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| Fonte: http://aprendis.gim.med.up.pt/index.php/Espirometria |
A fadiga,
a fraqueza, as limitações físicas, as alterações de memória e depressão, são
sintomas muito preocupantes na Esclerose Múltipla. Entretanto, pouco referido pelos pacientes e
estudiosos do assunto, mas não menos preocupante é a função respiratória e
suas repercussões dentro dessa patologia. Há diversos casos em que a
musculatura respiratória também é acometida e de forma muitas vezes
avassaladora, de modo que torna refém os pacientes e seus familiares.
Para
minimizar essas questões, a simples realização de uma avaliação respiratória
completa, que mensure os principais aspectos da função pulmonar, pode
contribuir na evidência de possíveis problemas já instalados ou em fase de
instalação. Avaliações respiratórias periódicas devem fazer parte da bateria de
exames solicitados aos pacientes com EM, tendo como objetivo esclarecer
possíveis comprometimentos ventilatórios. Funciona como uma alternativa para
excluir a necessidade de terapia respiratória ou tratar os que necessitarem.
A
avaliação respiratória consiste de teste espirométrico (avalia volumes e
capacidades pulmonares); avaliação de força da musculatura respiratória através
das medidas de pressões inspiratórias e expiratórias máximas (Pi e Pe máx); níveis
de oxigenação sanguínea, freqüência cardíaca e respiratória; mensuração do CO2
exalado e medida do pico de fluxo de tosse. Este último denota tanto
envolvimento da musculatura bulbar quanto respiratória.
A avaliação ao todo costuma
demandar cerca de uma hora sendo que seu resultado traz informações valiosas
para o paciente e os demais membros da equipe. Pode-se, por exemplo, através da
avaliação, definir se o paciente com EM necessita de um trabalho de reorganização
respiratória ou de maiores intervenções, tais como a utilização de um suporte
ventilatório noturno (aparelho respiratório a ser usado durante o sono), devido
a uma possível apneia do sono ou hipoventilação decorrente de fraqueza muscular
respiratória. Pode-se também identificar se a força da musculatura respiratória
está íntegra ou prejudicada, se há presença de disfagia com risco de pneumonia
aspirativa (fato que envolve atendimento de fisioterapia respiratória e
fonoaudiologia), ou se a fadiga presente pode ser reduzida com um simples
trabalho de reeducação respiratória com enfoque no diafragma (principal músculo
da respiração) e nos músculos acessórios da respiração, além de um trabalho de
recondicionamento global.
Enfim, são diversas as situações a serem pontuadas e
também as possibilidades de melhora, mas jamais serão tratadas se não forem
avaliadas.
Respire aliviado!!!!
Celiana
Figueiredo Viana
Fisioterapeuta
