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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Imunidade baixa, e agora?


Fonte: https://drjulianopimentel.com.br/wp-content/uploads/2017/02.jpg

Ficar doente várias vezes em um curto período de tempo indica que o sistema que protege o nosso organismo pode estar com alguma deficiência. Você mal se recupera de uma enfermidade e já vem outra e te derruba de novo. 

Se essa situação ocorre com frequência, é preciso ter atenção, pois pode ser um sinal de que nossa imunidade está baixa.

E como descobri isso? Da pior maneira possível. Estou passando por isso. Em poucos meses tive que enfrentar várias doenças como: esteatose, H Pylori, disbiose  etc.

O que fazer nesses casos para aumentar a imunidade? Algumas dicas são:
  • manter uma dieta saudável, rica em verduras, frutas, legumes, grãos etc;
  • praticar alguma atividade física de acordo com suas possibilidades;
  • ter bons hábitos de sono;
  • evitar situações de estresse;
  • não exagerar no uso de antibióticos, anti-inflamatórios, analgésicos e corticoides.
  • buscar acompanhamento médico especializado.

E boa sorte, não só para mim, mas também para você!!!

Walcilene Saraiva Gomes
Professora



Nascida em Manaus, 43 anos, mãe de 2 filhos: Delice de 18 anos e Gabriel de 15 anos. Casada há 20 anos com Carlos Alberto, é professora licenciada da Secretaria Municipal de Educação de Manaus, graduada em pedagogia. Diagnosticada com esclerose múltipla em agosto de 2012.



segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Ainda é tempo...


Fonte: Google imagens


Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer...
Devia ter arriscado mais, ter errado mais, ter feito o que eu queria fazer...
As frases dessa música são um convite à reflexão sobre quem somos, como estamos vivendo e o que podemos fazer para viver melhor.
Não é difícil retroceder no tempo e lembrar das vezes que deixamos de demonstrar nosso amor, das vezes em que seguramos o choro por querermos demonstrar que éramos fortes,  quando  o que mais queríamos era simplesmente deixar as lágrimas rolarem até nos sentirmos aliviados.
Quantas vezes deixamos de aproveitar pequenas coisas que a vida estava nos oferecendo  por simplesmente julgá-las sem importância? Sem falar de todas as vezes que criticamos alguém ou ficamos furiosos ao sermos criticados. Quantas coisas não deixamos de fazer?
Quanto tempo gasto dando importância a coisas sem importância?
Quantas alegrias deixamos de viver para darmos espaço à tristeza e ao rancor?
E as mágoas que se apoderaram por dias, meses e até anos das nossas vidas, afastando  pessoas que amávamos por simplesmente pensarem diferentes de nós e permitimos que este espaço de tempo se transformasse em uma cratera imensa?
Se pararmos para refletir podemos analisar quantas inutilidades nós armazenamos. Perdemos um tempo enorme alimentando sentimentos nocivos ao nosso corpo e espírito.
Mas existe uma notícia boa: ao contrário da música que foi inspirada em frases escritas em lápides de cemitério, estamos vivos!!! Isso, estamos vivos!!!! Podemos nos inspirar na música para buscar mudanças: amar mais, chorar mais, arriscar mais, fazer o que se quer fazer. Aceitar as pessoas como elas são, parar de julgar, respeitar as opiniões não significa acatá-las, apenas entender que cada um sabe as alegrias e as tristezas que traz no coração.
Cuide de você, se autoavalie e no momento em que você se ofender com uma opinião contrária à sua, pare, pense e reflita: se  você se julga certo o outro também está se julgando correto e se sentindo no direito de se ofender por sua opinião ser contrária a dele, pois cada um tem seu espaço, o que difere é a coerência que se faz mais presente em uns do que em outros.
Portanto, busque tornar a vida mais leve, tranquila e feliz e veja que mesmo nas adversidades sempre encontramos algo que nos faz sorrir, mesmo que seja vendo o sol se por...

Vilma Prado






Estudante de psicologia.  Amante da psicologia comportamental,  saiu em  busca do autoconhecimento e aprendeu que sua felicidade depende apenas dela mesma. Libertação, superação e determinação a definem.




segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Benefícios da hidroginástica na minha vida


Fonte: http://www.rapidonoar.com.br/prefeitura-recebe-inscricoes-para-hidroginastica-natacao-e-voleibol-em-limeira/


Fonte: acervo pessoal
Por encaminhamento médico, iniciei há quase um mês a hidroginástica diariamente. Conto com uma professora que conhece minha patologia e inclusive já trabalhou com outras pessoas com esclerose múltipla antes, o que ajuda bastante, uma vez que ela sabe até onde ir e quanto pode exigir de mim. 


