados!

Me fez perceber que não adianta ficar tão nervosa quando quero fazer uma coisa e não consigo, pois ficar nervosa vai me deixar pior ainda e corro o risco de ter novos surtos de esclerose. E, se eu tiver novos surtos, posso piorar meu estado físico. Mas ainda estou aprendendo a ser mais calma! rs

Então, como não tem remédio, remediado está!!!

A sensação ruim foi, aos poucos, diminuindo.


Colocando a EM na balança, percebo que hoje em dia a balança está, na parte emocional, equilibrada!




Isamara Cardoso Pimentel



Publicitária aposentada por invalidez
Diagnosticada com esclerose múltipla desde 2007



quinta-feira, 27 de abril de 2017

Falar, calar ou omitir?


Fonte: http://www.remerterapias.com.br/175/

Acredito que muitos, a partir de uma mudança brusca em suas vidas, principalmente quando descobre uma doença grave, inicia um processo complexo, tanto de aceitação  como de tratamento, que vai além de um diagnóstico.

Falar ou não a respeito?  omitir essa informação? Qual o momento para falar? Como? Mesmo no âmbito familiar, na qual o apoio é essencial, para muitos não é uma tarefa simples e alguns preferem omitir inicialmente.

Essas são algumas das inúmeras perguntas que surgem após a mudança efetiva na forma de viver  que afetam o "eu" no sentido subjetivo e coletivo,  tanto nas relações  familiares,  como nas amorosas, de trabalho e interpessoais.

São diversas interpretações a respeito, alguns falam como um meio de superar, aceitar e conviver com essas mudanças que em cada um evolui de um jeito diferente,  outros dizem que seguem adaptados, mas o complicado é a aceitação da família e da sociedade.

Quem ouve, muitas vezes olha sob uma perspectiva de pena, compaixão, vitimização, dúvida, desconfiança, confusão por desconhecer, indiferença e alguns conseguem simplesmente encorajar com algum gesto, pois todos possuem questões para enfrentar no decorrer de suas vidas.

A realidade do antes e o depois da EM fica como um marco/divisor que pode ser interiorizada e refletida de acordo com o seu estado emocional . Em alguns ou muitos momentos falar de si parece uma urgência como um meio encontrado para desabafar, pois a manifestação, mesmo que silenciosa dos sintomas  invisíveis aos olhos, serve para nos lembrar que o tempo urge e não temos o controle, apenas podemos utilizar de todo o tratamento disponível para impedir o progresso da doença. Para todos essa transformação são bruscas e dramáticas em vários fatores: familiar, escolar, trabalho e financeiramente.

Na maioria dos casos, o estado de quem convive com a esclerose ou qualquer outro tipo de doença complexa, a simples atitude de citar pode ser normal, um alívio ou uma tortura que nem sempre fica evidente para quem ouve.

É verdade que ficamos fragilizados, ansiosos, impacientes, confusos, incompreendidos, contudo inexiste certo ou errado. E fica evidente que é o seu estado interior que vai determinar a diferença como você acaba sentindo-se ao expor ou não, independente das reações que possam acontecer.


Jennifer Araujo 



Formada em produção editorial, 31 anos, divorciada, apaixonada por música, viagens e fotografia.





quinta-feira, 13 de abril de 2017

Você tem amigos?


Fonte: Google imagens

Quando eu falo amigo é aquele amigão mesmo, aquele que mesmo longe se faz presente, aquele que esteve com você não só nos bons momentos, mas nos ruins também. É aquele que nos quer sempre bem, que nos aconselha e que diz a verdade mesmo quando não queremos escutar.

Eu tenho e são bem poucos, não conto nem em todos os dedos das duas mãos, mas antes das minhas limitações eu usaria até os dedos dos pés para contar.

Por eu ter intolerância ao barulho e fadiga extrema, fiquei mais “caseira”. Alguns amigos foram se afastando e, assim, as minhas limitações barraram de certa forma a nossa amizade. Mas felizmente os meus amigos mesmo estão ao meu lado até hoje! Transpondo junto comigo os obstáculos que volta e meia teimam em aparecer na minha vida. Valeus queridos! Amo vocês!

