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A doença surge e manifesta-se de forma diferente em cada um, com ou sem sequelas
visíveis. São intensos os sentimentos que provamos a partir dessa descoberta,
seja de de fragilidade, impotência, ansiedade e outros que reforçam
inúmeras dúvidas e indagações.
O auxílio, tanto de um plano de saúde, SUS, grupos e associações de pacientes são essenciais, nos ajudam, assim como o apoio familiar e de
amigos. Contudo, o processo de aceitação dessa nova realidade é bem complexa.
São fases de silenciar, desacreditar, negar, ansiedade, falar demais ou isolar-se, sentir-se e, muitas vezes, ser excluído.
Adotar uma postura positiva, principalmente quando se está sozinho e sem o apoio familiar pode ser desorientador/desmotivador, contudo, não é
impossível superar-se.
É um exercício diário buscar qualidade de vida e aprender
com a doença, procurar novas atividades e simplesmente viver da melhor forma
possível.
Devemos adaptar, viver e criar alternativas... quantas vezes
deixei de arriscar algo por falar que não posso ou não vou conseguir. Contudo,
falar sobre a doença ou isolar-me não iria mudar a minha condição, a vida segue
e cada um ocupa-se com suas próprias vidas.
O ideal é realizar as tarefas de acordo com o seu limite. Se não é possível correr, vamos caminhar.
Procuro levar uma vida praticamente normal, mesmo com os
sintomas. Percebo que é fundamental seguir o tratamento, interagir nos grupos
de “esclerosados”, porém precisamos aprender a lidar com as diferenças que cada
um possui. Realizar comparação em nenhum âmbito é positivo, principalmente
referente a sua condição de saúde
Independentemente se você possui apoio familiar e de amigos, a escolha é sua em seguir, sonhar, ser positivo, cuidar-se e aproveitar
o hoje.
Jennifer Araujo
Formada em produção editorial, 31 anos, divorciada, apaixonada por música, viagens e fotografia.


Muito bem, lindas palavras mas não é tão fácil assim,eu estou adaptado o único problema são as outras pessoas que não conseguem entender.
ResponderExcluirO mais complicado, pelo menos no meu caso, é mostrarmos para os familiares que cada pessoa tem uma evolução diferente da esclerose múltipla . Logo uma pessoa pode estar "bem" e outra já estar com dificuldade em caminhar mesmo a primeira ter diagnóstico bem anterior ao da segunda.
ResponderExcluirIsso é o verdadeiro significado da resiliência. Obrigada pela lição de vida!
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