Fonte: acervo pessoal

Não vou dizer que foi fácil enfrentar e superar a fadiga e as dores no corpo, além de ter que acordar muito cedo pra iniciar a hidro, mas posso dizer que tem valido a pena. Em tão pouco tempo tenho percebido mudanças significativas. A principal é que tenho sentido mais disposição para as atividades diárias. Acredito que daqui pra frente os benefícios serão cada vez maiores. E apesar de alguns dias serem mais difíceis que os outros, nem penso em desistir.



Walcilene Saraiva Gomes
Professora



Nascida em Manaus, 43 anos, mãe de 2 filhos: Delice de 18 anos e Gabriel de 15 anos. Casada há 20 anos com Carlos Alberto, é professora licenciada da Secretaria Municipal de Educação de Manaus, graduada em pedagogia. Diagnosticada com esclerose múltipla em agosto de 2012.





quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Agosto laranja. Há razões para celebrar?


Fonte: blog.saude.mg.gov.br/2016/08/30/somostodosesquecidos-publicitaria-cria-pagina-para-conscientizar-sobre-esclerose-multipla/


Há razões para celebrar o "Agosto laranja"? Sim , muitas razões, com certeza.

A esclerose múltipla é uma doença que foi descoberta no século XIX e, imaginem, naquela época ou mesmo no inicio do século XX, período em que as pesquisas começaram a ser mais aprofundadas, como eram as condições de vida de um esclerosado.

Muito difícil, provavelmente.

Digo isso para tentar mostrar que o desânimo que se sente hoje por saber que ainda não há cura para a doença, pode ser atenuado pelo fato das medicações estarem mais adaptadas a cada caso e novas terapias complementares surgirem cada fez com mais frequência.

Portanto, a qualidade de vida do paciente com EM, tem sido melhor.

Os veículos de informações estão presentes e disponíveis a todos, coisa que no passado distante que mencionei acima não existia.

Não estou dizendo isso para trazer um conformismo com a atual situação das pessoas com a patologia, mas sim para lembrá-las que é possível viver e, ainda, viver tendo a certeza de que novidades em termos médicos estão perto de acontecer.

A conscientização que o #AgostoLaranja traz para os próprios portadores de EM, familiares e sociedade em geral, tira da obscuridade a doença, suas facetas, seus portadores.

Não há mais motivos para esconder o diagnóstico, se envergonhar ou se excluir da vida por ter EM. A doença faz, sim, parte da sua vida, mas não te define enquanto pessoa!


Abraços!

Luiza Donegá
Psicóloga



Luiza B. Donegá ,  formada em Psicologia há 25 anos e desde então atendendo na área clínica em consultório particular e em algumas instituições, atualmente, na Casa da Esperança de Santo André . Trabalha com pessoas, para que elas conheçam suas potencialidades e as desenvolvam da melhor maneira, focando as suas limitações para que , sejam elas quais forem, não as impeçam de ter qualidade de vida, dignidade e respeito. Diretora Técnica Adjunta da ABCEM.


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Mudar, desapegar e viver






Este mês é comemorado a busca pela conscientização sobre a esclerose múltipla (EM). 

Ninguém imagina ou está preparado  para que de um dia para outro ocorram mudanças bruscas em sua vida. E você precisa adaptar-se à incertezas... planejar o que não pode ser controlado e é imprevisível.

Como conseguir motivação para seguir e apenas não sobreviver?! Como viver diante de tantas incertezas?!

Criar expectativas sobre como será o tratamento no decorrer dos anos e como conviver com a doença não é algo que podemos prever. Nem sempre existe uma fórmula ou temos conforto, mesmo ao ler  sobre a experiência de outros colegas. Contudo, notamos muitas vezes similaridades, seja de sintomas ou situações, e temos uma identificação por ser alguém que luta diariamente com a mesma doença que nós.

A cada dia surge um novo aprendizado e desafio. Parece que vivemos em uma montanha russa, literalmente, de sintomas e sentimentos. Um dia acordamos bem, até que uma dormência, fadiga ou visão embaçada possam surgir.

