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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Qual a pior dor do mundo?


Fonte: Google imagens

Qual a pior DOR do mundo??? Qual a pior DOR na Esclerose Múltipla??

Há quem diga que a pior dor é a dor do parto ou a dor de uma cólica renal. E como é a DOR das pessoas com de Esclerose Múltipla??? Cada um relata como sente a DOR...

Na semana passada, fui convidada pela presidente da ABCEM, Bete Tezine, a participar de uma roda de conversa com pacientes com Esclerose Múltipla, familiares/cuidadores e graduandos de outras áreas da saúde e, durante a conversa, foi mencionado pelos pacientes como sendo a DOR um dos principais motivos para a não realização de uma atividade, não deixando de lado, é claro, a fadiga.

A DOR é uma desagradável experiência sensorial e emocional resultante de um dano real ou em potencial ao tecido. A dor acontece em muitas doenças, no caso da EM predomina a dor neuropática que é definida como dor causada por lesão ou disfunção do sistema nervoso.

A DOR pode causar fadiga, gerar uma situação de estresse, irritação e outros sintomas indesejáveis e, de um modo geral, pode levar à incapacidade e causar ansiedade, interferindo diretamente na qualidade de vida.

Um aspecto importante na avaliação da DOR seria identificar a sua intensidade. Existem diversas formas de avaliá-la e cada uma desses instrumentos podem ser utilizados para uma intervenção específica. Podemos utilizar uma escala verbal (por exemplo: nenhuma, pouca, moderada, intensa ou muito intensa), observar  os fatores que aliviam a dor( em repouso melhora? Em movimento piora?).  

As pessoas com Esclerose Múltipla podem ser beneficiados com instrumentos que a avaliam adequadamente, relatando a intensidade de dor, localização, duração da dor e utilizando-se de recursos farmacológicos quando prescritos pelo médico que acompanha o estágio da doença e valer-se de recursos não farmacológicos quando indicados por profissionais capacitados, como terapia com gelo e calor para alívio da DOR, massagem para produzir relaxamento e outras técnicas, como a hipnose por exemplo.

A enfermeira administra a dose correta, usando o procedimento adequado para cada fármaco, e também orienta os pacientes quanto sua administração.

De qualquer forma, precisa de uma abordagem multiprofissional (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogo, terapeuta ocupacional, educador físico, fonoaudiólogo) para uma avaliação completa, contribuindo para a melhora do paciente e, consequentemente, para a sua qualidade de vida.

Até mais!

Adriana Caldas Rocha
Enfermeira



Bacharel em Enfermagem pela Faculdade de Medicina do ABC- FMABC. Aprimoramento/especialização em Enfermagem em reabilitação física - HC FMUSP. Tem experiência em atendimento individual/grupo em programas de reabilitação ambulatorial e internação, incluindo visita domiciliária: doenças crônicas e  neurodegenerativas  na lesão medular, lesão encefálica, amputados, paralisia cerebral e nas incontinências urinárias. Atuação em ambulatório de bloqueio neuromuscular (Toxina botulínica). Educadora em saúde em curso de cuidadores de idosos e pessoas com deficiência física.