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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Fisioterapia respiratória na Esclerose Múltipla


Fonte: http://aprendis.gim.med.up.pt/index.php/Espirometria

A fadiga, a fraqueza, as limitações físicas, as alterações de memória e depressão, são sintomas muito preocupantes na Esclerose Múltipla. Entretanto, pouco referido pelos pacientes e estudiosos do assunto, mas não menos preocupante é a função respiratória e suas repercussões dentro dessa patologia. Há diversos casos em que a musculatura respiratória também é acometida e de forma muitas vezes avassaladora, de modo que torna refém os pacientes e seus familiares. 

Para minimizar essas questões, a simples realização de uma avaliação respiratória completa, que mensure os principais aspectos da função pulmonar, pode contribuir na evidência de possíveis problemas já instalados ou em fase de instalação. Avaliações respiratórias periódicas devem fazer parte da bateria de exames solicitados aos pacientes com EM, tendo como objetivo esclarecer possíveis comprometimentos ventilatórios. Funciona como uma alternativa para excluir a necessidade de terapia respiratória ou tratar os que necessitarem. 

A avaliação respiratória consiste de teste espirométrico (avalia volumes e capacidades pulmonares); avaliação de força da musculatura respiratória através das medidas de pressões inspiratórias e expiratórias máximas (Pi e Pe máx); níveis de oxigenação sanguínea, freqüência cardíaca e respiratória; mensuração do CO2 exalado e medida do pico de fluxo de tosse. Este último denota tanto envolvimento da musculatura bulbar quanto respiratória. 

A avaliação ao todo costuma demandar cerca de uma hora sendo que seu resultado traz informações valiosas para o paciente e os demais membros da equipe. Pode-se, por exemplo, através da avaliação, definir se o paciente com EM necessita de um trabalho de reorganização respiratória ou de maiores intervenções, tais como a utilização de um suporte ventilatório noturno (aparelho respiratório a ser usado durante o sono), devido a uma possível apneia do sono ou hipoventilação decorrente de fraqueza muscular respiratória. Pode-se também identificar se a força da musculatura respiratória está íntegra ou prejudicada, se há presença de disfagia com risco de pneumonia aspirativa (fato que envolve atendimento de fisioterapia respiratória e fonoaudiologia), ou se a fadiga presente pode ser reduzida com um simples trabalho de reeducação respiratória com enfoque no diafragma (principal músculo da respiração) e nos músculos acessórios da respiração, além de um trabalho de recondicionamento global.

Enfim, são diversas as situações a serem pontuadas e também as possibilidades de melhora, mas jamais serão tratadas se não forem avaliadas.

Respire aliviado!!!!


Celiana Figueiredo Viana
Fisioterapeuta