Tanto para os recém diagnosticados, como para aqueles que convivem já há algum tempo com a esclerose múltipla, rever e adaptar-se todos os dias são tarefas necessárias. Aprender a não sentir-se culpado e conviver melhor com as limitações são fundamentais.

Para quem mora sozinho é fundamental planejar previamente  as tarefas diárias, ter contatos ou um plano B quando não consegue executar tudo o que precisa e manter uma agenda/diário referente ao tratamento.


Não perca o seu tempo procurando provar para alguém que possui a doença, pois por mais que existam informações e que elas estejam repercutindo nas mídias, nem todos irão compreender ou ao menos querer compreender. Busque alternativas para ter uma melhor qualidade de vida, mude o que não serve mais, desapegue e viva.

Jennifer Araujo 




Formada em Comunicação Social - produção editorial, 31 anos, divorciada, apaixonada por música, viagens e fotografia. Diagnosticada com esclerose múltipla desde 2013.





terça-feira, 11 de julho de 2017

O futuro não conseguimos pilotar


Fonte: Google imagens

Alguns meses atrás, me peguei pensando que estava fazendo 10 anos de diagnóstico de EM e comecei a encucar.

Meu Deus, como o tempo voa! Já estou naquela fase que dizem que a doença costuma piorar, mudar de tipo, progredir. E o pensamento correu longe. Apenas achando que de agora em diante a coisa seria diferente, primeiro, quando descobri a EM estava na casa dos trinta, agora  estou na dos quarenta. Depois fiquei assustada, achando que isso poderia ser um fator de risco para piorar a doença, por si só. 

No entanto, me bateu uma lucidez nesse momento, que me questionou na mente:

" Quem pode garantir que você vai piorar só porque tem uma década de EM?" 

E respondi, mentalmente também, ninguém. Então, surgiu outra pergunta ainda mais importante na minha mente:

"O que seu doutorzinho sempre lhe disse sobre o seu tratamento?"

Que não estava me tratando para aquele momento, mas para daqui 30 anos. 

E minha mente continuou a conversar comigo:

"O que você entendeu sobre isso?" 

Eu entendi que ele não se preocupava com o meu estado naquele momento, que o surto vinha e ia embora, porém cuidava para que eles fossem leves, sem sequelas, sem maiores perrengues para me garantir um futuro melhor. Exatamente isso. Compreendi que estava cuidando do meu futuro, que quanto mais a gente conseguisse brecar a EM menos incapacidades eu teria e que a progressão dela seria lenta, meus sintomas não incomodariam tanto e tudo seria mais fácil. 

Contudo, minha ficha caiu, ficha mesmo, porque sou dos anos 70....rs 

Por que eu estava pensando aquele monte de besteira? Me preocupando com a incerteza de algo que nos é incerto?

Ninguém tem controle da sua própria vida, nem aqueles que não têm uma doença crônica sem cura e nem os que têm, então pra que se preocupar com o que está por vir, com o futuro da EM? Ficar paranoico achando que a qualquer momento vai ter um surto e tudo vai mudar?

Não, de jeito nenhum! Afinal, você faz o tratamento direitinho, com todos os seus efeitos adversos e com o bônus de controlar a EM. 

"E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar. Não tem tempo, nem piedade, nem tem hora de chegar. Sem pedir licença muda nossa vida e depois convida a rir ou chorar."

Com o nosso futuro quem deve se preocupar são os nossos doutorzinhos que estão a par  do que é melhor para nós, aptos a nos compartilhar as novas descobertas e nos tratar com o pensamento que ficaremos bem ao passar do tempo.

A nossa preocupação deve ser viver um dia de cada vez. 

Como um dia me aconselharam sobre a vida: "Planejar como se vivêssemos 100 anos.  E aproveitar a vida como se fosse morrer amanhã." 

Enfim, aprendi viver cuidando da EM, mas não em função dela.

Mil beijinhos amores e até mais!


