Mostrando postagens com marcador fitoterápicos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fitoterápicos. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Linhaça e seus benefícios


     Fonte: Google imagens

Não se sabe ao certo qual a origem do linho ou linhaça. Acredita-se que essa planta de cultivo milenar seja asiática. O linho é mencionado no Antigo Testamento e era usado pelos antigos egípcios para confecção do tecido que envolvia as múmias. Recentemente, arqueologistas encontraram em uma pequena vila próxima ao rio Tigre, na Turquia, uma ferramenta envolvida em um pano de linho. Esse artefato foi datado de aproximadamente 7.000 a.C., sendo o tecido mais antigo já descoberto pelo homem. Como alimento, alguns historiadores acreditam que as sementes de linhaça já eram utilizadas na Grécia Antiga (700 a.C.).

A semente de linhaça possui ações anti-inflamatória, cicatrizantes, laxantes e vitamínica, considerada um alimento funcional, utilizado na alimentação e na medicina natural.

Os benefícios da linhaça são atribuídos ao seu óleo rico em ácido alfa-linolênico, lignanas e fibras alimentares encontradas nas formas de grão, moída ou óleo. Pode ser utilizada em preparações como pães, biscoitos, bolos tipo muffins, biscoitos tipo cookies, bolos e sucos.

As sementes de linhaça possuem alguns efeitos biológicos que as tornam úteis na prevenção e tratamento de doenças como: doenças do fígado, diabetes tipo 2, protetores cardiovascular, aterosclerose, pressão alta, prevenção de certos tipos de câncer, antioxidante, redutora do colesterol, melhoria do trânsito intestinal e embolias.

  • Fitoestrógeneos: Reduz o risco de doenças cardiovasculares como também certos cânceres relacionados com hormônios, particularmente mama e próstata.
  • Flavonoides: Atuam como inibidores da peroxidação lipídica, da agregação plaquetária e da permeabilidade capilar.
  • Fibras insolúveis: Promovem melhoras no sistema digestivo e previnem a constipação, principalmente devido ao aumento do bolo fecal e a redução do período de trânsito intestinal.
  • Fibra solúvel: Representa um terço da fibra dietética total da linhaça, auxilia na manutenção dos níveis de glicose no sangue e redução dos níveis de colesterol sanguíneo.
  • Lignanas: Ação citostática, anti-inflamatória, antioxidante e como protetor do fígado, tendo ação preventiva contra diversos tipos de câncer.
  • Ácido alfa-linolênico: Estimula o sistema imunológico e reduz as inflamações (também presente na soja, noz e amêndoa.
  • Ômega-3: Fundamental para deixar o cérebro ativo, assim prevenindo quadros de falta de memória e raciocínio lento.
  • Ômega-6: Ajuda a reduzir o LDL, o risco de ataque cardíaco, promovendo o HDL. Auxilia também no equilíbrio do sistema imunológico, auxilia na cicatrização de feridas.
  • Lipídeos – ácidos graxos: Importante na prevenção de doenças cardíacas e câncer.
  • Proteína:  Atuante nas funções imunológicas do organismo.

Como consumir a linhaça
  • Farinha de linhaça: Pode ser adicionada a sucos, saladas, frutas e iogurtes, e por já estar triturada  garante uma melhor absorção de todos os seus nutrientes, além de conservar as fibras. 
  • Grão: Ao consumir a linhaça em grãos, o ideal e mastigá-los muito bem para quebrar sua casca. Como ela é feita de celulose, não é digerida no intestino e acaba se tornando uma barreira para os nutrientes. Outra forma de garantir o consumo de seus nutrientes é triturá-la em casa, mas só é possível conservar esse alimento na geladeira por quatro dias, mais do que isso ela perde seus nutrientes essenciais. Também dá para comprar a linhaça moída industrialmente, que tem prazo de validade de um mês quando aberta a embalagem. Ou você pode batê-la diretamente com sucos, iogurtes e vitaminas.
  • Óleo de linhaça: Quando prensado a frio, ele se torna uma boa opção e pode ser utilizado em preparações prontas, como temperar saladas. Porém esse óleo não pode ser aquecido nem prensado no calor, pois as altas temperaturas anulam as propriedades da linhaça. Por isso é preciso muito cuidado ao comprar. Além disso, essa versão perde as fibras. 
  • Suplementos: O consumo do óleo de linhaça pode ser manipulado em cápsulas. Normalmente, por conta da manipulação e de todo processo de encapsulamento, elas acabam sendo menos efetivas do que o alimento in natura, mesmo assim seu consumo desta forma deve ser receitado por um médico nutrólogo ou nutricionista com especialidade em fitoterápicos.


