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Uma questão que sempre me é
trazida e gera muitas indagações é o porque das várias formas sintomáticas da
doença.
Então, optei como minha
primeira contribuição, discorrer sobre o porque da multiplicidade de faces de apresentação da esclerose múltipla, sobre dois aspectos:
variabilidade sintomática e a individualidade do sentir.
A esclerose múltipla é uma
doença exclusiva do sistema nervoso central (SNC), podendo acometer qualquer
região deste amplo universo composto pelo cérebro, tronco-encefálico, cerebelo
e medula espinhal. Sendo este responsável por uma
imensa gama de sistemas funcionais.
A doença acomete predominantemente a mielina, acarretando lesão e perda da mesma, a
desmielinização. A mielina é uma membrana de gordura e proteína que envolve as
fibras nervosas. Além de proteger as fibras, ela tem por função acelerar a
velocidade de condução do impulso nervoso. A causa básica sintomática é
justamente a lentificação nesta transmissão. Para se ter uma ideia da
importância disto, uma fibra não mielinizada conduz o estímulo nervoso em uma
velocidade de 1m/segundo, já uma fibra mielinizada o faz em uma velocidade de
200m/segundo.
A mielina está distribuída em
todo neuroeixo, este dado é de suma importância.
Pensemos: se a mielina está em
todo sistema nervoso central e é ela quando lesada que causa sintomas, disto
concluímos que os sintomas estão diretamente relacionados à área afetada e por
isto a multiplicidade sintomática. Hoje, há elencados em torno de
86 sintomas e sinais da doença. Falaremos sobre estes em outros posts.
Mas por que para mim os
sintomas são tão intensos e limitantes e para outros tão suaves?
Claro que há a variabilidade
de intensidade sintomática, a gravidade,
mas também há a forma como percebo isto. Como penso, como
sinto. Se encaro a doença como mais uma faceta de minha vida ou totalidade da
mesma, o que quero dizer, quem possui o quê? Quem está no comando?
O medo, a má elaboração
dos pensamentos e dos sentimentos podem
agravar sintomas preexistentes. Não se adoece só no corpo, a mente e a alma também desequilibram e devem ser assistidos.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a saúde
como "um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não
somente ausência de afecções e enfermidades".
Deixo para reflexão...
Até a próxima!
Com carinho,
Liliana Russo

Adoro a Dra. Liliana !!!
ResponderExcluirExcelente Dra. :)
ResponderExcluirAmei Dra. Liliana!!!
ResponderExcluirParabéns!
Ter na ABCEM seu apoio, que nos orienta com esse olhar integral é um grande privilégio!!
Gratidão e beijos
Claro, conciso e muito esclarecedor. Obrigado Doutora
ResponderExcluirParabéns Dra. Liliana, destacar a importância do lado emocional e espiritual na E.M. é fundamental e pouco divulgado. Perfeito!!
ResponderExcluirParabéns Dra. Liliana. Destacar a importância do fator emocional na E.M.é fundamental e pouco divulgado. Perfeito!
ResponderExcluirÓtimo
ResponderExcluirAchei perfeita a explicação doe feito da desmielinação e a mudança na velocidade dos impulses. Mas Achei confuso, nao ficou Claro porque os sintomas variam muito, por exemplo, Se uma Pessoa sente Mais formigamento que a outra é devido como ela encara a doenca?
ResponderExcluirObrigada
Olá Simone, tudo bem?
ExcluirEnviamos a sua pergunta para a Dra. Liliana Russo, autora do post, e ela respondeu o seguinte:
Os sintomas variam muito porque eles estão diretamente relacionados com a área da lesão e como a região que há mielina é extensa, todo sistema nervoso central, qualquer região pode ser acometida. Se for no nervo óptico apresento dificuldade visual, no cerebelo desequilíbrio, na medula descontrole urinário, por exemplo.
Nós podemos perceber de formas diferentes o mesmo sintoma na depend^encia se nosso estado de espírito. Vamos imaginar uma contratura muscular pode se tornar intolerável se estou irritada, stressada; um leve incomodo se estou relaxada.
Ficou mais claro querida Simone?
Sim, ficou! Muito obrigada pelo retorno.
ExcluirPor gentileza, existe algum material que explica quais principais sintomas quando há lesão na medula e quais quando há lesão no cerebelo?
Mais uma vez, obrigada.
Muito bom e explicativo o texto da Dra Liliana excelente a importância que ela dá ao emocional como influência nos sintomas da EM.
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