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| Fonte: http://esclerosemultipla.com.br/ |
Hoje trago um
assunto bastante em voga para discutir: o transplante autólogo de células
tronco hematopoiética.
O objetivo é
esclarecer o que é o procedimento, como é realizado e em que situações é
indicado neste momento do conhecimento científico.
A esclerose múltipla é considerada uma doença
autoimune, ou seja, o sistema imune desconhece a mielina como sendo um
componente do organismo e o agride como um agente invasor, acarretando o
problema básico da doença que é a lesão da bainha de mielina e com isto redução
na velocidade do estímulo nervoso.
O transplante
autólogo de células tronco hematopoiéticas é uma intervenção imunológica que
tem por intenção reduzir a atividade do sistema imune através de
imunossupressão; esta abordagem surgiu pela observação de estudos em que altas
doses de quimioterapia em pacientes com câncer e esclerose múltipla evoluíram
com melhora da doença.
A intenção é
desenvolver um novo sistema imunológico e com isto evitar a autoagressão.
A metodologia é
realizada em 3 etapas:
1. Primeiro
administra-se drogas que tornam as células da medula óssea aptas a liberar
células tronco imunológicas ( estas têm a capacidade de transformarem-se em qualquer
tipo de célula imunológica) no sangue.
2. Captação
das células tronco no sangue periférico.
3. Submete-se
o indivíduo a imunossupressão com o intuito de eliminar o sistema imune
superativo.
4. Reinfunde-se
as células tronco previamente extraídas.
Na fase de
imunossupressão muitos cuidados precisam ser tomados. É necessária internação e cuidados intensivos administrados, pois há alto risco de infecções que podem
ser fatais.
As pessoas
elegíveis para o transplante são:
1. Pessoas
com o tipo evolutivo da doença surto-remissão que apresentem surtos frequentes
ou com lesões novas pela ressonância e que não foram responsivos aos
tratamentos disponíveis.
2. Pessoas
com o tipo evolutivo secundariamente progressiva com surtos ou primariamente
progressiva, mas com lesões à ressonância e piora clínica confirmada ao longo
do último ano.
3. Pessoas
com qualquer forma evolutiva, com evolução rápida, grave, “fulminante”.
A finalidade do transplante é estabilizar a doença, e não é curá-la ou melhorar incapacitações preexistentes.
Dra. Liliana Russo
Neurologista
Diretoria Técnica da ABCEM

Gostei muito da explicação ! Parabéns !!!
ResponderExcluirMuito bom!!!!
ResponderExcluirEu tenho surto remissão gostaria de fazer este procedimento e pago ? Pode se fazer pelo SUS ? Contato 12991226725 Cristina
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