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| Fonte: http://www.remerterapias.com.br/175/ |
Acredito que muitos, a partir de uma mudança
brusca em suas vidas, principalmente quando descobre uma doença grave, inicia
um processo complexo, tanto de aceitação como de tratamento, que vai além de um
diagnóstico.
Falar ou não a respeito? omitir essa informação? Qual o momento para
falar? Como? Mesmo no âmbito familiar, na qual o apoio é essencial, para muitos
não é uma tarefa simples e alguns preferem omitir inicialmente.
Essas são algumas das inúmeras perguntas que surgem
após a mudança efetiva na forma de viver
que afetam o "eu" no sentido subjetivo e coletivo, tanto nas relações familiares, como nas amorosas, de trabalho e
interpessoais.
São diversas interpretações a respeito, alguns
falam como um meio de superar, aceitar e conviver com essas mudanças que em
cada um evolui de um jeito diferente,
outros dizem que seguem adaptados, mas o complicado é a aceitação da
família e da sociedade.
Quem ouve, muitas vezes olha sob uma
perspectiva de pena, compaixão, vitimização, dúvida, desconfiança, confusão por
desconhecer, indiferença e alguns conseguem simplesmente encorajar com algum
gesto, pois todos possuem questões para enfrentar no decorrer de suas vidas.
A realidade do antes e o depois da EM fica
como um marco/divisor que pode ser interiorizada e refletida de acordo com o
seu estado emocional . Em alguns ou muitos momentos falar de si parece uma
urgência como um meio encontrado para desabafar, pois a manifestação, mesmo que
silenciosa dos sintomas invisíveis aos olhos, serve para nos lembrar que o
tempo urge e não temos o controle, apenas podemos utilizar de todo o tratamento
disponível para impedir o progresso da doença. Para todos essa transformação
são bruscas e dramáticas em vários fatores: familiar, escolar, trabalho e financeiramente.
Na maioria dos casos, o estado de quem convive
com a esclerose ou qualquer outro tipo de doença complexa, a simples atitude de
citar pode ser normal, um alívio ou uma tortura que nem sempre fica evidente
para quem ouve.
É verdade que ficamos fragilizados, ansiosos,
impacientes, confusos, incompreendidos, contudo inexiste certo ou errado. E fica evidente que é o seu estado interior que vai determinar a diferença como
você acaba sentindo-se ao expor ou não, independente das reações que possam acontecer.
Jennifer Araujo
Formada em produção editorial, 31 anos, divorciada, apaixonada por música, viagens e fotografia.


EU NUNCA OMITI MINHA EM TODO LUGAR QUE VOU SEMPRE FALO PRA AS PESSOA QUE SOU PORTADORA NAO TENHO VERGONHA DE FALAR MEU ESPOSOME AJUDA MUITO PQ PREFIRO FALAR É MELHOR PQ MUITAS PESSOAS NAO CONHECEM Doenca E EU ACEITO BEM A EM .
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