Devido ao alto teor de fibras, a linhaça é contraindicada para crianças com menos de seis meses, pois ainda não têm um aparelho digestório que consegue digerir de forma eficiente essas substâncias. Pessoas com intestino que funciona rapidamente podem ter desconfortos.


Devido ao alto teor de fibras, consumir além de duas colheres de sopa de linhaça pode causar inconvenientes como competição por absorção, produção excessiva de gases, chegando até mesmo a obstrução intestinal. 

Além disso, mesmo que seja fonte de gorduras consideradas saudáveis, elas são calóricas e podem causar ganho excessivo de peso.

Deixo abaixo uma deliciosa receita de suco funcional de linhaça com farinha de banana verde.


Receita de suco funcional
Rendimento: 300 ml 
     Fonte: Google imagens


Ingredientes:
Suco de 1 laranja
1 folha de couve  
100 ml de suco de uva
1 colher (sopa) de linhaça
1 colher (sopa) da farinha de banana verde
                                                                                                                         
Modo de preparo: Bata os ingredientes no liquidificador e consuma este suco energético no café da manhã

Valor Nutricional (300ml): 
Valor calórico 183 kcal
Proteínas 4,3 g
Carboidratos 36 g
Gorduras 4 g



Referências

CUPERSMID, Lilian et al. Linhaça: Composição química e efeitos biológicos.e-Scientia, v. 5, n. 2, p. 33-40, 2012. 

Tatiane Araujo Rufino
Nutricionista 

  
Formada em Nutrição pela faculdade Fama de Mauá.
Nutricionista Voluntária da Associação Casa Do Senhor, Mauá – SP. Nutricionista da Clínica Dr. Vida, Mauá-SP




sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Ações terapêuticas do Hibiscus



Fonte: Google imagens

A natureza é uma grande fonte de compostos bioativos, metabólicos secundários do metabolismo das plantas que por sinal apresentam inúmeras atuações biológicas. Cientes desse potencial,  as grandes indústrias farmacêuticas  e nutracêuticas, em conjunto com grupos de pesquisadores, vêm dando atenção especial às descobertas e estudos comprovados  das novas plantas.
O Brasil é o pais que mais se destaca em pesquisa taxonômica e estudos de maior impacto da América latina. As plantas medicinais representam a forma mais antiga de tratamento utilizado pelos seres humanos.
Resultados do metabolismo secundário das plantas, os compostos bioativos são o maior grupo de substâncias não energéticas presentes nos alimentos de origem vegetal. Em outras palavras, o metabolismo  secundário das plantas surgiu em paralelo ao processo evolutivo como um mecanismo de defesa contra a radiação ultravioleta e contra alguns patógenos. Estudos pré-clínicos comprovam  a ação farmacológica de alguns  constituintes do metabolismo secundário das plantas, já conhecidos como FLAVONOIDES, ALCALOIDES, TRITERPENOS, SAPONINAS, TANINOS, CUMARINAS, entre outros.
Após investigações farmacológicas, constatou-se  alguns efeitos biológicos associados a esse gênero de plantas como ação anti-hipertensiva, anti-inflamatória e antioxidante, contribuindo  assim  com a beleza da  pele e o restante do corpo que estarão protegidos contra o envelhecimento (ação dos radicais livres) e doenças cardiovasculares, sua ação diurética a torna uma forte aliada na luta contra a retenção de líquidos, o famoso inchaço, que acaba com o humor de qualquer um. Esses fitos são justificados pela presença de quercitina, cianidinas e vitaminas A e E, além de caratenoides. 
Entre outras espécies, a Hibiscus (H.acetosella Welw. ex Hiern) é uma das mais conhecidas e estudadas. Sua principal função  é de inibir a enzima conversora  de angiotensina (ECA) que, consequentemente, gera a redução dos níveis pressóricos, além do controle de perfil lipídicos (gordura). Esses resultados já foram comprovados em humanos. 
Porém,  é necessário moderação e cuidados para absorção dos benefícios da planta. Para preparar o chá, coloque 1 colher de sopa cheia da folha desidratada em 1 litro de água e deixe em infusão por 10 minutos (em um a jarra de vidro) e tome ao longo do dia. Se quiser incrementar o chá, pode ferver junto algumas rodelas de maçã, cravo e canela. Pessoas com hipertensão devem  evitar os termogênicos naturais, como o gengibre e a canela. 
ATENÇÃO: o uso de dosagens excessivas pode causar disfunção intestinal como diarreia, por isso seguir a per capita correta trará melhores resultados objetivos.

A orientação para a compra das folhas é que sempre exista o registro ANVISA (Agência de Vigilância Sanitária) na embalagem. 

Mayara Ribeiro Baptista
Nutricionista




Formada em Nutrição pela FAINC - Faculdades Integradas Coração de Jesus.
Nutricionista do CHM - Centro Hospitalar Municipal de Santo André - SP.