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| Fonte: Google imagens |
Dizer que não somos preconceituosos é uma alienação da
sociedade. O preconceito é o pré-julgamento de tudo aquilo que ainda não se
conhece a fundo.
Antes de aceitar minha orientação sexual eu era
extremamente preconceituoso com tudo que este assunto engloba. Nunca tive dúvidas
de quem eu realmente era, porém não aceitava.
Meu erro, por um longo tempo, foi lutar contra quem eu era de verdade, ou seja, lutar contra mim mesmo. Com uma opinião formada perante
a sociedade na qual vivia e criado por uma família totalmente tradicional, tudo que
vinha à minha cabeça vinha em formato de ponto de interrogação, como se as
minhas vontades fossem um crime. No momento em que aceitei minha orientação
tudo começou a fluir normalmente, mais leve. Descobri que os desafios são mais
simples de serem resolvidos em partes do que como um todo! Comecei a enxergar
que as diferenças também são bem-vindas às vezes. Quebrando tabus e ideologias
padrões com o meio com o qual me socializava, fui percebendo que o mundo talvez não
seja tão "uniforme" assim.
As pessoas, de um modo geral, têm uma carência oculta que ao
se depararem com alguém confiante e seguro de si próprio tendem a se sentirem
acuadas. Acredito que seja uma forma de autodefesa, como se as diferenças não
pudessem ser iguais ou melhores, talvez seja um meio de se sentirem mais
confortáveis. Uma pessoa segura de si não se abala por tão pouco.
Não me deixo levar por comentários, julgamentos incoerentes
e ataques, amar-se é a melhor arma contra tudo aquilo que não nos traz a
felicidade.
Bruno Andrade
Estudante de Psicologia


