(Sassaki
R.)
De acordo com o último censo do IBGE (2010), no Brasil
existem 45,6 milhões de pessoas com deficiência (PcD), sendo 9 milhões apenas
no estado de São Paulo.
É nítido que muito mudou quando comparamos o passado com a
atualidade no que se refere à pessoa com deficiência, visto que antigamente
(Roma Antiga e Idade Média) as PcD eram sacrificadas ou expostas ao público
como aberrações da natureza. Hoje, diversas leis amparam esse público, mas
ainda há muito o que melhorar para realmente incluí-las, seja na sociedade, na
escola ou no mercado de trabalho.
Mas para chegar onde estamos hoje, no que diz respeito à inclusão, algumas fases a antecederam. São elas:
- Exclusão
- Segregação
- Integração
- Inclusão
Na exclusão, as PcD eram excluídas de ambientes sociais,
além de serem impedidas de frequentar espaços escolares, pois eram consideradas
dependentes e incapazes de executar qualquer função. Suas potencialidades e
habilidades preservadas não eram identificadas e muito menos estimuladas.
Já na segregação, algumas PcD possuíam certo espaço na
sociedade, porém ainda sofrendo discriminação, uma vez que a sociedade acreditava
que as PCD podiam oferecer algum perigo e dessa forma eram isoladas em
instituições segregadoras.
Na integração, as PcD passaram a ser agrupadas de acordo com
a deficiência apresentada e então inseridas em ambientes que as
“treinem” para viver em sociedade. Mesmo com características de segregação, a
integração representou um significativo avanço.
Finalmente a inclusão, que pode ser definida como um
processo no qual a sociedade se adapta para incluir as PcD e possui como
princípios para sua prática:
- Aceitar as diferenças
- Valorizar cada pessoa
- Conviver dentro da diversidade humana
- Aprendizagem por meio da cooperação
A inclusão social é um processo que contribui para a
construção de um novo tipo de sociedade por intermédio de pequenas e grandes
transformações, tanto em espaços físicos, mentalidade e atitude das pessoas.
Infelizmente a inclusão ainda não é 100% realidade. Mas
estamos no caminho!
E você? Sente-se incluído? Promove a inclusão?
Que tal refletir sobre o assunto?
Luci Takiuchi
Graduada em Engenharia de Produção pela Faculdade Mauá em 2004 e em Terapia Ocupacional pela Faculdade de Medicina do ABC em 2016. Atualmente é terapeuta ocupacional do Centro de Tecnologia e Inclusão em São Paulo. Diretora técnica da ABCEM.
Terapeuta ocupacional
23 anos, Terapeuta Ocupacional (CREFITO: 18065-TO) formada pela Faculdade de Medicina do ABC,Pós Graduanda em Psicomotricidade pela FMU. Atualmente atua como terapeuta ocupacional no Espaço Arte Psico, em São Bernardo do Campo, e na Clínica Ceccat,o em São Caetano do Sul. Artesã nas horas vagas, e apaixonada por viagens (as literárias também).
Fontes







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