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| Fonte: Imagens retiradas da internet |
Tenho acompanhado muitos
questionamentos sobre a perícia médica. Muitas vezes esses questionamentos
chegam acompanhados de um certo temor desse momento, então achei por bem
desmistificar um pouco a perícia e esclarecer o que acontece.
Existem diversos tipos e
objetivos de uma perícia e para quem tem esclerose múltipla a rotina de passar
por perícias já começa no momento de requisitar o remédio de alto custo. Para iniciar o tratamento é
preciso preencher diversos formulários, apresentar relatório médico e exames e
em muitos casos também é preciso passar por uma perícia, cujo objetivo é apenas garantir que a pessoa que está solicitando o remédio existe e
que de acordo com os exames apresentados possui de verdade a doença que alega
ter. Os remédios para a esclerose múltipla são muito caros e existe esse
cuidado para aprovar a liberação do remédio.
Para alguns direitos, como carteira
de motorista especial ou vale-transporte especial para pessoas com deficiência, também é
preciso passar por perícia. Então para garantir o direito a esses benefícios é
preciso levar os exames mais atualizados, o relatório do médico que acompanha a
doença identificando a patologia, a incapacidade, a escala EDSS e preencher
os formulários solicitados. Algumas vezes o médico perito ainda irá fazer
alguns testes simples antes de fazer o laudo e autorizar a solicitação.
A mais temível das perícias
médicas é sem dúvida a perícia do INSS. É um momento de fragilidade, pois quem está
pedindo afastamento ou aposentadoria por invalidez é porque não está bem mesmo
e existe um estresse muito grande em passar por esse momento. Mas não precisa
tanto medo, a perícia é só uma etapa para alcançar o objetivo que é o
benefício previdenciário.
Na perícia previdenciária é
muito importante que se tenha um relatório do seu médico que
acompanha o caso, contando a situação atual e pedindo o afastamento. Esse
relatório tem que ser atual. Além desse documento que é muito importante e será
a base para o perito poder dar o afastamento é preciso apresentar todos os
exames com uma ordem histórica, os laudos de todos os médicos que acompanham o
caso, se forem mais médicos acompanhando.
Ou seja, para a perícia é
preciso chegar com a história completa, pois nem sempre o médico perito conhece
a doença com profundidade para concluir alguma coisa. E mais, o médico perito
não é o seu médico, ele não o conhece e ele vive uma realidade de muitas
fraudes, o que também influencia no momento da decisão. Então cada um precisa levar
na hora da perícia todo o histórico da doença com exames, pedidos médicos e um
relatório feito pelo seu médico bem detalhado sobre a doença e sua evolução, com
a conclusão pelo afastamento ou aposentadoria, escrito com todas as letras por ele.
Diante de uma documentação
consistente e de alguns testes simples que o perito fará ficará mais fácil conseguir o objetivo, afinal o médico perito não pode ir contra a conclusão do
médico que acompanha o caso.
Espero que essas dicas ajude a
todos na hora da perícia.
Camila Zucareli P. Ribeiro
Advogada
Nascida em São Paulo, SP, 40 anos de idade, advogada. Especialista em direito empresarial e especialista em direito previdenciário. Atuou em escritórios e empresas sempre com a preocupação de melhorar o ambiente e trabalho e incluir a pessoa com deficiência nas empresas. Desde 2010 também é empresária. Já morou em Santos hoje mora em São Caetano e está sempre buscando aprender coisas novas. É casada, tem uma filha e adora viajar. Foi diagnosticada com esclerose múltipla bem no meio da Copa do Mundo de 2014.


Levei tudo e nao me concedeu o auxilio doenca levei laudo de dois medico um dele falando que e causo ate de aposentadoria levei a ressonancia mao enfaixada que cai mas pra minha supresa nao consegui o neuro informando sobre a reacoes do rebif e tudo mas nao sei nem o que pensar mas
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