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Fonte: imdp.com. Cena do filme "Comer, Rezar,
Amar", 2010.
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A
palavra "conviver" expressa a ideia de viver junto, em intimidade. O
viver em intimidade pressupõe conflitos de pensamento, e também apoio e presença.
Muitas vezes quando o diagnóstico da Esclerose Múltipla (EM) vem, muitos
familiares/amigos que antes conviviam e somavam, passam a distanciar-se emocionalmente
ou corporalmente. Este texto é uma tentativa de promover àqueles que não têm a
EM um olhar não para a influência da EM nas situações de convivência, mas o
contrário: a influência da convivência na situação da EM.
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Fonte: Valentina Fraiz, folha.uol
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O que
lhe impede de conviver com a esclerose múltipla na pessoa que você ama? Por que
não descobrir o motivo? Há profissionais incríveis da psicologia para lhe
ajudarem nesse processo. O sentimento de medo provavelmente pode ser um dos
motivos de afastamento, e imagino que seja este medo natural. Contudo, ao
atrapalhar o viver em intimidade, gera um obstáculo de amadurecimento tanto seu
quanto da pessoa que você ama. Na convivência, conhecemo-nos, tornamo-nos
parceiros e geramos transformação.
A
mesa das refeições, veja só, pode ser uma alternativa importante para essa convivência.
Há várias discussões importantes na área da saúde que mostram o significado do
comer junto na construção da identidade familiar, por exemplo.¹,²
Isto, inclusive, com efeitos na saúde física e emocional de indivíduos.² Há uma
palavra chamada "comensalidade", que significa conviver à mesa,
dividindo comida, espaço e tempo. Na mesa da refeição, temos a oportunidade de
olhar no olho, de perguntar como foi ou como pretende que seja o dia, de
descobrir mais sobre a pessoa que está conosco e de ser fonte de presença, intimidade,
companheirismo e paciência (é, conviver exige paciência). As refeições são
rituais importantes historicamente (desde a pré-história) de convivência.
Usufrua mais deste momento, pois transformações e amadurecimentos importantes
poderão ser cultivados.
Fernanda
Sabatini
Nutricionista
Referências:
1. Romanelli G. O significado da alimentação na
família: uma visão antropológica. Medicina (Ribeirão Preto) 2006; 39 (3):
333-9.
2. Moreira SA.
Alimentação e comensalidade: aspectos históricos e antropológicos. Cienc. Cult.
2010; 62( 4 ): 23-26.
Nutricionista graduada pela Universidade Federal de São Paulo. Membro do Grupo de pesquisa em alimentação e cultura (GPAC) e mestranda em Nutrição em saúde pública, na USP - Universidade de São Paulo.



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