A vida é corrida, cada um tem as suas preocupações a resolver e os seus problemas para lidar, mas quem se interessa e se preocupa, encontra um momento para conversar... nem que seja uma conversa rápida. Um simples: - Oi, tudo bem? Como você se sente hoje? nos deixa mais confortados.

Nesses tempos de redes sociais, a definição de quem é amigo mesmo e de quem não é fica bem mais evidente. Se você não atualiza a sua rede social com informações sobre o seu humor ou sobre a sua saúde física ou emocional, os seus “amigos” não vão saber como você está se sentindo no dia. Mas o seu amigo de verdade saberá porque ele não necessita de um post para se informar sobre a sua vida.


Aprendi com a Esclerose Múltipla que amizade não é somente afinidade ou afeição, tem que ter reciprocidade! Tem que ter uma troca, tem que se dar e receber na mesma medida... atenção, carinho, preocupação e amor. Se não houver, não é amizade e isso não compensa. É um desgaste emocional que só a parte que concede sente. Entonces queridos, abram mão... não se prendam a uma relação de uma via única, deem valor ao que é correspondido. Isso sim vale a pena!

Priscilla Moreira



Sou Priscilla Moreira, uma caiçara que completa 26 anos, todos os anos, há 10 anos. Sou esclerosada, sim! Caduca, senil ou gagá, não! Por ser tão sincera, às vezes me falta o tato, porém me sobram bom humor e otimismo. Amo cachorros (muito mais a minha Manux) balões de aniversário e amoras. No mais, vou seguindo a minha caminhada... desconstruindo preconceitos e tentando ser justa o máximo possível.



terça-feira, 11 de abril de 2017

Família, nosso maior tesouro


Fonte: http://www.theschooloflife.com/saopaulo/shop/como-se-relacionar-melhor-com-a-sua-familia.html

Sou mãe de uma moça linda chamada Priscilla Moreira, de 37 anos, que irradia luz, alegria, coragem, fé, esperança e com um excelente bom humor. Ela tem Esclerose Múltipla há 10 anos.

Minha pergunta incessante durante anos: por que essa doença em minha filha e não em mim? 

Chorei muitas e muitas noites, por muitos e muitos dias e meses, escondida, pedindo a Deus que me desse força e coragem.

Foram longos meses entre ressonâncias, neurologistas, exames, enxaquecas terríveis. Até fechar o diagnóstico levou 1 ano e foi quando conseguimos uma médica especialista em Esclerose Múltipla, nosso anjo da guarda até hoje.

A minha maior superação foi quando aceitei e compreendi que os desígnios de Deus só a ele pertencem, que nesta longa caminhada os projetos de vida de minha filha, de 27 anos, seriam reformulados ano após ano, pois sua saúde e bem-estar teriam prioridade acima de tudo sempre e seus pequenos e grandes sonhos só seriam adiados.

Percebi que sua família (eu, seu pai e irmão) seria o seu porto seguro. Entendi que teríamos de nos ajustar às suas limitações. 

Não foi fácil e às vezes continua a não ser, pois não conseguimos preencher completamente todas as suas necessidades, mas é disto que as pessoas com EM precisam: amor, dedicação, apoio, tempo disponível e respeito.

Vejo com tristeza que muitas famílias, amigos e parentes não conseguem ter esse entendimento e compreensão. Eu mesma tive que usar minha rede social para mandar mensagens e posts bem esclarecedores para nossos amigos e parentes sobre como podemos nos informar sobre a EM e seus sintomas. 

Temos dias bons e dias ruins, alegres e tristes, mas uma coisa aprendi nesses longos anos e foi que aquela pergunta que eu sempre me fiz tinha uma resposta: Deus nos deu a vida como uma missão para aprendermos a exercer o amor ao próximo, sendo solidários, tolerantes, para sermos mais humanos, termos alegria de viver, que a família é nosso bem maior e que podemos adiar, porém nunca desistir dos nossos pequenos grandes sonhos.

 Cida Moreira



Dona de casa, artesã e adora fazer comidinhas.