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| Ainah Carvalho Fonte: Acervo pessoal |
Coloco
esse título, pois, um diagnóstico de enfermidade, altera a rotina dos
familiares, principalmente de uma tão grave como a EM. A reação é natural, uma
vez que tudo parece estar normal até a descoberta da doença chamada Esclerose
Múltipla. Os pensamentos mais comuns: Oiii??? Esclerose Múltipla? Que doença é
essa? Vida normal?
A
falta de conhecimento é um dos principais fatores para o desespero. Hoje
conseguimos entender um pouco mais a patologia e isso diminui um pouco essa
aflição, mas vou confessar que há anos a situação era ainda mais complexa e as
reações desses familiares eram ainda mais aterrorizantes. É uma mistura de
desespero, tristeza, mas ao mesmo tempo o tratamento vira o pensamento
principal. Na maioria das vezes, uma adaptação nas rotinas familiar e de
trabalho também é necessária.
A
tensão começa quando os familiares passam a perceber que tem algo errado, as
reações começam a acontecer, a “escuridão” passa a nos atormentar. Nessa fase a
família passa a viver nossa rotina, percebendo as tensões, o desespero, o medo.
Lembro-me que desde o início meus pais estavam ali enfrentando os sintomas até
a ida ao médico. Também tenho recordações no momento em que o médico diagnosticou
sugestão de Esclerose Múltipla. Vou confessar que não conhecia essa doença,
muito menos por que teria isso.
Milhões
de coisas se passaram pela minha cabeça e na dos meus familiares. Eram estas
perguntas: tem cura? Tratamento? Vida normal? Por que acontece isso?
As
respostas foram as que todos nós escutamos no momento do diagnóstico: tem
tratamento e você vai ter uma vida normal.
Mas,
mesmo com as explicações, o desespero fazia parte da rotina e as perguntas
ainda ficavam no ar. Confesso que até hoje quando digo que tenho aEM as pessoas
perguntam, mas que doença é essa? Porque com você? Está cuidando?? Como isso
aconteceu?
Hoje
sou especialista em contar toda história desde o começo. Seguindo certinho e
tomando medicação, conseguimos e temos uma vida normal.
As
famílias devem resolver bem os conflitos, buscar o apoio necessário, conversar,
e assim, enfrentar a doença. No início os familiares não imaginam que um
paciente com a EM consegue ter uma vida normal, uma vida regada com alegrias,
sorrisos e a certeza de que tratando direitinho a doença se manterá sob
controle.
Ainah
Carvalho
Jornalista

Para variar, perfeito. Concordo com suas colocações e sinto que só deixaremos de ouvir narrativas como as nossas quando conseguirmos, através deste trabalho que agora realizamos, difundir informações para a população em geral.
ResponderExcluirMas não foi isso que aconteceu com a minha irmã. Ela começou a se tratar logo que teve o diagnóstico fechado, com a dra Claudia Vasconcelos, especialista no tratamento dessa doença e mesmo assim, a doença evoluiu, a minha irmã foi ficando cada vez mais incapacitada, perdeu também a alegria de viver e em março deste ano, não resistiu mais e faleceu, vítima da esclerose múltipla
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