Fabi 


Eu me chamo Fabiana Dal Ri Barbosa, mas me chamam de Fabi. Tenho o blog A vida com Esclerose Múltipla desde 2009, onde trocamos experiências e conhecemos algumas novidades relacionadas à EM.
Sou uma pessoa que não vive sem música, se sente feliz na maioria dos dias, pira de vez em quando por pensar demais, é preocupada demais também, mas apaixonada. Amo escrever, assistir filmes, estudar francês, piano, canto e Teatro.


terça-feira, 4 de julho de 2017

Corpo + mente = qualidade de vida


Fonte: http://br.freepik.com/vetores-gratis/projeto-abstrato-do-fundo_1041967.htm#term=engrenagem&page=3&position=4

Vamos iniciar nosso raciocínio de hoje imaginando uma máquina composta de diversas peças com variados tamanhos. Das maiores até as mais pequeninas. TODAS devem estar funcionando no mesmo ritmo para produzir algo. Se umas das peças está quebrada ou fora do ritmo, consequentemente irá atrapalhar o desempenho da produção. Assim, podemos trazer esse raciocínio para nossa saúde.

Se um dos nossos órgãos está doente, fora de ritmo, irá sobrecarregar ou até deixar de funcionar outro órgão, interferindo no desempenho do nosso organismo.


Agora, vamos nomear: 

“engrenagens = corpo + mente” e “máquina = indivíduo como um todo”

Fonte: Acervo próprio


Quando há uma pequena falha em nosso corpo, imediatamente nossa mente é atingida e vice-versa. Trazendo isso para o nosso cotidiano, quando se está com enxaqueca ou até mesmo nos dias em que a fadiga marca presença, como nos sentimos mentalmente? Atinge nossas emoções? COMPLETAMENTE.  Ficamos mentalmente exaustos, deprimidos, irritados. E somos produtivos em nossas atividades? Podemos até ser, fazendo um esforço gigantesco. Mas, como fica o resultado desta produção? Satisfatório? Somos um conjunto de engrenagens.

Diversas patologias também aparecem quando nossa saúde mental está esgotada, como por exemplo após um momento difícil em nossas vidas, em relações pessoais, no trabalho, na família etc. 

Para podermos ter o melhor funcionamento entre corpo e mente – a maior parte do tempo – devemos nos empenhar em encontrar o que nos faz bem. Algo que nos faça ter um momento a sós com nós mesmos, que realmente possamos dizer: “Este é o MEU momento”. O que pode ser? Bem... que tal refletirmos sobre isso?

O que te faz feliz?

Como está sua qualidade de vida?


Luci Takiuchi
Terapeuta ocupacional



Graduada em Engenharia de Produção pela Faculdade Mauá em 2004 e em Terapia Ocupacional pela Faculdade de Medicina do ABC em 2016. Atualmente é terapeuta ocupacional do Centro de Tecnologia e Inclusão em São Paulo. Diretora técnica da ABCEM.





Stephanie Santos
Terapeuta ocupacional


23 anos, Terapeuta Ocupacional (CREFITO: 18065-TO) formada pela Faculdade de Medicina do ABC,Pós Graduanda em Psicomotricidade pela FMU. Atualmente atua como terapeuta ocupacional no Espaço Arte Psico, em São Bernardo do Campo, e na Clínica Ceccat,o em São Caetano do Sul. Artesã nas horas vagas, e apaixonada por viagens (as literárias também).


segunda-feira, 12 de junho de 2017

O cônjuge e a EM


Fonte: http://espacorecomecar.com.br/blog-amarracao-amorosa/como-trazer-o-amor-de-volta-2/maos-dadas-amor-novamente/

Minha esposa foi diagnosticada com esclerose múltipla em 11 de setembro de 2014. Inesquecível, uma vez que na mesma data, em 2001, a queda das torres gêmeas do World Trade Center abalava o mundo.

Até então, esclerose múltipla era algo desconhecido e distante de nossas vidas e conhecer, entender e aprender a conviver com ela foi e é um desafio. Mas não maior do que outras situações que a vida nos impõe. É aí que se descobrem as verdadeiras relações e se estamos sendo honestos em responder que estamos realmente dentro.

A missão do cônjuge é propiciar a melhor qualidade de vida para a companheira com EM e não falo de recursos materiais. Assumir responsabilidades na educação dos filhos, nas atividades domésticas e nas rotinas familiares não custa nada, mas faz toda a diferença na relação do casal.

Cuidar da companheira com EM não é perguntar se ela está sentindo dor ou fadiga, mas trabalhar para reduzir o estresse e a ansiedade que a doença por si só já traz. Para tanto, é preciso mudar a cultura de que as atividades acima não pertencem ao mundo do homem.

Costumo fazer uma massagem rápida na minha esposa pela manhã e isso lhe dá um conforto. Pequenas mudanças de atitude colocarão problemas cotidianos e, mesmo a esclerose múltipla, em segundo plano e a relação do casal se fortalecerá.


