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| Fonte: Google imagens |
Lendo agora o post de Liane Moreira (clique aqui para ler), pensei em minha vida depois que a Esclerose Múltipla começou a fazer mudanças
nela.
Parei de dirigir, o que me deixou dependente dos outros para ir até a
padaria sozinha, pois nem força nas pernas e equilíbrio eu tinha
para isso.
O que mais me incomodava, e incomoda até hoje, é isso de depender dos
outros. Sempre fui muito independente, queria fazer tudo sozinha! Meus pais
sempre me barraram muito nisso, então, quando finalmente consegui minha
independência financeira, alcei novos horizontes. Aí me casei pela primeira
vez e meu ex-marido me tolhia muito. Voltei a ser dependente dele
financeiramente pois parei de trabalhar (erro) e não podia fazer o que eu
gostava porque ele não gostava, como ir em danceterias, por exemplo.
Daí, depois da separação veio a EM... Quando achei que poderia voltar
para minha independência e voltei a morar com meus pais, mas no apartamento
embaixo do deles, pois depois de morar 9 anos sozinha (2 deles estando
casada) eu não iria voltar... Era inconcebível para mim tanta dependência e
controle.
A EM estava piorando... Aí conheci meu atual marido que me acolheu e
acolheu minhas limitações também!
Hoje convivo muito bem com a EM e tenho esse companheiro fantástico
que me ajuda muito, mas minha ânsia por voltar a ser independente ainda é
forte. E ainda bem que é forte, pois consegui fazer coisas que até eu duvido
que fiz. Já fomos 2 vezes para Caldas Novas. Lá desci numa tirolesa, desci num
toboágua, fui em escorregador pequeno e num grande para cair na água. Fiz
muitas coisas que uma pessoa com limitações, principalmente pessoais (medo), não
faria.
Então, chego a uma conclusão: TENDO UMA
PESSOA PRA NOS AJUDAR A REALIZAR NOSSAS VONTADES, E QUERENDO REALIZÁ-LAS, CONSEGUIMOS !!!
Isamara Cardoso Pimentel
Publicitária aposentada por invalidez
Diagnosticada com esclerose múltipla desde 2007

