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| Fonte: Google imagens |
Nicholas
Spitzer é um professor de neurociência da Universidade da Califórnia. Segundo o
professor, a prática de solucionar jogos de raciocínio não melhora a capacidade
cognitiva e música clássica não
desenvolve as suas funções cerebrais.
“Essas teorias foram analisadas em detalhe e elas não se sustentam. É
decepcionante de certo modo, mas o que descobrimos é que exercício (físico) é a
chave para as funções cerebrais”, afirmou o professor.
De
qualquer forma, os jogos de raciocínio e ouvir uma boa música podem trazer
sensações de prazer muito interessantes.
O
que se discute hoje são as condições em que os exercícios são feitos para que
as vantagens da atividade física sobre o cérebro aconteçam.
O ambiente parece ser uma condição importante. De preferência devem ser feitos sob exposição da luz solar. A explicação disso é fruto do processo de evolução. Pesquisa constatou que nosso cérebro muda suas atividades de acordo com o ambiente. Isso por uma questão de sobrevivência. O cérebro tende a diminuir suas atividades em ambientes fechados, após algum período sem exposição à luz solar relevante, condições semelhantes às impostas aos animais (e aos seres humanos) durante o inverno.
Segundo
o professor da Universidade de São Paulo à frente do Laboratório de
Neurociência e Comportamento, Gilberto Fernando Xavier, o sistema nervoso leva
cerca de 12 semanas para produzir alterações detectáveis de melhor desempenho,
e isso apenas após uma prática de exercícios regulares (5 ou 7 dias na semana).
Por “melhor desempenho” entenda redução dos níveis de stress e ansiedade,
melhorando assim capacidade de memória e raciocínio rápido. Isso é o efeito que
Xavier chama de “estabilização afetiva”.
Fator oxigenação
Assim como todas as outras partes do
corpo, o tecido cerebral também se deteriora ao não ser usado e com o passar
dos anos. A partir dos 20 anos, perde-se anualmente 1% do volume do hipocampo,
a porção do cérebro relacionada à memória e certos tipos de aprendizado. É
exatamente na proteção dessa região que os exercícios funcionam de forma mais
intensa. A prática de atividade física estimula a produção do chamado Fator
Neurotrófico Derivado do Cérebro, ou BNDF, da sigla em inglês – Brain Derived
Neurotrhophic Factor. “Essa proteína é responsável por estimular a produção de
novas células nervosas, os neurônios, principalmente no hipocampo”, explica o
neurocirurgião Fernando Gomes Pinto, do Hospital das Clínicas da Faculdade de
Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP). Portanto, o papel primordial
dos exercícios é reverter a destruição dos neurônios, estimulando o crescimento
de exemplares novinhos e a conexão deles com seus vizinhos. Atividades físicas
melhoram a oxigenação das células cerebrais porque incentivam a circulação
sanguínea. “Pessoas fisicamente ativas têm menor risco de Alzheimer e doença
de Parkinson”, diz Jomar de Souza, presidente da Sociedade
Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE). Além disso, há a liberação de endorfinas, que provocam a sensação de
bem-estar. Essas substâncias naturais
diminuem a dor e melhoram o humor. “E não se pode desconsiderar o
fato de que os exercícios melhoram o estado psicológico, porque elevam a
autoestima, já que a pessoa fica com uma silhueta mais adequada e executa
tarefas físicas com maior eficiência”, diz o médico Gomes Pinto.
Três ótimos motivos para não ser
sedentário:
- Ao atrasar o avanço das doenças
degenerativas, os exercícios permitem
preservar por mais tempo a memória e a noção de tempo e espaço. O sono mais
equilibrado, consequência do exercício físico, também favorece as capacidades
cognitivas.
- A prática de atividades físicas tem
um lado preventivo, pois possibilita a formação de novas conexões no cérebro.
Isso é muito importante diante de doenças como Alzheimer, cuja principal
característica é a perda progressiva de conexões neurais.
- Trabalhar o corpo favorece a
produção de hormônios que dão sensação de bem-estar, como a endorfina. Por isso,
quem faz exercícios regularmente fica mais alegre e estável, menos sujeito a
ansiedade e depressão.
Egon Félix Hadermann
Fisioterapeuta
Mestre em psicologia da saúde

Olá,sou portadora de esclerose múltipla, muito bom esta descoberta.
ResponderExcluirPor favor,quais são as atividades físicas adequadas,para portadores de EM e se tem alguma contra-indicação.
atenciosamente
Que texto maravilhoso!
ResponderExcluirSentia falta de um blog assim, de qualidade, confiável, com assuntos multidisciplinares. Parabéns aos envolvidos!!
Grande Egon, amei cada palavra, cada citação e admiro a forma como transmite seu amplo conhecimento aqui no blog.....a cada texto vc consegue nos mostrar os benefícios da atividade física, tanto que não vejo a hora de retomar a séria de exercícios para fortalecimento muscular que havia iniciado com a Bete Guazzelli, no final do ano passado.
ResponderExcluirDeixa eu sarar dessa chata dor que vou me empenhar o dobro agora........hahaha.....a Bete que não me segure!!
Gratidão e super beijo