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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Quem é o seu pior inimigo?



Fonte: http://rejane-enajer.blogspot.com.br/2012/04/o-seu-pior-inimigo-e-voce-mesmo.html

Seu pior inimigo não são as críticas que você recebe, mas sim as que você aceita.

Por que é tão mais fácil acreditar na opinião dos outros a seu respeito do que na sua própria opinião?

Por que levamos em consideração tudo que chega com teor negativo em vez de acreditar no positivo?

A resposta é: você pode estar sendo seu próprio inimigo e não estar se dando conta disso. 

Quando nossa autoestima está baixa é como se agradecêssemos a alguém que chega pra nos colocar mais pra baixo ainda. Tendenciamos a sempre nos ferir. 

Por que é tão difícil olhar para si mesmo? Por que é tão difícil se valorizar, se amar, se agradar, se defender de críticas maldosas? 

Estamos treinados a sempre achar que o outro é melhor. Mero engano. O outro possui defeitos e qualidades assim como toda a humanidade. 

Por que não pensar que se o outro é capaz de apontar-lhe o dedo é porque no mínimo lhe falta educação e ética, pois só devemos responder o que nos é perguntado.

Pare de aceitar críticas que não acrescentem, olhe para você, busque suas qualidades, veja o quão bom você pode ser e acredite: você nunca irá agradar a todos. Então, por que ficar alimentando críticas desconstrutivas? 

Use seu tempo  para aprimorar-se, aprimorar sua personalidade, adequando-se a cada fase da sua vida, respeitando seus limites. Exija o respeito de todos os que te cercam, não permita que pessoas ditem regras sobre o que você deve ou não fazer, sobre o que é ou não bom para você no momento em que você é a única pessoa que deve saber, afinal você é o dono da sua vida, você é quem deve conduzir as rédeas, não permita que suas vontades sejam controladas por ninguém, se autoavalie todos os dias e diga para você mesmo quem é que manda.

Para aqueles que convivem com a esclerose múltipla, a patologia é algo que transpassa seu poder de escolha, sendo assim não a torne sua inimiga, não tente lutar contra quando ela pedir descanso. Quando a fadiga se instalar, simplesmente a receba e a trate com cortesia, ofereça uma cama, exija respeito, não admita que outra pessoa diga o que você deve fazer, pois é no seu corpo que a EM habita, é você quem a carrega para onde quer que vá, então seja você o anfitrião, trate a EM com os cuidados que ela exige. Diga para todos que chegam com receitas prontas ou opiniões formadas que você é o dono do corpo no qual a EM faz morada, portanto você  conhece cada necessidade dela, não escolha ser seu próprio inimigo. 

Não jogue contra você mesmo e quando ouvir a frase "você precisa ser forte",  tenha convicção de que você é forte, pois abriga dentro de você uma doença rara da qual só você sente os sintomas que ela atira sobre seu corpo, a única coisa que você precisa é apenas de respeito... Então estufe o peito e diga a todos: "RESPEITEM!". Impor respeito precisa partir de nós, sempre.

Vilma Prado






Estudante de psicologia.  Amante da psicologia comportamental,  saiu em  busca do autoconhecimento e aprendeu que sua felicidade depende apenas dela mesma. Libertação, superação e determinação a definem.





quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Autoconhecimento


Fonte: http://ganbatte.com.br/i-emocional/


"Não servir de palco alheio para peças escritas pelos 
outros, por roteiros definidos por terceiros."


Leandro  Karnal

No momento em que fechei meus olhos para todos que me cercavam e olhei apenas para mim mesma, foi quando eu realmente embarquei nesta viagem sem volta para o autoconhecimento. Percebi do que eu gosto e de quem eu gosto, o que me faz feliz e quem me faz feliz. Descobri quanta energia desperdicei tentando agradar a todos enquanto eu me desagradava. Faltam palavras para descrever o quão libertador é não ser refém de uma sociedade que julga .

