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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Hidratação


Fonte: Google imagens

O corpo humano não possui reservas de água e por isso ela deve ser reposta a cada 24 horas com o intuito da manutenção das funções básicas do organismo. Um indivíduo adulto deve ingerir em condições ambientais e físicas normais 35 ml/kg de peso corporal, em média de 2 a 2,5 litros de água por dia. Se considerarmos dias quentes e práticas desportivas esta ingestão deve ser corrigida para mais, visto perdas pela transpiração e respiração.

60% do peso corporal do indivíduo adulto é de água, 2/3 encontra-se no meio intracelular (dentro das células) e desempenha as funções metabólicas, o restante encontra-se extracelular (sangue/plasma - dentro dos vasos, saliva e entre as células – interstício – linfa). O balanço e sua distribuição pelos vários compartimentos dependem de fatores intrínsecos ao organismo e extrínsecos:
  • Intrínsecos: febre, função renal, doenças, diarreias, expectoração e equilíbrio eletrolítico.
  • Extrínsecos: clima, ingestão de líquidos, atividade física.

Fonte: Google imagens

Assim sendo podemos nos encontrar:
  • Euhidratados: normal
  • Hipohidratados:  falta – desidratação
  • Hiperhidratados: excesso – inchaços/edemas

A água é importante solvente e participante de todas as reações orgânicas. Atua em todos os processos fisiológicos

Principais funções da água:

Fonte: Google imagens
  1. Composição das células
  2. Produção de lágrimas, lubrificação ocular, mantém o funcionamento do aparelho visual adequado.
  3. Produção do líquido cefalorraquidiano (líquor), protegendo as meninges, dando sustentação e amortecimento para o sistema nervoso central.
  4. Regular temperatura corporal – sudorese/transpiração.
  5. Meio de transporte para os nutrientes, hormônios e oxigênio atingirem as células e as substâncias tóxicas serem removidas por meio das fezes, urina, transpiração.
  6. Protege os tecidos. 
  7. Fundamental para um bom funcionamento intestinal.
  8. Lubrifica as articulações.
  9. Compõe os músculos.

É nítida a importância para o funcionamento adequado do organismo e sua vitalidade.

Nosso corpo não consegue armazenar grande quantidade, pois vivemos constantemente em ação, nos transformando, nos refazendo. Perdemos água constantemente pela evaporação (na pele), na urina, na respiração e nas fezes. Esses são os motivos da necessidade de constante reabastecimento. Quando não o fazemos adequadamente ou o meio nos exige mais perdas, tais como: exercícios e verão, desidratamos. E o que acontece ao corpo nessa situação?

Vamos analisar as consequências:
  • Boca seca
  • Pele seca
  • Cabelo ressecado, quebradiço, tendência à queda excessiva.
  • Constipação
  • Celulite
  • Problemas renais (infecções, cálculos), urina concentrada.
  • Dificuldade de concentrar e memorizar
  • Raciocínio lento
  • Impaciência
  • Sonolência
  • Tonturas
  • Câimbras
  • Dores de cabeça
  • FADIGA
  • Em extremos: perda de consciência, coma e morte.

Nosso cérebro é constituído de mais de 80% de água. A água é um excelente condutor elétrico e cumpre a função de facilitar a condução de informações entre os neurônios. Os nutrientes eletrolíticos existentes no líquido intercelular é o que possibilita essa operação vital.

Quando existe uma queda de 5% no volume de água no corpo, nosso cérebro perde em torno de 30% de seu desempenho. O recomendável é não esperar que a sede chegue, mas adotar o hábito de se manter hidratado. 

Os neurotransmissores são totalmente dependentes da água. Quando o corpo está desidratado, a transmissão nervosa fica comprometida e a função cerebral diminuída. Na esclerose múltipla há desmielinização (perda de mielina), diminuição a condução da velocidade do estímulo nervoso, a baixa ingesta de água cria um ambiente propício para potencialização desta fisiopatologia.

Sabemos que a fadiga é umas das principais queixas em esclerose múltipla  (75 a 90%) e a falta de ingestão de água é um dos fatores agravantes deste debilitante sintoma. Ente 35 a 54% dos pacientes com esclerose múltipla apresentam constipação, entre os fatores desencadeantes desta situação, além dos diretamente relacionados à doença, pode-se citar dieta errada, sedentarismo e baixa ingestão de água, o que geralmente ocorre porque devido os descontroles urinários que podem estar presentes na patologia, o indivíduo restringe a ingestão de água, acarretando a constipação em vários graus de gravidade. 

Circulo vicioso criado: alteração urinária – baixa ingesta de água – urina concentrada  - fezes ressecadas – fadiga – baixo rendimento cognitivo...

Como saber se estou bem hidratado?
  • Sede é o primeiro  sinal de desidratação. Não espere sentir sede para beber água.
  • Urina amarela clara e volumosa 

Fique atento e carregue sua garrafinha!

