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O corpo humano não possui reservas de água e por isso ela deve ser reposta a cada 24 horas com o intuito da manutenção das funções básicas do organismo. Um indivíduo adulto deve ingerir em condições ambientais e físicas normais 35 ml/kg de peso corporal, em média de 2 a 2,5 litros de água por dia. Se considerarmos dias quentes e práticas desportivas esta ingestão deve ser corrigida para mais, visto perdas pela transpiração e respiração.
60% do peso corporal do indivíduo adulto é de água, 2/3 encontra-se no meio intracelular (dentro das células) e desempenha as funções metabólicas, o restante encontra-se extracelular (sangue/plasma - dentro dos vasos, saliva e entre as células – interstício – linfa). O balanço e sua distribuição pelos vários compartimentos dependem de fatores intrínsecos ao organismo e extrínsecos:
- Intrínsecos: febre, função renal, doenças, diarreias, expectoração e equilíbrio eletrolítico.
- Extrínsecos: clima, ingestão de líquidos, atividade física.
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Assim sendo podemos nos encontrar:
- Euhidratados: normal
- Hipohidratados: falta – desidratação
- Hiperhidratados: excesso – inchaços/edemas
A água é importante solvente e participante de todas as reações orgânicas. Atua em todos os processos fisiológicos
Principais funções da água:
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- Composição das células
- Produção de lágrimas, lubrificação ocular, mantém o funcionamento do aparelho visual adequado.
- Produção do líquido cefalorraquidiano (líquor), protegendo as meninges, dando sustentação e amortecimento para o sistema nervoso central.
- Regular temperatura corporal – sudorese/transpiração.
- Meio de transporte para os nutrientes, hormônios e oxigênio atingirem as células e as substâncias tóxicas serem removidas por meio das fezes, urina, transpiração.
- Protege os tecidos.
- Fundamental para um bom funcionamento intestinal.
- Lubrifica as articulações.
- Compõe os músculos.
É nítida a importância para o funcionamento adequado do organismo e sua vitalidade.
Nosso corpo não consegue armazenar grande quantidade, pois vivemos constantemente em ação, nos transformando, nos refazendo. Perdemos água constantemente pela evaporação (na pele), na urina, na respiração e nas fezes. Esses são os motivos da necessidade de constante reabastecimento. Quando não o fazemos adequadamente ou o meio nos exige mais perdas, tais como: exercícios e verão, desidratamos. E o que acontece ao corpo nessa situação?
Vamos analisar as consequências:
- Boca seca
- Pele seca
- Cabelo ressecado, quebradiço, tendência à queda excessiva.
- Constipação
- Celulite
- Problemas renais (infecções, cálculos), urina concentrada.
- Dificuldade de concentrar e memorizar
- Raciocínio lento
- Impaciência
- Sonolência
- Tonturas
- Câimbras
- Dores de cabeça
- FADIGA
- Em extremos: perda de consciência, coma e morte.
Nosso cérebro é constituído de mais de 80% de água. A água é um excelente condutor elétrico e cumpre a função de facilitar a condução de informações entre os neurônios. Os nutrientes eletrolíticos existentes no líquido intercelular é o que possibilita essa operação vital.
Quando existe uma queda de 5% no volume de água no corpo, nosso cérebro perde em torno de 30% de seu desempenho. O recomendável é não esperar que a sede chegue, mas adotar o hábito de se manter hidratado.
Os neurotransmissores são totalmente dependentes da água. Quando o corpo está desidratado, a transmissão nervosa fica comprometida e a função cerebral diminuída. Na esclerose múltipla há desmielinização (perda de mielina), diminuição a condução da velocidade do estímulo nervoso, a baixa ingesta de água cria um ambiente propício para potencialização desta fisiopatologia.
Sabemos que a fadiga é umas das principais queixas em esclerose múltipla (75 a 90%) e a falta de ingestão de água é um dos fatores agravantes deste debilitante sintoma. Ente 35 a 54% dos pacientes com esclerose múltipla apresentam constipação, entre os fatores desencadeantes desta situação, além dos diretamente relacionados à doença, pode-se citar dieta errada, sedentarismo e baixa ingestão de água, o que geralmente ocorre porque devido os descontroles urinários que podem estar presentes na patologia, o indivíduo restringe a ingestão de água, acarretando a constipação em vários graus de gravidade.
Circulo vicioso criado: alteração urinária – baixa ingesta de água – urina concentrada - fezes ressecadas – fadiga – baixo rendimento cognitivo...
Como saber se estou bem hidratado?
- Sede é o primeiro sinal de desidratação. Não espere sentir sede para beber água.
- Urina amarela clara e volumosa
Fique atento e carregue sua garrafinha!
Liliana Russo
Neurologista
Paulista, médica graduada
em 1987 pela faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes. Pelo
interesse e grande curiosidade do desempenho da mente humana e bem como a
interação do sistema nervoso central com o meio interno e externo,
especializou-se em Neurologia Clínica , em 1990, pelo Hospital do Servidor
Público Estadual. Buscou estudar a relação de trabalho e riscos à saúde,
realizando estudo lato sensu, em 1997, pela Universidade São Francisco. Não satisfeita
com a visão cartesiana e Galênica do ser humano e da medicina atual, buscou uma
visão mais holística, por meio de especialização lato sensu em Homeopatia, em
1996, pelo Centro de Estudos do Hospital do Servidor Público Municipal e
Medicina Tradicional Chinesa, em 2000, pelo mesmo Centro. E é com esta óptica
amplificada que visualiza e aborda o ser humano hoje. Atuação Profissional:
Médica Neurologista - sócia e Diretora Técnica da Holus Serviços Médicos Ltda -
Médica Neurologista Assistente da Casa da Esperança de Santo André - Médica
Neurologista e de Apoio nas Atividades Científicas da Associação Brasileira de
Esclerose Múltipla - Médica Neurologista Voluntária no Ambulatório de doenças
desmielinizantes, da Faculdade de Medicina da Fundação ABC. Participante
em diversos congressos nacionais e internacionais e publicação de artigos
científicos.



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