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| Fonte: https://goo.gl/GjeNne |
Pacientes com esclerose múltipla têm maiores taxas de depressão do que a população em geral, incluindo as pessoas com outras doenças incapacitantes ao longo da vida.
Os sintomas da esclerose múltipla surgem a partir de uma resposta
anormal do sistema imune do corpo. A resposta imunológica também tem sido
associada à depressão, o que levou os pesquisadores a pensarem que poderia
haver um mecanismo patológico partilhado que leva ao aumento das taxas dos
sintomas depressivos em pacientes com esclerose múltipla.
“Um
novo estudo, publicado na Biological Psychiatry suporta esta
hipótese, fornecendo evidências de que a inflamação do hipocampo, uma região do
cérebro envolvida na gênese e na manutenção da depressão e na patologia de
esclerose múltipla, altera a sua função e contribui para os sintomas da
depressão. Este estudo liga a inflamação do hipocampo à depressão”, afirma o
neurologista, Willian Rezende do Carmo, CRM-SP 160.140.
A
equipe de pesquisa combinou duas técnicas de imagem cerebral complementares
para estudar a relação entre a resposta do hipocampo imunológico, conexões
funcionais e sintomas depressivos em 13 pacientes com esclerose múltipla e 22
indivíduos de controle saudáveis. A tomografia de emissão de positrões (PET)
permitiu a quantificação da microglia ativada, uma medida de resposta imune. A
ressonância magnética funcional (fMRI) avaliou a força das conexões do
hipocampo a uma extensa rede de regiões do cérebro envolvidas na emoção.
A
imagem PET revelou ativação imune no hipocampo de pacientes com esclerose
múltipla. Os pesquisadores também descobriram que mais inflamação estava
associada aos sintomas mais graves de depressão.
Medidas
de conexões cerebrais funcionais com fMRI, durante o repouso, mostraram que a
ativação imune no hipocampo altera suas conexões com outras regiões do cérebro.
O estudo, que combina dois métodos de imagem complementares do cérebro
avançados, sugere que a inflamação do hipocampo afeta a função do cérebro e
provoca a depressão.
“As
descobertas sugerem que a inflamação do hipocampo poderia ser a causa de altas
taxas de depressão na esclerose múltipla. Os autores defendem que um tratamento
eficaz e orientado da inflamação do cérebro pode ajudar a restaurar a função
cerebral e proteger contra a depressão na esclerose múltipla”, diz o
neurologista.
Willian Rezende do
Carmo
CRM-SP 160.140 - Neurologista, com especialização em Dor, pela USP.
Para saber mais sobre a esclerose múltipla, acesse nossa playlist de vídeos
sobre o tema: https://www.youtube.com/playlist?list=PLLJYTEvgFMH-z6p7SooZxQVZzmPHSezy3
Perfil completo:
• Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, MG;
• Residência médica em Neurologia, no Hospital Odilon Behrens, Belo Horizonte, MG;
• Capacitação em Medicina do Sono no Instituto do Sono, São Paulo, SP;
• Capacitação em aplicação de toxina botulínica tipo A, pelo IMREA, Hospital das Clínicas, FMUSP, São Paulo, SP;
• Especialização em Dor pela USP, SP;
• Coordenador da Neurologia no Hospital Santa Helena, São Paulo, SP;
• Plantonista da Telemedicina, no setor de AVC, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, São Paulo, SP;
• Médico assistente da retaguarda de Neurologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, São Paulo, SP.


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