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| Fonte: Google imagens |
Inspirada
na entrevista concedida pela médica e autora do livro ‘Minha
vida Comigo - O câncer foi minha cura’, Vania Castanheira, no qual conta como enfrentou a “luta” que travou contra
o câncer de mama que contraiu aos 31 anos, em 2013. No livro ela relata como foi o seu tratamento e como ela se vê nos dias de hoje.
Assistindo
essa entrevista, resolvi solicitar a alguns pacientes com Esclerose Múltipla que me contem como eles veem a
vida.
Obtive várias respostas: alguns acreditam que mesmo estando doente a vida tem que
continuar. A paciente Ana Helena, carioca, me disse que mesmo tendo a
doença há 15 anos não tomava nenhum remédio e só no ano passado ela teve surto. Após este surto Ana ficou mais próxima
de pacientes com a mesma patologia, começou a frequentar grupos de ajuda de
pacientes com EM no Facebook e WhatsApp.
André Pinto da Silva relatou que quando recebeu o diagnóstico se assustou, teve dúvidas sobre a doença e medo de que não
pudesse mais fazer algumas coisas, como correr, andar... Com tranquilidade, André fala que aprendeu que poderia conviver com com a EM. “Hoje
trabalho, estudo, namoro e sou muito feliz com a vida que tenho”, complementa.
A moradora de Atibaia, SP, Regina Bernadete Morais, diagnosticada com Esclerose Múltipla desde 2004, afirmou: “eu já vivi de mal comigo mesma, hoje eu vivo bem, me aceito mais. Entendi
que se eu não me aceitar ninguém mais vai, pois ter Esclerose Múltipla (EM) não
é o fim da beleza da vida".
Falei
também com Gisele Croxiati Romeiro Servenini, criadora do Grupo Clube dos Parças, no
WhatsApp: “bom, nos dias de
hoje, diante de tantas doenças difíceis, como o câncer, entre outras tão
severas, eu me sinto grata por ter tratamento para a doença que eu tenho (EM) e que esse
tratamento tem a controlado e estacionado . Sou muito feliz
por ter apoio de minha família . E tenho fé em Deus que um dia vou acordar e
estarei curada”.
A também paciente Talita Loise dá Silva, membro do grupo Clube
dos Parças, afirmou que ainda não entende
a doença porque se acha “refém” da patologia. “Sair de
casa já se torna um grande desafio”, conta Talita.
Por fim conversei com o paciente Dubles Sousa, membro do
grupo do WhatsApp da ABCEM e para ele seja qual o problema que tivermos a vida tem que continuar. “Atualmente tenho consciência que assim como eu inúmeras pessoas sempre terão altos e baixos, como qualquer ser humano. Eu encaro a vida com a certeza de procurar fazer sempre o melhor, digo para
mim mesmo, tenho EM , e daí? Vou respeitar
minhas limitações, seguir em frente com o meu tratamento visando sempre uma
melhor qualidade de vida, tomei o controle da minha vida, não deixarei minha
condição tomar o controle de tudo. Eu estou no controle", finaliza Dubles.
Ivi de Paula
Jornalista
Ivi Paula, 34 anos, jornalista formada pelo antigo IMES e
atual USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul). Diagnosticada com
Esclerose Múltipla em dezembro de 2008. Atualmente é Secretária na ABCEM (Associação de Pacientes com Esclerose
Múltipla do Grande ABC e região) .
“Aproveito o momento e falo que tudo que passamos é um
aprendizado de ver como reagimos ao saber que estamos com a doença. E o que
fazemos para não se sentir uma pedra no meio do caminho? Em minha opinião para
não se sentir assim é acreditar no que eu posso fazer para manter o avanço
desta doença longe de mim".
(Ivi Paula)


Ficou Demais o seu artigo, Parabéns minha amiga, guerreira Ivi Paula
ResponderExcluirOrgulhoso de ti ... A matéria ficou show , com o toque e experiências de cada um que se expressou sobre como encara a vida, com nossa amiga Múltipla..
Beijo Deus abençoe você e sua família.
Olá Dubles muito obrigada pelo elogio e o carinho que sempre tem passado! Vamos caminhar sempre é este é o nosso destino e não podemos deixar nada nos magoar. Vamos ser forte e seguimos sempre em frente!!
ResponderExcluirObrigada pelo elogio Dubles, vamos seguir sempre em frente. Beijosssssss!!
ResponderExcluir🤓🙆😍😘
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