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| Fonte: Google imagens |
Hoje acordei pensativa, pois todos nós
vivenciamos nossos medos e anseios. Mesmo dando o meu melhor, querendo ajudar, eu
erro e aí entra o conflito com quem está sendo cuidado ou com quem apenas está
no ambiente em que o fato ocorreu, pois, a pessoa que está sendo ajudada não
concorda com seu modo de fazer ou até de falar, momento que, para evitar conflitos
maiores, devemos esperar passar para depois acertar o como deve ser feito ou
falado. Foi aí que lembrei de uma passagem especifica que exemplifica bem o
aprimoramento de ser cuidador.
Numa família onde o pai ou a
mãe está precisando do cuidado, eles são naturalmente mais complacentes do que
quando é o mais jovem quem está na situação, por isso é que temos que
desenvolver o como cuidar de todos, até mesmo de uma criança.
Conheço uma família em que o
filho casado passou mal, teve um surto e foi diagnosticado com esclerose
múltipla. O casamento, que já não devia ir tão bem, chegou ao seu fim; meu
amigo ficou sem chão quando foi abandonado, sendo ainda que a mulher deixou a
filha com ele, pois era ele quem provia, na época, salário e recursos.
Ele frequentava uma associação
na qual eu fazia parte e como eles, pacientes, estavam muito preocupados em como
seria a vida deles daquele dia em diante, quanto ao relacionamento no seu
ambiente, resolvemos, em conjunto com a psicóloga, fazer uma reunião com os
familiares dos pacientes daquela associação. No princípio era mais como
desabafo; como brincávamos entre nós, cuidadores, poder falar mal dos nossos
“pacientes“; em cada reunião eram umas pessoas novas, pai, mãe, irmãos,
cunhados, filhos e até os vizinhos que tinham amizade mais próxima e aí, passado
um tempo, os cuidadores foram sendo revelados.
Como sempre nessas relações eles
foram sendo ajudados uns pelos outros, falando simplesmente dos acontecimentos
e experiências que cada um passava na semana e com isso eles desabafavam e
levavam a experiência do outro que tinham o mesmo problema, mas que resolviam com
ações diferentes da sua.
Eles eram ajudados, sempre com
a supervisão de uma profissional de psicologia, que dava seu aval pelas ações
de apoio, para que nós continuássemos os cuidados com os nossos e assim
harmonizava todo o contexto do que seja ser um cuidador. Quanto ao meu amigo, hoje a família cuida do
nosso paciente sem restrição de qual seja a pessoa que vai para cuidar, todos
cuidam, mãe, irmãos, cunhados e amigos, sendo que a maior cuidadora é a filha,
que hoje tem dezessete anos, e só reclama de não poder ficar no hospital quando
o pai fica internado para os seus tratamentos, pois ela ainda é menor de idade,
mas com certeza é sua melhor cuidadora.
Uma pessoa que tenha o carinho,
a compreensão de outro, esteja ela com que doença for quer ter atenção
integral, desde o estímulo para um cinema, piquenique ou simplesmente um
passeio na calçada da sua casa. Tenha a certeza que estará fazendo o paciente
feliz.
Esta é a base do que chamamos
de dar atenção total ao paciente de uma doença crônica. Lembre-se: ser cuidador é ser paciente
principalmente com o paciente.
Obrigada pela leitura e até o próximo mês!
Dinha Gomiero
Cuidadora

Para ser cuidador é preciso se colocar no lugar do paciente. Para ser cuidador,é preciso ser paciente
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