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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Acolha a sua irritação


Fonte: https://goo.gl/images/8Cv56S

Tudo o que é negado ou reprimido em nós arruma uma forma de se manifestar e, se fica represado , dói no corpo , na vida , no sentimento.

Irritabilidade , raiva , parece um "pecado" ultimamente, parece errado ficar irritado ou com raiva. Enfim, um sentimento a ser negado, enterrado.

O que na realidade acontece é que por sempre ser negado, quando é libertado, sai de uma forma "torta" , explosiva e várias vezes com a pessoa ou situação errada.

O melhor, quando estamos irritados, seria identificar claramente com quem ou com o que estamos irritados, tentarmos ser bem específicos conosco mesmo.

Aceitar que neste momento precisamos de quietude para achar a melhor forma de transmitir esta insatisfação, esta mágoa, este peso que a raiva carrega.

Muitas vezes, se tentamos "resolver" o problema no auge da raiva, o fazemos de forma "cega" e "burra" e os resultados não são como gostaríamos.

Portanto, uma pausa, respeito pelo sentimento e reflexão com certeza nos darão base pra uma ação mais clara, objetiva e inteligente.

Ninguém precisa "engolir o sapo", carregar a raiva e sofrer, mas com certeza  uma ação pensada, refletida e organizada alcança melhores resultados.

Abraços!

Luiza Donegá
Psicóloga



Luiza B. Donegá ,  formada em Psicologia há 25 anos e desde então atendendo na área clínica em consultório particular e em algumas instituições, atualmente, na Casa da Esperança de Santo André . Trabalha com pessoas, para que elas conheçam suas potencialidades e as desenvolvam da melhor maneira, focando as suas limitações para que , sejam elas quais forem, não as impeçam de ter qualidade de vida, dignidade e respeito. Diretora Técnica Adjunta da ABCEM.



terça-feira, 18 de abril de 2017

O que você sente tem um porquê


Fonte: http://amor-nunca-faz-sentido.tumblr.com/

Se há algo que valorizo em uma atuação profissional é o reconhecimento dos limites e potencialidades da atuação. Sou nutricionista e, como tal, uma profissional da área da saúde.  Enquanto profissional da saúde, faz-se necessário para mim enxergar a complexidade e amplitude da saúde humana e dialogar sobre isto.  Penso na saúde humana como produto de uma interação natural entre as situações internas a cada indivíduo (memória, emoções, sentimentos, sensações, aspectos metabólicos, bioquímicos etc) e externas (aspectos financeiros, convívio social, crenças, história familiar, momentos e experiências interpessoais).

As reclamações e angústias de outras pessoas não são por vezes nossas angústias e reclamações. Contudo isto não minimiza a dor no outro. Como você reage ao outro influencia no que este sente. O que o outro sente atrela-se à saúde deste.

O historiador Leandro Karnal comenta em uma de suas palestras sobre a ofensa enquanto produto da aceitação desta ofensa, ou seja, ofendo-me se de alguma forma esta ofensa faz-me sentido naquele momento. "Só há uma pessoa que pode me ofender, aquela a qual eu concordo". Mas eu diria que a ofensa pode ir além disso. A culpa. A culpa pode ser uma ofensa pessoal. O que lhe dói mais: o preconceito do outro ou o seu próprio descontentamento consigo?

Veja só, comecei este texto comentando sobre a importância de reconhecer limites e potencialidades em nosso conhecimento. Não cabe a este texto discussões aprofundadas sobre culpa e superação, mas cabe uma breve provocação, uma chamada ao diálogo consigo mesmo: "o quanto a culpa afeta minha saúde hoje?" e, para além disto,  "o quanto a culpa  que às vezes coloco no outro, sobre o que este outro deveria ser e fazer, atinge a saúde dele hoje?". Cada cair seu é uma oportunidade para se levantar, cada cair de uma pessoa próxima a você é uma oportunidade para você dizer-lhe que ela também pode levantar-se. Após cada descontentamento, pode haver a chance de amadurecimento. Amadurecemos enquanto seres que interagem. A fraqueza do outro não é sua fraqueza, e você não precisa compreendê-la, basta não desmerecê-la. Da mesma forma sua fraqueza, os seus medos e culpas são importantes, dizem algo para você. Caso pareça que só você sente, isto não diminui a importância destes sentimentos em sua vida.