Autoconhecimento é libertar-se  das amarras, é dizer basta a tudo que não te faz feliz, é não agregar o que não agrega, é não sentir pena de si mesmo, não esperar que os outros te satisfaçam e sim descobrir que a satisfação está nas pequenas gentilezas que você faz a si mesmo. É aprender dizer não e não se sentir culpado por isso, é entender que você é o autor da sua própria história, é respeitar seus limites sem esperar que os outros entendam, é passar o dia na cama e não se sentir culpado e muito menos se lamentar, pois a pior deficiência é quando esperamos compreensão alheia no momento em que nós mesmos não nos compreendemos.

Faço um convite a todos para uma viagem para dentro de si mesmo e que toda as paisagens diante dos seus olhos sejam tudo aquilo que  mais ama e deseja pra si. Que essas paisagens sejam refletidas em seus olhos e em sua mente todos os dias. 

Descubra em qual lugar no pódio da sua vida você está. Não aceite outro lugar que não seja o primeiro.

Vilma Prado




Estudante de psicologia.  Amante da psicologia comportamental,  saiu em  busca do autoconhecimento e aprendeu que sua felicidade depende apenas dela mesma. Libertação, superação e determinação a definem.




terça-feira, 16 de maio de 2017

Meu corpo


Fonte: Fernando Vicente, Madame Courbet, acrílico sobre a tela, 60x60cm.


"Meu corpo não é meu corpo,
é ilusão de outro ser.
Sabe a arte de esconder-me
e é de tal modo sagaz
 que a mim de mim ele oculta.
(...)
Meu corpo apaga a lembrança que eu tinha de minha mente.
Inocula-me seu patos,
me ataca, fere e condena
por crimes não cometidos"

(As contradições do corpo, Carlos Drummond de Andrade)

            
O corpo conta uma história. O corpo carrega em si as marcas de uma história. O seu corpo é sua história. A sociedade confere ao corpo valores morais, códigos de boas maneiras. O corpo que não expõe os valores de uma época (magro, esbelto, leve, ereto, ágil, sensual...), expõe na verdade o ser que ali habita ao escárnio, repressão, estigmatização, exclusão. Assim iniciam-se as lutas incansáveis pela padronização do corpo. Lutas em que geralmente não é o corpo o grande vencedor. É mesmo uma coerção. Corpo obediente é corpo útil, a uma minoria economicamente influente. A saúde fisiológica e anatômica não deve estar (e não está) fragmentada da saúde social e psicológica. O corpo não é só matéria biológica, o corpo é um corpo social e cultural. Relação saudável com o corpo é aquela na qual a individualidade deste corpo é considerada e respeitada. Desde quando ter um corpo que fica cansado é crime? Desde quando ter um corpo que pausa procurando ar é crime? De certo este crime não é real.

A quem fere seu corpo realmente, a quais interesses ele fere? Seu corpo torna-te culpado de algo que em nada é crime. Seu corpo é seu e obedece a um conjunto de fatores internos e externos a você (genéticos, históricos, culturais e ambientais). Você pode alterar seu corpo caso queira? Ele é seu, de certo você pode, mas antes você precisa compreendê-lo, então interpretá-lo, aceitá-lo e só depois, dentro da realidade deste corpo, apará-lo. Do crime à aceitação. Da dor pelo corpo, ao amor pelo corpo, então à paz com o corpo. Iniciei o post com os trechos em que Drummond expõe o crime de ter um corpo, finalizo abaixo com os trechos do poema "Antítese" da poeta Jenyffer Nascimento, o qual interpreto como sendo sobre a paz de aceitar esse corpo. Jenyffer é autora de obras da literatura chamada "literatura periférica", movimento literário que ganha espaço em bares, saraus, casas de culturas, entre outros espaços culturais no Brasil. Junto com vozes como a dela, nosso corpo também ganha espaço. Diante da cobrança em padronizar, ser antítese é respeitar a sua própria individualidade, é um percurso de real construção de saúde.

