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| Fonte: Google imagens |
Olá leitores queridos! É com muito
prazer e carinho que escrevo o meu primeiro artigo deste ano, 2017, desejando
que seja um ano rico em saúde, estudos e descobertas científicas benéficas às
pessoas que possuem com esclerose múltipla e afins.
Novamente, escrevo tendo como base
minhas experiências e de alguns colegas que convivem com a E.M.
Há um ano, exatamente, tive o grande
prazer de ser mãe, algo maravilhoso e indescritível!
Com isso, claro, conto que há a parte
feliz, mas há também o ônus.
Faz 12 meses que tenho sentido enorme
dificuldade para desenvolver minha marcha. Neste período, tive algumas quedas,
inúmeros entorses de tornozelo e dificuldades para levantar. Cada vez que tento
me colocar em pé tenho impressão de estar carregando 10 toneladas em cada
perna. Mas a situação se agravou muito nos
últimos dias, passei a sentir dores insuportáveis e literalmente
incapacitantes.
Surto, apesar de parecer, sabia
que não era, pois minha médica, Dra Mirella Fazzito, em quem deposito total
confiança, garantiu-me não ser e, menos ainda, progressão da doença. Então, procurei um ortopedista, pois
algo de errado estava acontecendo.
Fui em uma clínica habitual que sempre
me socorre em minhas entorses e não por acaso, mas por providência divina, ou
do universo como preferirem, um médico diferente do que pedi me chamou para a consulta. Achei estranho e pensei comigo: depois reclamo com a recepcionista
que me colocou com este médico. Fiquei quieta e deixei ele fazer o serviço
dele.
Ao ver que estava na cadeira de rodas, conduzida por minha filha do coração, a Giovanna, com muita dificuldade, ele foi ao meu encontro e me levou até sua sala com muita gentileza e com toda cordialidade do bom mineiro, assim como minha
saudosa avó, perguntou-me: o que te acontece? Foi aí que narrei a dolorosa e
complicada situação em que me encontrava. Ao terminar, ele deu um sorriso
gostoso de canto de boca e disse: - vou te contar uma história: No
condomínio onde moro, sempre participo das reuniões e em todas tinha um
sujeito que contava o mesmo acontecido. Para
justificar seu estado físico, às vezes de muletas, outras de cadeira de rodas,
outras tropeçando, ele dizia que era delegado e que estava daquele jeito porque tinha
levado um tiro nas costas devido à profissão, um ato heroico e
bonito. Até que um dia me cansei e falei pra
ele, escuta, por que é que você mente e não conta que tem esclerose?! Ele ficou vermelho e disse que era por vergonha
e medo do preconceito.
A consulta continuou, ele contou-me
mais sobre o "delegado herói" e começou a me explicar com palavras
metafóricas: escuta, o teu corpo é como uma
máquina e esta máquina, no seu caso, tem um problema e precisa de uma coluna
para funcionar e te sustentar, mas a tua está toda enferrujada, não te aguenta
mais porque você não está passando óleo nela. E se continuar sem passar óleo vai quebrar e não vai funcionar mais! Sabe o que é o óleo? É a fi-si-o-te-ra-pi-a! Sim, isso
mesmo!
Interrompi o que ele dizia com um mas
eu faço e ele disse: está fazendo errado, senão não estaria assim!
Eu Disse: doutor, estou com muitas dores,
não estou nem conseguindo dormir e ele falou: você vai fazer do
modo que eu estou escrevendo aqui no pedido e, a cada duas semanas, volte aqui
para eu fazer um novo pedido de fisioterapia. Tem que passar óleo, senão a máquina
quebra e não conserta mais.
Pedi a ele um anti-inflamatório e ele
disse: mas você não acha que já tem problemas demais para ficar
"arrumano" outro?! Deixa um pouquinho "pros
outro"! Vou te passar um analgésico que não vai
enferrujar ainda mais a máquina e, quando acabar, volta aqui que te passo mais porque esse precisa de autorização!
Mandou que aplicassem uma injeção para
dor e me mandou voltar para uma próxima consulta com os músculos da "máquina" mais
fortes e arrumados, pois o problema dela era ferrugem na estrutura, ou seja, meus músculos! E encerrou a consulta dizendo: " Vai com Deus e conserte a
estrutura da máquina!"
Disse ainda, na despedida: teu
quadril uma hora destas cai, a lombar trava e não levanta mais, hein?!
Tudo o que ele disse foi o que minha neuro sempre me
explicou e minhas fisioterapeutas também, mas que a fadiga e as dores às vezes me
impedem de fazer.
Temos sim que fazer fisioterapia
sempre, mas com cautela, como me orienta a professora Ana Bifulco e minha amiga
Renata Antunes, fisioterapeutas.
A fraqueza muscular é um problema
sério para quem tem esclerose múltipla, podendo levar até à incapacidade física e, por
consequência, gerar muita fadiga, por isso vamos nos exercitar.
Deixo aqui, alguns sites para que
entendam a importância de fortalecer os músculos para que a "máquina" possa funcionar, conforme disse o ortopedista.
E, insisto, nem tudo é surto!
Um ótimo ano, abençoado por Deus!
Evelyn Cristina
Pedagoga
Aos 25 anos de idade, descobriu-se em mim a esclerose múltipla. Foi aí que precisei de um tempo para apreender como viver para, assim, viver com os constantes desafios que a vida me impõe. E, hoje, vivo cada instante com muita fé, resiliência e amor
Fontes:


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