Olhe para seus medos, reflita amorosamente sobre eles. Desculpe a si próprio. Prosseguir exige desculpar-se.  Caia quando tiver que cair. Levante-se assim que conseguir, em seu tempo. Da mesma maneira, permita ao outro sentir os próprios medos, as próprias fraquezas e levantarem ao perceberem seus próprios poderes.  

Lembre-se: O que você sente é importante e tem um porquê. Valorize cada sentimento seu!

Fernanda Sabatini

Nutricionista









quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Emoções em pauta


Fonte: http://mundodapsi.com/wp-content/uploads/2016/02/mente1.jpg

Será que fraquejar, pensar em desistir, sentir raiva, perder a fé, é normal perante uma doença?

Perguntas que ouço diariamente no consultório e fora dele.  Tanto das pessoas que estão doentes, quanto de seus familiares.

Eu diria que, além de normal, é comum e tudo bem!

Precisamos aprender a dar espaço para todo tipo de sentimento, precisamos aprender a perder o medo de sentir. Tudo o que é negado, escondido, amordaçado, têm  tendência de se deslocar para o lado oposto, assim, se negamos sentimentos, eles refletem no corpo. A psicossomática, área da psicologia , trabalha muito bem com nisso .

Sentir raiva não te torna uma pessoa raivosa; estar triste após o diagnóstico de uma patologia, não te torna depressivo, impotente  e não quer dizer que esses sentimentos serão eternos.

São fases pelas quais passamos. Apenas fases e  elas não devem ser negadas. Com certeza, mesmo convivendo um certo período com a Esclerose Múltipla, por exemplo , chega um momento em que as limitações que os sintomas podem causar irritam, entristecem, deprimem. Devemos poder compartilhar isso com alguém sem medo de assustar esta pessoa, poder chorar, enfim, colocar pra fora todo este peso. Essa é uma das funções dos grupos de apoio, tanto para os pacientes,  como para os familiares.

A única observação que faço é estar atento à duração dessas fases. Períodos prolongados de depressão, raiva, desmotivação, pedem ajuda profissional, com certeza, pois podem induzir a outros sintomas físicos, bem como interferir nas relações sociais.

Portanto, por favor, olhe com respeito pras suas emoções, dê um lugar à todas, faça as pazes com você !

Abraços!


Luiza Donegá
Psicóloga


sexta-feira, 13 de maio de 2016

A arte de não adoecer


Este texto foi retirado de uma postagem realizada por meu amigo virtual Ciro Meireles, pessoa tão rica interiormente que vale a pena ser seguido no FacebookDiariamente sou presenteada, há anos, com textos acompanhados de imagens e ensinamentos profundos, repletos de significado, que me tocam o coração e alegram meu dia imensamente, além de me levarem a intensas reflexões.

Eu lhe convido hoje à arte da reflexão com:


"A ARTE DE NÃO ADOECER




Se não quiser adoecer - "Fale de seus sentimentos"
Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como: gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.



Se não quiser adoecer - "Tome decisão"

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - "Busque soluções"
Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - "Não viva de aparências"
Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - "Aceite-se"
A rejeição de si próprio, a ausência de autoestima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - "Confie"
Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer - "Não viva sempre triste"
O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. "O bom humor nos salva das mãos do doutor". Alegria é saúde e terapia."


Dr. Dráuzio Varella

Pausa para reflexão

Eu reflito muito sobre meus valores, crenças e comportamentos. Fomos criados e educados envoltos pelas crenças da geração dos nosso pais, professores e etc.
Hoje, com 50 anos, ainda me vejo envolta em conflitos internos entre o que aprendi com eles e o que aprendi a acreditar com a vida. Por isso revejo minhas crenças e valores antes de acreditar, de falar, de pensar e de fazer e de muito mais...

Aprender é viver - fique em paz!

Super beijo no coração


Suzete Zanatta