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Fonte: Google imagens |
Esta semana iniciarei algumas reflexões sobre a ética nos diversos segmentos sociais em que estamos inseridos e, hoje, vou abordar a ética dentro das relações familiares.
Os dicionários definem a palavra ética como sendo o “conjunto
de regras e preceitos de ordem valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo
social ou de uma sociedade”. Então, vejamos, mediante deste conceito será que podemos
afirmar que ser ou não ético depende da forma como nos comportamos diante dos
preceitos estabelecidos por este ou aquele grupo no qual estamos inseridos?
Se respondermos afirmativamente a esse questionamento,
nossa ética variará de acordo com os limites impostos por cada segmento da
vida, como escola, família, emprego, amigos etc. Mas, será que é assim que
funciona?
Para analisarmos essa afirmação, torna-se fundamental observar que para a vida em sociedade ser possível, é essencial que existam limites, pois, do
contrário, cada um agirá de acordo com seus próprios critérios e valores que
nem sempre são os mais adequados. Pensem comigo: mesmo existindo preceitos que
regulam as relações humanas, ocorrem tantos desvios de finalidade, de caráter,
desrespeito ao próximo e verdadeiras barbáries nos mais diversos segmentos
sociais, como seria, então, na ausência total de regras?
Com certeza, estaríamos imersos no caos, um caos maior do
que estamos, um caos de proporções inimagináveis, uma vez que, nem sempre, o que é o melhor para nós é o melhor para o outro e são os limites que estabelecem um ponto, ao menos teoricamente, de equilíbrio entre querer e poder e é por isso que regras de condutas são efetivamente necessárias para que o caos total não se estabeleça.
Agora, vamos voltar para o tema central deste diálogo e
analisar como a ética atua no centro das relações familiares, nas quais, por essência,
a liberdade de cada integrante é maior que nos demais grupos dos quais ele
participa. Normalmente, com aqueles com os quais convivemos mais amiúde,
desenvolvemos formas de agir que, muitas vezes, não replicamos em outros
segmentos. Algumas vezes nos comportamos de forma nada ética dentro da nossa
própria família.
E por que isso acontece?
Em grande parte das vezes, somos guiados por exemplos,
seguindo uma “tradição” familiar que não cultiva o agradecimento, o respeito
mútuo, o “por favor” e outros gestos de cordialidade que fora de casa nos
forçamos a usar. Digo forçamos porque, quando esses valores já estão arraigados
em nós desde a mais tenra idade, eles são naturais, independentemente de qual
círculo estejamos imersos no momento.
Acreditar que os pais têm a obrigação de fazer tudo e a
todo instante pelos filhos; achar que o cônjuge não necessita de palavras de
incentivo, mas apenas de cobranças; nunca se dirigir a um filho para elogiar
seus acertos, mas tão somente para enfatizar seus erros; pedir emprestado e
não devolver, se apossando do objeto do empréstimo como se o outro tivesse
obrigação de “doá-lo” a nós; entre tantos comportamentos dessa extirpe, faz com
que a ética saia pela porta que ficou aberta pela falta de respeito ao outro.
Eu trago incutida em mim uma definição própria do que seja
ser alguém que traz em si comportamentos pautados pela ética, pois, na minha
visão, somos éticos quando não fazemos ao outro o que não queremos a nós
próprios. Talvez seja uma conceituação simplista diante de discussões filosóficas
e sociológicas, mas é assim que tento me guiar pela vida, embora ainda
tenha muitos degraus a galgar nesta escalada de trazer a ética de forma plena
para dentro das minhas relações pessoais e sociais.
Mas, quem não tem?
Para refletir!
Beijos!
Bete Tezine
Advogada
Professora de artes plásticas

Muito bom o tema....e que a ética seja sempre aplicada da melhor forma possível, dentro de família.
ResponderExcluirBoa Bete. Ética pura é difícil existir, pois até o bebê deixa de se-lo quando aprende que chorando consegue atenção. Enfim digo que eu sou eu, conforme minhas circunstâncias. Beijos
ResponderExcluirÓtimo texto amiga...agora também quero filosofar..rsrsrs
ResponderExcluirSe os seres evoluem através da expansão da consciência, fica claro que a troca com nosso próximo mais próximo de maneira ética é o que nos permite aprendermos uns com os outros sempre conscientes que cada ser se encontra em um grau evolutivo e essa troca quanto mais tiver embasada no amor e respeito mais traz benefícios a todos nós!
super beijo