![]() |
| Fonte: Google imagens |
Qual a pior DOR do mundo???
Qual a pior DOR na Esclerose Múltipla??
Há quem diga que a pior dor
é a dor do parto ou a dor de uma cólica renal. E como é a DOR das pessoas com de Esclerose Múltipla??? Cada um relata como sente a DOR...
Na semana passada, fui
convidada pela presidente da ABCEM, Bete Tezine, a participar de uma roda de
conversa com pacientes com Esclerose Múltipla, familiares/cuidadores e
graduandos de outras áreas da saúde e, durante a conversa, foi
mencionado pelos pacientes como sendo a DOR um dos
principais motivos para a não realização de uma atividade, não deixando de lado, é claro, a fadiga.
A DOR é uma desagradável
experiência sensorial e emocional resultante de um dano real ou em potencial ao
tecido. A dor acontece em muitas doenças, no caso da EM predomina a dor neuropática que é definida como dor causada por lesão ou disfunção
do sistema nervoso.
A DOR pode causar fadiga,
gerar uma situação de estresse, irritação e outros sintomas indesejáveis e, de um modo geral, pode
levar à incapacidade e causar ansiedade, interferindo diretamente na qualidade
de vida.
Um aspecto importante na
avaliação da DOR seria identificar a sua intensidade. Existem diversas
formas de avaliá-la e cada uma desses instrumentos podem ser utilizados
para uma intervenção específica. Podemos utilizar uma escala
verbal (por exemplo: nenhuma, pouca, moderada, intensa ou muito intensa),
observar os fatores que aliviam a dor(
em repouso melhora? Em movimento piora?).
As pessoas com Esclerose Múltipla podem ser
beneficiados com instrumentos que a avaliam adequadamente, relatando a
intensidade de dor, localização, duração da dor e utilizando-se de recursos
farmacológicos quando prescritos pelo médico que acompanha o estágio da doença e valer-se de recursos não farmacológicos quando indicados por profissionais capacitados, como terapia com gelo e calor para alívio da DOR, massagem para produzir relaxamento e outras técnicas, como a hipnose por exemplo.
A enfermeira administra a dose
correta, usando o procedimento adequado para cada fármaco, e também orienta os
pacientes quanto sua administração.
De qualquer forma, precisa de
uma abordagem multiprofissional (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas,
psicólogo, terapeuta ocupacional, educador físico, fonoaudiólogo) para uma avaliação completa, contribuindo para a melhora do paciente e, consequentemente, para a sua qualidade de
vida.
Até mais!
Adriana Caldas Rocha
Enfermeira
Bacharel em Enfermagem pela Faculdade de Medicina do ABC- FMABC. Aprimoramento/especialização em Enfermagem em reabilitação física - HC FMUSP. Tem experiência em atendimento individual/grupo em programas de reabilitação ambulatorial e internação, incluindo visita domiciliária: doenças crônicas e neurodegenerativas na lesão medular, lesão encefálica, amputados, paralisia cerebral e nas incontinências urinárias. Atuação em ambulatório de bloqueio neuromuscular (Toxina botulínica). Educadora em saúde em curso de cuidadores de idosos e pessoas com deficiência física.

