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| Fonte: Google imagens |
Ao receber o diagnóstico de
Esclerose Múltipla, muitos pacientes sentem-se perdidos, já que não há como
prever o desenvolvimento da doença. Dessa forma, interrompem suas atividades
corriqueiras e focam-se na doença.
Como a doença acomete, em sua
maioria, adultos jovens, é necessário que eles amadureçam com maior rapidez,
para que seja possível lidar melhor com ela e seus múltiplos aspectos.
A Esclerose Múltipla, por ser uma
doença crônica, acompanha o indivíduo ao longo de sua vida, os pacientes necessitam
se adaptar a uma nova dinâmica, as incertezas e as alterações do bem-estar
estão presentes em seu dia a dia.
Cada ser humano é único e então
perante a descoberta de uma doença reage de forma individualizada. Essa reação
depende de diversos fatores, entre eles estão: experiência de vida, expectativas,
compreensão da doença, apoio familiar e suporte social.
Uma das grandes
contribuições do Humanismo é admitir que o Homem mesmo não podendo alterar o
diagnóstico da doença, tem potencial de decidir qual a forma como vai lidar com
ela, pois é responsável por si e por suas decisões quanto à adesão ao
tratamento.
Como a doença crônica tem como
principal característica permanecer ao longo da vida do indivíduo, é preciso
que este constantemente faça ajustes em relação a seus projetos de vida.
Envolve, ainda, graus diferentes de comprometimentos físico, psicológico e
social, com interferências no controle do corpo, na capacidade de resolução de
problemas e projetos futuros, nas relações afetivas.
A
família desempenha um papel importantíssimo no tratamento e especialmente na
reabilitação da pessoa com EM. Porém, para que ela constitua um recurso positivo,
deve ser uma família funcional, que participe ativamente de todo o processo e
que também compreenda as incertezas do paciente.
Alguns eventos são normativos, como
o envelhecimento; outros conhecidos como não normativos, tais como a doença.
Não surpreende que diversos autores tenham observado que um período especial de
vulnerabilidade do paciente com esclerose múltipla é constituído pelas fases
iniciais da doença e/ou logo após o diagnóstico.
O suporte psicológico e o
aconselhamento familiar são importantes, dadas as dificuldades que muitas
famílias apresentam para compreender a origem do sofrimento do paciente que por
vezes pode apresentar incapacidades físicas discretas e subjetivas. É possível
pressupor que os indivíduos que tenham aprendido a integrar as mudanças
causadas pela doença em seu estilo de vida possam apresentar uma melhor autoimagem,
tendo então uma melhor qualidade de vida.
Felizmente, além do apoio familiar,
as redes sociais estão prestando um grande suporte, tanto aos recém diagnosticados
quanto os que já têm a doença há anos, essa união é extremamente positiva para
que as incertezas diminuam e que restaure a esperança dos pacientes de que é
possível SIM termos uma boa
qualidade de vida convivendo com a EM.
Costumo dizer que ando lado a lado
com a doença, andamos em “sintonia” com uma única diferença, sou eu que a
tenho, não o contrário!
Maiara Araújo
Psicóloga clínica

Parabéns pela matéria!!!!!
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