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| Fonte: Google imagens |
Entre os cuidados com a
Esclerose Múltipla, está o de se evitar o desenvolvimento de comprometimentos
paralelos, a fim de que não se somem desestabilizadores da qualidade de vida. A
prática de uma alimentação adequada é reconhecidamente uma conduta auxiliadora
neste processo de cuidado. Porém, como manter uma alimentação que lhe seja
adequada todos os dias? E a esta pergunta acrescento: você deve comer todos os
dias de forma padronizada em horários e quantidade? Reflitamos sobre isto.
Somos bombardeados
diariamente com informações sobre o quê comer e quando comer. Certamente já lhe
pediram para comer de três em três horas, para sair da mesa sempre com fome,
para não jantar de jeito nenhum, entre outras informações que na verdade em
nada ajudam, pelo contrário atrapalham. Quando o assunto é comida, nosso
organismo possui mecanismos fundamentais para captura e ingestão. Entre estes
mecanismos está a fome e a saciedade. Na amamentação, uma das principais
recomendações para oferta do leite é a livre demanda, porque é seguro e
saudável respeitar o instinto de fome e saciedade da criança a fim de nutri-la.
Este instinto, porém, é intrínseco a qualquer indivíduo. Todos nós temos a
capacidade de perceber em que momento devemos começar a comer, em que momento
devemos parar de comer e o quanto realmente precisamos comer. Retomando a nossa
segunda pergunta introdutória, podemos perceber que na verdade é normal não
comermos de forma padronizada todos os dias.
A sua fome no almoço de hoje pode não ser a mesma do que no seu almoço
de amanhã. É completamente saudável moldar a quantidade que você come a partir
do grau de fome e saciedade, apesar de ser necessário compreender os motivos
que alteram seu apetite.
Sobretudo com o atual
bombardeio das "dietas", acontece cada vez mais a nossa desconexão
com os nossos próprios sinais internos de fome e saciedade, deixando nossa
alimentação à mercê de fatores externos, como o já citado comer de três em três
horas, mesmo você não estando com fome; ou a culpa em sair da mesa sem fome,
por exemplo.
E quais as implicações
negativas disso? Certamente muitas. Tente controlar sua respiração, agora.
Provavelmente o ritmo da sua respiração alterará um pouco. Imagine-se tentando
controlar os momentos que você inspira e expira a todo momento. Você acha que
seria uma respiração confortável? O mesmo é com a alimentação. Ao tentarmos
normatizar demais o que e quando comemos é que perdemos o controle da nossa
alimentação. Comer é algo natural, intrínseco a nós. A tarefa de reconectar-se,
ouvir e respeitar seu corpo deve ser trabalhada por você e pelo profissional em
saúde que lhe acompanha. Adequar a forma como comemos para nos favorecer é
possível e pertinente, porém esta adequação deve ser condizente com suas
próprias demandas. Respondendo à nossa primeira pergunta introdutória, ouvir e
respeitar seu corpo é uma tarefa necessária para conhecer um pouco justamente
destas demanda, - sociais, culturais, psicológicas, físicas - e assim manter
uma alimentação o mais adequada possível para você a cada dia. Suas demandas
mudam e, assim, sua alimentação também.
Para agora, sugiro pensar: como foi seu apetite hoje?
Fernanda Sabatini
Nutricionista

foi bom, obrigado por perguntar...!z
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