Newton Marchioni
Empresário



Sou Newton Marchioni, tenho 52 anos, empresário e casado com Camila Zucareli há 15 anos.






quarta-feira, 31 de maio de 2017

Qual o meu papel como pessoa com EM?




Hoje é o “Dia mundial de conscientização sobre a esclerose Múltipla”,cuja campanha deste ano foi “A Vida com EM” na qual a ABCEM esteve envolvida durante todo o mês de maio, compartilhando depoimentos de pessoas que encontraram maneiras de viver bem, mesmo tendo a doença.

Cada um, à sua maneira, desenvolve formas de enfrentamento, buscando alternativas para contornar limitações que a EM tenta impor, vivendo, de forma plena, o real significado de ser resiliente.

Recentemente, durante um bate-papo que aconteceu na ABCEM entre pacientes com EM, familiares e graduandos de diversos cursos (saúde e outras áreas), a enfermeira Adriana Caldas Rocha proferiu um questionamento que me fez refletir, ainda mais, sobre o significado das nossas escolhas depois do diagnóstico, ela perguntou “a doença já está instalada, então, o que você pode fazer pra ter o máximo de qualidade de vida?”.

O que eu posso fazer por mim? O que você pode fazer por você? E o que podemos fazer juntos para que nossa vida seja melhor, para que tenhamos nossos direitos respeitados, para que possamos conquistar novos direitos, para que sejamos enxergados?

Como paciente, é minha OBRIGAÇÃO cuidar o melhor possível de mim mesma. Preciso seguir os tratamentos que forem recomendados por meu médico de confiança, buscar terapias que possam me ajudar a manter a sanidade mental, que propiciem ao meu corpo se recuperar o máximo possível das sequelas adquiridas em surtos, que façam com que os sintomas fiquem menos agressivos e que me permitam ter vida, pois o diagnóstico não é o fim da linha, mas apenas o início de uma nova etapa, de uma nova forma de viver.

Como cidadã, eu tenho a OBRIGAÇÃO de me unir a outras pessoas na “luta” pela conscientização e para levar informações sobre a EM, para participar de consultas públicas que versem sobre medicações para controle da doença, mesmo que não seja meu medicamento atual, pois se não é o meu é de outro paciente ou poderá ser o próximo que irei fazer uso. É minha OBRIGAÇÃO me juntar aos que estão na linha de frente para cobrar políticas públicas e atualização de protocolo de tratamento, como as associações de pacientes, me tornando um multiplicador de informações e um agente propiciador da continuidade das instituições como doador, doador da minha participação em eventos e campanhas, voluntariado, apoiador.

Eu DEVO exercer meu direito à saúde com cidadania. Eu NÃO TENHO O DIREITO de achar que eu posso reclamar e aguardar que alguém assuma o papel que cabe a mim exercer. A cultura de apenas reclamar, mas, no momento em que for necessário agir, eu simplesmente achar que não é minha responsabilidade ou que “não adianta fazer nada, pois nada irá mudar mesmo”, TEM de ser banida das nossas vidas, pois o perfil do paciente tem de ser outro nos tempos atuais, TEMOS de nos movimentar para que as coisas mudem, para que conquistas aconteçam, para que a ESCLEROSE MÚLTIPLA receba a tão necessária atenção.


Hoje é a data estabelecida pela   Federação Internacional de Esclerose Múltipla (MSIF) como o “Dia Mundial da EM”, mas o dia de conscientizar, informar, interagir e nos unir DEVE ser todos os dias, pois somos pacientes, mas a urgência da causa não pode esperar.

Bete Tezine




"A arte, em todas as suas formas de expressão, tem o poder de mudar os rumos de uma história que desde o começo estava fadada ao fracasso..." 

 (Bete Tezine)
Nascida em Santo André, SP, 49 anos, advogada, artista plástica, professora universitária de Artes Plásticas, mãe de 2 filhos (1 adulto e 1 adolescente), diagnosticada com Esclerose Múltipla em fevereiro de 2012 e atual presidente da ABCEM


sexta-feira, 19 de maio de 2017

Qual a pior dor do mundo?


Fonte: Google imagens

Qual a pior DOR do mundo??? Qual a pior DOR na Esclerose Múltipla??

