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| Fonte:cee.fiocruz.br |
O post de hoje tira do forno não uma receita da nutri, mas
sim um estudo que a divisão de Saúde e Medicina da "National
Academies of Sciences, Engineering, and Medicine" apresentou no começo do
mês de Janeiro. O estudo apresenta e classifica as evidências para os efeitos
da Cannabis no tratamento para diversas doenças, incluindo a Esclerose Múltipla
(EM). O nome do estudo é "The
Health Effects of Cannabis and Cannabinoids: The Current State of Evidence and
Recommendations for Research". Alguém
já leu? Deixo o link nas referências do texto.
Um Comitê de profissionais das diversas áreas da saúde foi
formado a fim de realizar o estudo. O estudo consistiu em uma revisão
sistemática, em que analisou-se e reuniu artigos sobre o uso da Cannabis
publicados desde o ano de 1999 até o ano de 2016. O comitê estipulou alguns desfechos
de interesse principais para o estudo, entre eles o nível de evidência para os
efeitos terapêuticos da Cannabis e seus compostos.
O estudo apresenta suas conclusões a partir de níveis de
evidência sobre os aspectos analisados. Ao que se refere ao uso terapêutico na
Esclerose Múltipla, a revisão sistemática apresenta que há evidências
substanciais na literatura científica para o efeito positivo do uso de
medicações com canabinóides na melhora da percepção de pacientes sobre o
sintoma de espasticidade. Apresenta como evidência limitada a melhora clínica
destes sintomas de espasmo; assim como evidências moderadas para a melhora do
sono e evidências limitadas para a melhora dos sintomas de ansiedade - no caso
da ansiedade, com foco nos indivíduos em geral, com ou sem diagnóstico de EM.
Nesta mesma revisão sistemática, apresentou-se também evidências substanciais,
sem especificar o grupo populacional, para a piora de sintomas respiratórios e
episódios mais frequentes de bronquite crônica quando há uso prolongado da
Cannabis, e chance de baixo peso ao nascer de bebês cuja mãe fez uso enquanto
grávida.
O uso medicinal dos compostos da Cannabis é diferente de seu
uso recreativo. Em alguns países, em que a terapêutica com Cannabis é
autorizada, os canabinóides são oferecidos em forma de cigarro, contudo com um
importante, e não tão simples, controle de combinação e quantidade destes canabinóides
para se chegar aos efeitos esperados sem consequências não desejáveis. Conforme
o próprio Comitê da pesquisa afirma, ainda é necessário muito esforço dos
órgãos de pesquisa e saúde ao redor do mundo para obter-se pesquisas amplas e
conclusivas sobre a terapêutica.
Muitas notícias e informações são divulgadas nas mídias.
Estar atento de forma crítica é fundamental para o progresso com qualidade
desses estudos. Para isto, a troca de informações entre pacientes, entre
profissionais e entre pacientes - profissionais é de extrema importância.
Nutricionista
Referências
National
Academies of Sciences, Engineering, and Medicine. The
Health Effects of Cannabis and Cannabinoids: The Current State of Evidence and
Recommendations for Research; 2017. Disponível em <https://www.nap.edu/catalog/24625/the-health-effects-of-cannabis-and-cannabinoids-the-current-state>


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