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| Fonte: https://goo.gl/6IK5Rx |
Sintomas
urinários ocorrem em até 90% dos pacientes com Esclerose Múltipla em algum
momento da doença. As dúvidas, causas e sintomas sempre surgem, motivo pelo qual conversamos com a neurologista Dra. Ana Claudia Piccolo, Coordenadora do Ambulatório de Esclerose Múltipla e Neuroimunologia do
Hospital Santa Marcelina – SP, que nos esclareceu
alguns pontos sobre o assunto. Acompanhem!
A infecção urinária é um quadro infeccioso
que pode ocorrer em qualquer parte do sistema urinário, como rins, bexiga,
uretra e ureteres. Esse tipo de infecção é mais comum na parte inferior do
trato urinário, do qual fazem parte a bexiga e a uretra. Sobre isso compreendemos, mas ainda restou a
dúvida: por que as infecções urinárias acometem pacientes com EM? Dra. Ana Claudia explicou: “sintomas de disfunção urinária, como vontade
incontrolável de urinar e incontinência (não conseguir segurar) ocorrem devido
a lesões localizadas nas áreas envolvidas com o controle da micção, como a região
frontal, tronco cerebral e principalmente a medula espinhal”.
“O fato de não haver um
esvaziamento urinário completo, pois apesar de haver hiperatividade do músculo
da bexiga (detrussor), ocorre também uma hiperatividade do esfíncter da bexiga,
faz com que a urina fique parada na bexiga e isso determina maior chance de
proliferação bacteriana e consequentemente uma infecção urinária”, disse a doutora.
Os sintomas de infecção
urinária mais comuns são: dor e dificuldade
para urinar (disúria), vontade de ir ao banheiro mais vezes urinando um volume
menor.
É necessário
tratamento rápido e segundo a neurologista deve-se “procurar seu médico
imediatamente, pois precisará confirmar a infecção urinária através de exames e
iniciar o tratamento através de antibiótico", e finalizou: “a melhor forma de
prevenção é fazer avaliação com urologista que verificará através de estudo
urodinâmico o esvaziamento e funcionamento da bexiga”. No caso de haver
esvaziamento inadequado, com um volume residual maior que 150 ml de urina,
estará indicada, por exemplo, sondagem urinária intermitente e muitas vezes
também será necessário uso profilático de antibiótico.
A doutora esclareceu bastante, né? Fiquem
ligados em nossos posts! J
Ainah Carvalho
Jornalista
Jornalista,
23 anos, apaixonada por futebol, pelo Corinthians e shows de
pagode. "Tenho Esclerose Múltipla, mas posso ter uma vida
normal."


Parabéns pelo post e pelas informações valiosas ... Fique com Deus.
ResponderExcluir👏👏👏😊
Olá meu nome é William Bandeira eu tenho hemofilia e Esclerose multipla eu gostaria mais informações a respeito do trato urinário,
ResponderExcluirbom dia, achei muito util esse esclarecimento,eu estou apresentando infecçao urinaria com bacteria ultraresistente, fiquei internada com restriçao de contato p 15 dias, sai do hospital a duas semanas, e ja vou internar outra vez com o mesmo quadro, assustador saber que a EM pode causar tudo isso, sou portadora ha 21 anos, e enfrento a parte mais dificil dela ate agora.
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