Há quem diga que a pior dor é a dor do parto ou a dor de uma cólica renal. E como é a DOR das pessoas com de Esclerose Múltipla??? Cada um relata como sente a DOR...

Na semana passada, fui convidada pela presidente da ABCEM, Bete Tezine, a participar de uma roda de conversa com pacientes com Esclerose Múltipla, familiares/cuidadores e graduandos de outras áreas da saúde e, durante a conversa, foi mencionado pelos pacientes como sendo a DOR um dos principais motivos para a não realização de uma atividade, não deixando de lado, é claro, a fadiga.

A DOR é uma desagradável experiência sensorial e emocional resultante de um dano real ou em potencial ao tecido. A dor acontece em muitas doenças, no caso da EM predomina a dor neuropática que é definida como dor causada por lesão ou disfunção do sistema nervoso.

A DOR pode causar fadiga, gerar uma situação de estresse, irritação e outros sintomas indesejáveis e, de um modo geral, pode levar à incapacidade e causar ansiedade, interferindo diretamente na qualidade de vida.

Um aspecto importante na avaliação da DOR seria identificar a sua intensidade. Existem diversas formas de avaliá-la e cada uma desses instrumentos podem ser utilizados para uma intervenção específica. Podemos utilizar uma escala verbal (por exemplo: nenhuma, pouca, moderada, intensa ou muito intensa), observar  os fatores que aliviam a dor( em repouso melhora? Em movimento piora?).  

As pessoas com Esclerose Múltipla podem ser beneficiados com instrumentos que a avaliam adequadamente, relatando a intensidade de dor, localização, duração da dor e utilizando-se de recursos farmacológicos quando prescritos pelo médico que acompanha o estágio da doença e valer-se de recursos não farmacológicos quando indicados por profissionais capacitados, como terapia com gelo e calor para alívio da DOR, massagem para produzir relaxamento e outras técnicas, como a hipnose por exemplo.

A enfermeira administra a dose correta, usando o procedimento adequado para cada fármaco, e também orienta os pacientes quanto sua administração.

De qualquer forma, precisa de uma abordagem multiprofissional (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogo, terapeuta ocupacional, educador físico, fonoaudiólogo) para uma avaliação completa, contribuindo para a melhora do paciente e, consequentemente, para a sua qualidade de vida.

Até mais!

Adriana Caldas Rocha
Enfermeira



Bacharel em Enfermagem pela Faculdade de Medicina do ABC- FMABC. Aprimoramento/especialização em Enfermagem em reabilitação física - HC FMUSP. Tem experiência em atendimento individual/grupo em programas de reabilitação ambulatorial e internação, incluindo visita domiciliária: doenças crônicas e  neurodegenerativas  na lesão medular, lesão encefálica, amputados, paralisia cerebral e nas incontinências urinárias. Atuação em ambulatório de bloqueio neuromuscular (Toxina botulínica). Educadora em saúde em curso de cuidadores de idosos e pessoas com deficiência física.



quinta-feira, 18 de maio de 2017

A vida com EM





Na última quarta-feira do mês de maio de cada ano acontece o Dia mundial de conscientização sobre a esclerose múltipla. Neste ano, será no dia 31 de maio.

Tenho visto alguns comentários de pessoas com a patologia dizendo que não há nada a se comemorar em matéria de EM, fala com a qual concordo, pois realmente não dá para comemorar o fato de termos uma doença, muito menos do porte dela. No entanto, os dias destinados às patologias, sejam elas quais forem, não foram pensados com finalidade comemorativa. Eles existem para que na data específica sejam realizadas, de formas mais enfáticas, ações de conscientização e informação sobre as patologias.

Feitas essas considerações, todos nós que convivemos de perto como a EM, seja como paciente, familiar ou profissional da saúde, sabemos o quanto a doença é de difícil diagnóstico, o quanto ela recebe pouca atenção do poder público, o quanto ela é desconhecida e estigmatizada. 

Neste ano, a campanha do World MS day tem como tema A vida com EM, cujo objetivo é o compartilhamento de dicas, seja por vídeo, foto, mensagem ou texto, nas redes sociais e blogs, de como viver bem com a esclerose múltipla. Muitas pessoas têm aderido à campanha, dando depoimentos emocionantes, contando suas histórias e como conseguem qualidade de vida mesmo carregando uma bagagem tão pesada. É impressionante o tamanho da força dessas pessoas. São seres humanos que possuem um poder de enfrentamento e resiliência imensuráveis.

