| Fonte: Google imagens |
Terminando o ano passado, recebi duas notícias que antes me
causariam muito nervoso.
Dias antes do Natal recebi um e-mail do RH de onde eu
trabalhava, dizendo que primeiramente a minha reconsideração de uma licença
negada, não foi aceita e que o próximo passo seria entrar com o recurso até o
dia 13 de janeiro. No momento, essa foi minha primeira preocupação, afinal, em janeiro os médicos costumam estar de férias, ainda mais no início.
Porém, no mesmo e-mail, constava que eu havia sido convocada
para uma perícia de aposentadoria em São Paulo, também em janeiro, mas no fim
do mês.
A princípio fiquei tão revoltada com a primeira notícia que
nem havia notado a segunda....rs. Contudo, estava eu e o Baby no carro, correndo atrás dos
preparos para a ceia, então extravasei, xinguei bastante e ponto final. Após
esse momento, respirei fundo e racionalizei. Lembrei dos meus 8 anos de
acompanhamento psicoterapêutico e consegui diluir e esquecer o transtorno e
começar a correr atrás dos documentos que iria precisar.
O que me deixou muito chateada foi saber que meu
Doutorzinho estaria ausente para garantir meu laudo para aposentadoria e eu
teria que incomodar ainda mais o meu anjo em forma de médica. Também poderia ter pirado quando ela me disse que
estava de férias e só retornava no dia 10.
Confesso que nos dias próximos chorei pra secretaria
trocar uma consulta que eu havia marcado tinha três meses, para que o meu prazo
desse certo. E foi um tanto tensa a espera, mas mantive a regra: não sofrer
por antecipação!
Estou contando essa minha experiência hoje, para enfatizar
a campanha do Janeiro Branco e mostrar que para nós que carregamos a EM como um
acessório em nossas vidas, é de extrema importância ter um acompanhamento de um
profissional da saúde mental. No meu caso faço terapia com uma psicóloga, mas
pode ser um acompanhamento com psiquiatra ou terapeuta ocupacional que também
cuida da nossa saúde mental.
O diagnóstico é um momento muito difícil, porém acredito
que o mais delicado é quando que você vai descobrindo suas limitações e
percebendo que a EM é diferente em cada pessoa. Depois as expectativas de
tratamento, que achamos que vai melhorar só de tomar o remédio, mas que na verdade ainda não sabemos que se não estamos piorando é que estamos como se fosse, melhorando.
A aceitação de uma doença crônica, sem cura e que progride,
com acompanhamento de um desses profissionais, fica muito menos
penosa para o paciente e toda sua família.
Estou aqui focando a necessidade de um acompanhamento
psicológico no caso da EM, mas eu acho que todos deveriam procurar esse
acompanhamento. Saúde mental é tudo. Aprendemos a aprender conosco mesmo, nos
ouvindo, nos questionando e nos respondendo, sobretudo com um profissional
intermediando esse diálogo, entre você e você mesmo.
Quando perceber estará se compreendendo melhor, sofrendo
menos e se sentindo bem mais leve. Quem não sai de uma sessão de terapia e parece que
descarregou um caminhão que carregava nos ombros ?
Ah isso é muito bom. Não tem porque a gente acreditar que
temos que passar por tudo sozinhos. Essa ajuda multidisciplinar faz parte do tratamento.
E agora é manter a calma e seguir adiante. Passo
pela perícia na terça e hoje tive um primeiro exemplo de perícia, porque fiz a
de praxe pra manter o afastamento e o médico fez um exame clínico específico.
Eu sei que será muito estressante aquela situação, porém, quero continuar
serena para não passar mal de tontura, falta de equilíbrio e fraqueza que o
nervoso também desencadeia.
Queridos amigos, peço gentilmente que torçam por mim.
Mil beijinhos e até mais!
Eu me chamo
Fabiana Dal Ri Barbosa, mas me chamam de Fabi. Tenho o blog A vida com Esclerose Múltipla desde 2009, onde
trocamos experiências e conhecemos algumas novidades relacionadas à EM.
Sou uma pessoa que
não vive sem música, se sente feliz na maioria dos dias, pira de vez em quando
por pensar demais, é preocupada demais também, mas apaixonada. Amo escrever,
assistir filmes, estudar francês, piano, canto e Teatro.

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