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| Fonte: Google imagens |
Oi, desculpe, você pode
repetir? Não consegui entender... Faz assim, respira e pensa, mais uma vez, mas
respira bem fundo e agora fala. Não, não, você ficou nervoso, não deu para
entender nada. Pois é, essa é uma cena corriqueira na vida de quem tem disartria.
Nome esquisito, não é? Um pouco, mas, apesar de esquisito, ele quer dizer muita
coisa.
O termo disartria diz respeito
aos transtornos da articulação da fala. Algumas estruturas podem estar dando
defeito, deixando a coordenação imperfeita de estruturas como músculos faciais,
língua, laringe e faringe. A disartria pode ter diversas causas, todas elas
relacionadas ao sistema nervoso. Na esclerose múltipla ela pode ocorrer por
desmielinização no cerebelo, em fibras dos nervos cranianos, em múltiplas áreas
do córtex cerebral ou no tronco encefálico.
Não é difícil identificar a
disartria, aqui vão alguns sinais e sintomas: fala arrastada, ritmo lento de
fala, incapacidade de falar mais alto do que um sussurro, discurso muito rápido
e difícil de entender, voz rouca, voz anasalada, ritmo irregular ou anormal de
fala, voz com volume irregular, fala monótona, dificuldade em mover a língua ou
músculos faciais e babar. Claro, esses sintomas não precisam ocorrer ao mesmo
tempo e somente um desses sintomas não irá diagnosticar a disartria, são sinais
facilmente observáveis e, caso você note algum deles, procure um profissional
da saúde para que ele possa te orientar.
O profissional fará alguns
questionamentos sobre o aparecimento dos sintomas, como quando eles começaram,
se são contínuos ou não, o quanto eles te incomodam e como você os
classificaria quanto sua gravidade, se eles pioram ou melhoram e se você
atribui tal variação a algum agente externo ou interno e por ai vai.
Ele pode pedir alguns exames
também, tudo dentro do esperado, vai por mim... A avaliação fonoaudiológica é
fundamental nesse caso e é exatamente esse profissional, o fonoaudiólogo, que
irá te auxiliar na terapia.
Os objetivos da terapia irão
depender das manifestações, portanto, sem receitas de bolo.
E o que esperar como
prognóstico? Os pacientes, em geral, respondem bem à terapia, cada um em seu
tempo e cada um atingindo o seu melhor potencial. Mais uma vez não é possível
massificar, mas existe melhora significativa, principalmente quando a alteração
é trazida para consciência e, assim, pode ser controlada pela falante.
Erika Longone
Fonoaudióloga

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