“Uma pesquisa feita pela
Universidade de São Paulo (USP) mostra que pacientes que têm fé, respondem
melhor ao tratamento de doenças. De acordo a terapeuta do Hospital das Clínicas
na capital paulista, Katya Stübing, o estudo é resultado da busca por maior conhecimento
sobre fé, espiritualidade e recuperação de pacientes. “Está havendo uma revisão
muito grande do que é fé, do que é espiritualidade e do que é religiosidade”,
comenta a especialista”
( Fonte: G1.globo.com)
Lendo essa matéria, achei que conseguiria
expor melhor minha visão sobre o que a Fé
significa na minha vida.
Vida de mulher, portadora de
Neuromielite Óptica (síndrome de Devic), cadeirante, mãe de uma menina de 13
anos e morando sozinha já há 4 anos.
Foram muitas , inúmeras as vezes que eu não
enxergava nada além de tudo que desmoronava em minha vida. A doença tirou de mim tudo que eu
havia construído, um lar, uma família
com marido , filha, uma casa, emprego (que me satisfazia muito) e
amigos, muitos amigos...
De 2003 até 2009 foram lutas, vitórias e
derrotas, andava... não andava mais. Enxergava... não enxergava mais. E 2009 foi o
pior ano, ano no qual sobrevivi depois de um mês no CTI. Porém sai numa
cadeira de rodas da qual não consegui mais me levantar.
Hoje, quando me lembro de algumas dessas
lutas, me pergunto: o que ainda me faz prosseguir? Andar sei que seria algo quase impossível,
dito já até pelos médicos. Mas sempre encontro a mesma resposta pra pergunta: A FÉ!
A fé na vida, a fé de que amanhã será
melhor que hoje.
De 2009 em diante , quando me vi ali
sentada naquela cadeira, eu resolvi me entregar, entregar minha vida , nas
mãos Daquele que seria o único capaz
de me ajudar. Aprendi a pedir não cargas mais leves , mas sim, ombros mais
fortes. Estabeleci com Deus um dialogo diário de pedidos, reclamações e até
mesmo de revoltas. Isso foi me amadurecendo e hoje aprendi a agradecer também.
De 2013 pra cá essa relação com Deus foi
se estreitando e esta FÉ me encorajou a realizar o antigo desejo de voltar
pra minha casa com minha filha, eu tinha que tentar, sonhava com isso, podia
dar certo , podia dar muito errado, mas entreguei nas mãos de Deus e me
aventurei. Ainda hoje Ele segura minha mão, não me deixa desistir. E mesmo
quando acho que já não posso mais, de alguma maneira a Fé me faz prosseguir.
Senti que eu poderia de alguma forma ,
mesmo que limitada , agradecer tamanha força que Ele me dá. A força de levantar
da cama todos os dias pra enviar minha filha pra escola, de conseguir fazer
almoço mesmo na cadeira de rodas, enfim , tudo que Ele me proporciona e
resolvi ser catequista na paróquia próxima a minha casa.
Gente isso me fez aindaaa mais forte. Sei que não melhorei nada desde 2009, mas também não piorei. E na EM ou na NO
quando não há uma piora isso já e uma melhora!
Sua
crença religiosa não precisa ser a mesma que a minha, e sua Fé pode ser em
inúmeras outras coisas, mas nunca a perca. Às vezes ela se esconde, temos que
buscá-la até achar e então seguir da
melhor maneira que nos é permitido, que nos é possível, por ora.
Quando
disse a doença me tirou tudo, casa, família, marido, trabalho , muitos amigos,
ela não conseguiu me tirar o mais importante que é a FÉ!
Abraço
fraterno! Beijos!
Catequista e dona de casa
36 anos, moradora de Jaú/SP
Mãe
de uma princesa Bianca.
Portadora
de NMO , desde 2003, quando minha filha tinha 4 meses.
Cadeirante
desde 2009, faço tratamento em Ribeirão Preto/USP, usando medicação pra
estabilizar a doença.
Catequista,
e dona de casa, mesmo que limitada!


Concordo plenamente, excelente matéria parabéns!
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