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| Fonte: https://goo.gl/Gb6mHf |
Digo que é desesperador!!!
Na última semana foi
divulgada uma matéria com o Rappin Hood falando sobre a falta de remédio para Esclerose Múltipla em farmácias de alto custo de São Paulo. Seu filho descobriu
a doença em 2014 e coincidentemente é o mesmo medicamento que utilizo, o
Betainterferon.
É revoltante tal situação. Você sabe que não pode deixar de
tomar o remédio, chega na farmácia e ouve: “este medicamento está em
falta” e o pior, sem previsão de chegada. Isso aconteceu comigo mês passado, quando fui buscar o "Beta" que utilizo três vezes por semana. Lógico, fiquei desesperada, e a primeira
coisa que pensei foi mandar e-mail avisando minha médica. Porém, fiquei
pensativa, pois era uma sexta-feira (dia que aplico a injeção), ainda tinha para este dia,
mas já pensava na segunda-feira, dia da próxima aplicação. Eu sei lá, a médica já tinha dito que eu não podia ficar sem tomar, pois poderia ter
um novo surto, então fiquei com medo. Ainda pensativa, questionei se não teria em
outra farmácia em que eu conseguisse retirar e a resposta foi: “em outros postos até
pode ter, mas se você precisará de um novo cadastro e demora mais”.
Aí, passa tudo na cabeça, por exemplo: o que eu faço? Um novo cadastro? E se nesse período chegar aqui? Siiim milhões de coisas pela cabeça! Mas, conversando com meus pais, decidi esperar, já que para aquele dia ainda tinha uma injeção para aplicar e no
próximo dia, segunda-feira, já teria chegado (era nisso que acreditávamos).
Então
fui “tranquila” para casa e à noite apliquei a medicação. Curti o fim de semana e na
segunda-feira achei que teria que ir até o posto novamente, mas, para a minha
alegriaaaa, ligaram da farmácia pela manhã informando que o remédio havia chegado e seria entregue à tarde. Fiquei aliviada, pois não ficaria sem tomar,
no entanto, já passei por esse susto duas vezes e
não sou a primeira pessoa a reclamar sobre esse assunto. Verifiquem televisão,
jornais, as pessoas estão sempre reclamando da falta de medicamentos de alto custo e é um absurdo
todo mês você ter de ficar nessa tensão. Não podemos deixar de tomar, não só eu e
tantas outras pessoas que sobrevivem e necessitam da medicação.
Jornalista
Jornalista,
23 anos, apaixonada por futebol, pelo Corinthians e shows de
pagode. "Tenho Esclerose Múltipla, mas posso ter uma vida
normal."


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