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Fonte: Google imagens |
Quando somos diagnosticados com Esclerose Múltipla, passam muitas coisas pela cabeça... a primeira delas é
que estamos recebendo uma sentença de morte anunciada.
A EM é uma doença
inflamatória, desmielinizante e autoimune, porém não é mortal e tem tratamento
e controle através das várias
opções terapêuticas. Os medicamentos mais antigos são os imunomoduladores
(interferons, glatirâmer), que são injetáveis. Já os medicamentos mais modernos, chamados de anticorpos monoclonais, podem ser injetáveis, como natalizumab,
alentuzumab e aqueles que são de via oral, como o fingolimod, teriflunomida.
Outra
coisa que passa pela cabeça é que vamos ficar inválidos e condenados a uma
cadeira de rodas ou no fundo de uma cama.
Calma, não há porque se desesperar e pensar no pior e no mais trágico.
Talvez
você conheça pacientes que estejam numa situação mais evoluída da patologia, mas
pesquise para saber a respeito do porquê este paciente ficou assim. Provavelmente, a doença dele surgiu numa época que se tinha pouco conhecimento a respeito ou
os tratamentos existentes ainda não eram tão eficientes, ou até mesmo os médicos
que o trataram não eram especialistas na área, e isso pode tê-lo levado a ter tantas sequelas e ter hoje pouca ou nenhuma mobilidade, mas
não significa que o mesmo irá acontecer com você.
Outro
fator que pesa muito para quem é paciente é enfrentar as comparações sobre
nossa patologia com outra pessoa que tem a mesma doença. Não há como comparar o que o outro sente e o que nós sentimos. Cada
pessoa é uma pessoa e cada organismo é um organismo, reações diferentes, lesões
localizadas em locais diferentes... Duro é ouvir os comentários: "mas fulano está
tão bem e você não está". Mas isso se deve à falta de conhecimento que, lamentavelmente, é muito grande ainda e a falta de informação se combate com
esclarecimento, leitura, conhecimento. Tente levar seu familiar ou amigo em
palestras sobre EM ou até mesmo entrando e os adicionando em grupos específicos
nos quais os membros, na sua grande maioria, são pessoas com a mesma patologia. Ouvir e ver outros pacientes, conhecer um pouco sobre a vida deles e como
lidam com a doença, deve ajudar a melhorar a compreensão de todos a respeito do
assunto, tornando a convivência família x amigos x paciente muito melhor.
A
pior das situações é a negação da doença, bastante comum ao paciente recém
diagnosticado e aos familiares em geral, afinal quem quer ter uma doença
dessas?? Porém negar não é a melhor escolha, pois negando o paciente se torna
omisso, não procura fazer acompanhamento com seus médicos e se esquiva de todo e
qualquer tipo de tratamento e exames, o que compromete seriamente suas capacidades
a cada surto, diminuindo as chances de recuperação das lesões e
consequentemente contribuindo para o aumento de sequelas e limitações.
Para esses casos é importantíssimo um suporte psicológico, tanto para o paciente, quanto para os familiares mais próximos, para que juntos aprendam a lidar com
as diversidades da patologia e os altos e baixos que ela nos causa.
Outra
dúvida frequente é: como explicar aos familiares e amigos o que é Esclerose
Múltipla de forma que compreendam mais facilmente???
Imaginemos um
fio de luz, dentro dele temos os fios de cobre e externamente ele tem uma capa
protetora que funciona como isolante. No caso do corpo humano temos os
neurônios, que possuem prolongamentos chamados axônios pelos quais são
transportados os impulsos elétricos que permitem os movimentos e as sensações
de temperatura, tato, olfato, etc (seria o fio de cobre). Esse prolongamento é
revestido por uma substância chamada bainha de mielina (que seria a capa
plástica do fio elétrico). Assim como um fio elétrico desencapado
pode provocar curto-circuito, o axônio com lesão na bainha de mielina não
funciona bem e as informações chegam mais lentamente, prejudicando a
comunicação entre o cérebro e o resto do corpo.
O mais importante para
pacientes com EM é realizar o acompanhamento com um neurologista, ele será seu
aliado para responder todas as suas dúvidas.
Denise Cataldi
Técnica de informática, 53 anos. Portadora de EM há 19 anos.


Adorei !!! E o pior mesmo é ouvir (principalmente de sua mãe) que o fulano tem EM e anda ! Ou : Ciclano tem EM e só anda com o auxílio de uma bengala ! Pq nunca compara com quem já está em cadeiras de rodas ? Os pais são os mais difíceis de aceitar que temos EM !!!
ResponderExcluirTenho EM há 21 anos desde que descobri não tive surtos, somente agora a 2anos que tive um surto neste período tive meus filhos hoje um com 20 anos e uma com 15 anos. Sou nutricionista mestre especialista e doutora. Nunca me deixei me abater e me entregar por conta da doença.
ResponderExcluirótimo texto.
ResponderExcluirExcelente abordagem. Texto ótimo.
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