Acredito que não seja necessário, mas vale ressaltar o tamanho da importância da participação de todos na campanha, pois ela propicia que ganhemos visibilidade e força perante a sociedade e o poder público.

A vida com EM é complexa, mas ela pode ser mais branda quando descobrimos que não estamos sozinhos. Podemos inspirar e nos inspirar mutuamente, pois #JuntosSomosMaisFortes!


Para participar da campanha, basta acessar o link https://worldmsday.org/take-part/ para saber todos os detalhes. Mas não esqueça de colocar a hashtag #LifewithMS quando compartilhar e, caso preferir, envie suas dicas para o email contato@abcesclerosemultipla.org.br que nós publicamos para você.

Bete Tezine



"A arte, em todas as suas formas de expressão, tem o poder de mudar os rumos de uma história que desde o começo estava fadada ao fracasso..." 
 (Bete Tezine)


Nascida em Santo André, SP, 49 anos, advogada, artista plástica, professora universitária de Artes Plásticas, mãe de 2 filhos (1 adulto e 1 adolescente), diagnosticada com Esclerose Múltipla em fevereiro de 2012 e atual presidente da ABCEM



segunda-feira, 15 de maio de 2017

Técnicas de relaxamento


Fonte: Google imagens
Como nem todos puderam estar presentes na oficina de abordagens corporais realizada no dia 29 de abril de 2017, falaremos um pouco no post de hoje sobre nosso corpo e como podemos cuidar dele.

Nosso corpo é o espaço no qual vivemos, onde sentimos e expressamos nossas emoções. É nele que descontamos o estresse do dia a dia, é ele que absorve todas as energias de todas as situações que vivenciamos.

Mas nos dias atuais, com a correria do cotidiano, a preocupação muitas vezes está focada no desempenho eficiente dos papéis ocupacionais (estudante, trabalhador, pai, mãe, dona de casa, cuidador etc) e esquece-se de cuidar de si próprio.

Por isso é muito importante reservar um tempo para cuidar do próprio corpo e da saúde (física e espiritual) para usufruir de uma melhor qualidade de vida em todos os âmbitos.

Uma forma simples que pode ser utilizada para cuidar da saúde é por meio do uso de técnicas de relaxamento que, entre outros resultados, proporciona redução do nível de estresse e controle da ansiedade.

A seguir, duas técnicas simples que podem ser realizadas em casa. Lembrando que é importante estar com a postura reta (sentado ou deitado). Vestuário confortável, ambiente calmo e música tranquila auxiliam no processo de relaxamento.

1. Respiração Diafragmática

Consiste no ato de inspirar lentamente, sentindo o ar descer até o abdômen, procurando fazer da sua barriga um balão expandindo, e em seguida expirar deixando todo o ar sair, como se estivesse esvaziando o balão. Veja a imagem abaixo, atentando-se às setas.

Fonte: Google imagens

2.  Relaxamento Progressivo de Jacobson

Consiste na técnica de contrair (tensionar) um músculo por alguns segundos e em seguida relaxá-lo. A seguir um exemplo para relaxamento da musculatura do ombro, no entanto, o exercício pode ser realizado com todos os demais músculos do corpo.

Fonte: Google imagens
Num primeiro momento o resultado pode ser de difícil percepção, mas é uma questão de treino. Com a prática, sua execução torna-se mais tranquila e os resultados perceptíveis.

Tire um tempo só para você. Dez a quinze minutos por dia são suficientes. Cuide de você, pois para cuidar dos outros, é preciso estar bem consigo mesmo!

Luci Takiuchi
Terapeuta ocupacional




Graduada em Engenharia de Produção pela Faculdade Mauá em 2004 e em Terapia Ocupacional pela Faculdade de Medicina do ABC em 2016. Atualmente é terapeuta ocupacional do Centro de Tecnologia e Inclusão em São Paulo. Diretora técnica da ABCEM.





Stephanie Santos
Terapeuta ocupacional

23 anos, Terapeuta Ocupacional (CREFITO: 18065-TO) formada pela Faculdade de Medicina do ABC,Pós Graduanda em Psicomotricidade pela FMU. Atualmente atua como terapeuta ocupacional no Espaço Arte Psico, em São Bernardo do Campo, e na Clínica Ceccat,o em São Caetano do Sul. Artesã nas horas vagas, e apaixonada por viagens (as literárias também).