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Fonte: Google imagens |
Senhoras
e Senhores neste momento apresentamos a cantora Branca!
Pode
parecer que vai acontecer um “show de música”, mas não é isso que vai
acontecer. A entrevista que fiz este mês foi com a cantora Branca, 37 anos, que
recebeu o diagnóstico de Esclerose Múltipla há um ano (06 de junho de
2016).
Branca
contou-me como foi receber a notícia do médico de que estava com EM , ela disse que as reações dela e do marido foram as “melhores
possíveis”. Aceitaram e foram atrás do tratamento.
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| Cantora Branca Fonte: acervo pessoal |
Mãe de
três filhos que não entenderam o que estava acontecendo, Branca conta que também
viu o desespero de seus pais ao saber que da doença. “Minha mãe chorava muito e ainda hoje acredita que vou
me curar, meu pai me levou a outros médicos e até em dentistas, tentando
encontrar outro diagnóstico, ele não aceitava, já os amigos... ah os amigos,
acabei descobrindo amigos em pessoas que eu nem imaginava”, diz ela.
Branca
é cantora, começou a cantar aos 12 anos e fala que é a única coisa que sabe
fazer “direito”. Nos finais de semana ela toca com a sua banda, a Banda Urca. Ela gosta de música
brasileira e afirma: “acho a nossa música muito completa, muito bem elaborada desde a
letra até a harmonia, é tudo muito perfeito”.
“Há alguns anos atrás surgiu a vontade de
focar em algo diferente, algo inusitado e comecei a idealizar o projeto
Novelas, hoje com a Banda Urca a coisa está tomando forma, criando vida,
focamos em tocar apenas temas de novela e isso dá uma cara pra banda, meu
marido é o baterista, o que facilita bastante, e os caras são incríveis, além
de tocarem muito, sabendo da minha situação, respeitam os meus limites e estão
sempre me colocando pra cima”, conclui.
Ivi Paula
Jornalista
Ivi Paula, 34 anos, jornalista formada pelo antigo IMES e atual USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul). Diagnosticada com Esclerose Múltipla em dezembro de 2008. Atualmente é Secretária na ABCEM (Associação de Pacientes com Esclerose Múltipla do Grande ABC e região) .
“Aproveito o momento e falo que tudo que passamos é um aprendizado de ver como reagimos ao saber que estamos com a doença. E o que fazemos para não se sentir uma pedra no meio do caminho? Em minha opinião para não se sentir assim é acreditar no que eu posso fazer para manter o avanço desta doença longe de mim".
(Ivi Paula)



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