Liliana Russo
Neurologista



Paulista, médica graduada em 1987 pela faculdade de Medicina da Universidade de Mogi das Cruzes. Pelo interesse e grande curiosidade do desempenho da mente humana e bem como a interação do sistema nervoso central com o meio interno e externo, especializou-se em Neurologia Clínica , em 1990, pelo Hospital do Servidor Público Estadual. Buscou estudar a relação de trabalho e riscos à saúde, realizando estudo lato sensu, em 1997, pela Universidade São Francisco. Não satisfeita com a visão cartesiana e Galênica do ser humano e da medicina atual, buscou uma visão mais holística, por meio de especialização lato sensu em Homeopatia, em 1996, pelo Centro de Estudos do Hospital do Servidor Público Municipal e Medicina Tradicional Chinesa, em 2000, pelo mesmo Centro. E é com esta óptica amplificada que visualiza e aborda o ser humano hoje. Atuação Profissional: Médica Neurologista - sócia e Diretora Técnica da Holus Serviços Médicos Ltda - Médica Neurologista Assistente da Casa da Esperança de Santo André - Médica Neurologista e de Apoio nas Atividades Científicas da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla - Médica Neurologista Voluntária no Ambulatório de doenças desmielinizantes, da Faculdade de Medicina da Fundação ABC. Participante em diversos congressos nacionais e internacionais e publicação de artigos científicos.



terça-feira, 24 de maio de 2016

Xô constipação!


Fonte: Google imagens

A constipação intestinal, mais conhecida como "prisão de ventre", assim como a fadiga é um dos sintomas comuns na Esclerose Múltipla.
Ela é agravada pela falta de atividade física, além do estresse, irregularidades nos horários das refeições, falta de atendimento ao reflexo da evacuação, uso abusivo de laxantes, diminuição na ingestão de líquidos (água) e dieta pobre em fibras.
Mais da metade dos pacientes com EM se queixa de obstipação. A fisiopatologia deste sintoma ainda não está bem estabelecida. As lesões no SNC – Sistema Nervoso Central- podem ser responsáveis por alguns dos casos, mas a disfunção autonômica também tem sido apontada como causa. A anormalidade da atividade colônica, o trânsito intestinal lento, bem como a dificuldade defecatória e a ausência de relaxamento dos músculos do assoalho pélvico, também podem ser responsáveis pela constipação. Além disso, as medicações usadas em pacientes com esclerose múltipla, como antidepressivos e relaxantes musculares causam, muitas vezes, obstipação.
As fibras exercem papel importantíssimo para favorecer o fluxo intestinal, porém o seu uso deve ser moderado, pois quando existe o abuso de farelos, sem o acompanhamento de ingestão de líquidos (pensamento sempre voltado à água) adequados, diariamente, pode gerar problemas maiores e mais graves que a constipação. Expondo melhor, a fibra é benéfica quando em dupla com sua parceira inseparável, a água, pois as duas juntas realizam maravilhas no intestino, colaborando para um fluxo melhor.
Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, elaborado pelo Ministério da Saúde, a recomendação é de 25 g de fibras alimentares ao dia para adultos e acrescenta que, se a alimentação contiver quantidades adequadas de cereais, tubérculos, raízes, frutas, hortaliças, leguminosas, essa quantidade de fibras será atingida. Inclusive o consumo de fibras é reconhecido como necessário pela legislação brasileira, que tornou obrigatória a informação nutricional de sua quantidade nos rótulos de alimentos industrializados, mesmo depois das diversas alterações das resoluções.
Mas o que são fibras solúveis e Insolúveis, Mayara?
Vamos lá... As solúveis contém uma propriedade que se mistura à água, formando um tipo de gel em nosso estômago, ajudando a regular os níveis de colesterol e açúcar no sangue e, também, no controle e na prevenção de doenças como a diabetes tipo 2 e problemas cardíacos.
Já, as insolúveis, propiciam o aumento do bolo fecal, estimulam o bom funcionamento do intestino e previnem a constipação intestinal. Elas ajudam na prevenção de algumas doenças como a constipação e o câncer colorretal.
Pensando em vocês, irei passar uma receitinha caseira e super fácil para contribuir no consumo de fibras insolúveis e solúveis em nosso café da manhã:

Bolo de banana com aveia
250 g de aveia fina (1 caixinha)
1 colher (sopa) fermento
3 ovos
1/2 xícara de óleo
4 bananas maduras
1 1/2 xícaras de açúcar mascavo
canela para polvilhar

Bom Apetite amigos da ABCEM!  *_*

Espero que tenham gostado da dica. Para maiores esclarecimentos, por favor, enviem seus comentários aqui no post.

Mayara Ribeiro Baptista
Nutricionista - CRN 44270/P