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| Fonte: Google imagens |
Não gosto de generalizações, o
ser humano não é tão simples a ponto de ser possível compartimentá-lo. Somos
seres plurais e, como tal, temos diversas peculiaridades, ufa.....que
bom....Dizer que todos surdos terão como futuro certo serem surdos mudos é tão
cruel e irreal quanto dizer que todos os pacientes com paralisia cerebral não
poderão andar, ou, que o futuro de todos os pacientes com esclerose múltipla já
está traçado.
O futuro de todos nós, com ou
sem deficiência, dependerá das oportunidades que tivermos, aos estímulos que
formos expostos ou que recebemos. Se um surdo não for protetizado, não for
exposto a nenhuma língua, seja ela oral, escrita ou a língua de sinais, se não
fizer terapia fonoaudiológica, se não for para escola, ele de fato não falará,
não aprenderá a escrever, não poderá se comunicar. Se o paciente com paralisia
cerebral não fizer fisioterapia, não tentar se locomover e se ficar o dia
inteiro sentado em uma cadeira ou deitado em uma cama, de fato, nunca poderá
andar. Se o paciente com esclerose múltipla não for assistido por profissionais
competentes e se ele, paciente, não estiver aberto a esse tratamento o futuro
está quase definido.
Talvez a diferença que iremos
fazer no mundo dependa sobretudo das experiências somadas que iremos ter. Mesmo
com os mesmos estímulos dois indivíduos podem reagir de forma diferente e
teremos como resultado final situações nada parecidas. As famílias são
diferentes, a forma como as pessoas reagem às adversidades da vida são
diferentes e não tem como o valor resultante ser o mesmo. Observe uma família
com 3 filhos, cada filho é único, com características próprias, mesmo que
criados nas mesmas condições. Por que com as pessoas com deficiência seria
diferente? Algumas pessoas se adaptam melhor a determinados estímulos ou
terapêuticas. O resultado acadêmico e o próprio desempenho físico e psicológico
serão distintos. Não podemos comparar as pessoas, pois somos indivíduos.
Se no lugar de acharmos que
sabemos o que é melhor para o outro darmos a oportunidade dele ser exposto a
todas as opções e poder fazer a escolha que ele acreditar como a correta?
Podemos mostrar caminhos, mas decidir o que é melhor...não sei não. Se podemos escolher entre a camiseta branca e
a azul, por que não podemos escolher coisas mais importantes como a forma de
comunicação que usaremos, a propedêutica adequada para mim e o tipo de
estimulação escolar a que mais me adapto? Claro, todos precisam ser
aconselhados e direcionados, mas nunca obrigados ou rotulados.
Visões radicais me incomodam,
falar TODOS não acho bacana, que tal trocar todos por A MAIORIA, mais simpático,
não é?
Erika Longone
Fonoaudióloga

ADOREI !!! É isso mesmo ! Concordo muito com você !
ResponderExcluirSomos únicos em nossa pluralidade e isso só confirma que toda unanimidade é, no mínimo, irreal, para não dizer burra. Ótimo post.
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