"Pediram um corpo escultural
 eu não tinha.
 (...)
Disseram que eu não amamentasse para o peito
não cair
Eu amamentei até cair.
Submeteram meu corpo e meu psicológico à violência
Eu me juntei a outras como eu para superar.
(...)
Exigiram fidelidade e submissão
Eu rompi por amor próprio."

(Antítese, Jenyffer Nascimento)


Fernanda Sabatini
Nutricionista











segunda-feira, 10 de abril de 2017

Autoestima e terapia ocupacional


Fonte: Google imagens

"Será que sou capaz?" ou "O que as pessoas vão pensar de mim?"

Em diversos e diferentes eventos de nossas vidas nos deparamos com situações que mexem com a nossa autoestima, nos fazendo ter alguns questionamentos.

A autoestima pode ser definida como um sentimento que se tem de si próprio, de como a pessoa se enxerga e o que pensa dela mesma, podendo ser tanto aspectos positivos quanto negativos.

Por exemplo, quando o sujeito se vê com uma doença e esta progride com a presença de incapacidades físicas, dificultando ou até mesmo impossibilitando a pessoa de realizar algumas atividades, isto pode levá-lo ao isolamento social, ansiedade, depressão e consequentemente à redução ou perda de sua autoestima, refletindo em todos os aspectos de sua vida.

Um dos profissionais que pode auxiliar nessa situação é o terapeuta ocupacional que, por intermédio do uso de atividades, promoverá a melhora da funcionalidade, bem como o resgate dessa autoestima.

O uso de atividades de interesse da pessoa facilita e possibilita que esta se reconheça como alguém capaz, que cria, que atua, que se reconhece como um ser ativo e participante de sua própria vida.

Uma boa autoestima permite um melhor julgamento e enfrentamento das adversidades do cotidiano. Por isso tenha sempre em mente:

VOCÊ É CAPAZ! VOCÊ É IMPORTANTE! VOCÊ CONSEGUE!

Luci Takiuchi
Terapeuta ocupacional




Graduada em Engenharia de Produção pela Faculdade Mauá em 2004 e em Terapia Ocupacional pela Faculdade de Medicina do ABC em 2016. Atualmente é terapeuta ocupacional do Centro de Tecnologia e Inclusão em São Paulo. Diretora técnica da ABCEM.





Stephanie Santos
Terapeuta ocupacional

23 anos, Terapeuta Ocupacional (CREFITO3: 18065-TO) formada pela Faculdade de Medicina do ABC,Pós Graduanda em Psicomotricidade pela FMU. Atualmente atua como terapeuta ocupacional no Espaço Arte Psico, em São Bernardo do Campo, e na Clínica Ceccat,o em São Caetano do Sul. Artesã nas horas vagas, e apaixonada por viagens (as literárias também).



Referências

ALVAREZ, C.R.S.T.; MARTINS, M.B.S. A terapia ocupacional e suas possíveis contribuições na saúde mental coletiva. Vittalle, Rio Grande, n.24, v.2, p. 63-68, 2012.

DINI, G.M.; QUARESMA, M.R.; FERREIRA, L.M. Adaptação cultural e validação da versão brasileira da Escala de Autoestima de Rosenberg. Rev Soc Bras CirPlást. n.19, v.1, p. 41-52, 2004.

FROES DA SILVA, M., PAES DA SILVA, M. A auto-estima de pacientes ambulatoriais com queimaduras. Revista Baiana de Enfermagem, Salvador, v. 17, n. 3, p. 75-84, 2002.

OLIVEIRA, J.N.; TAVARES, C.M.; SQUASSONI, S.D.; MACHADO, N.C.; CORDONI, P.K.; BORTOLASSI, L.C.; LAPA, M.S.; FISS, E. Impacto das atividades na autoestima dos pacientes em um programa de reabilitação pulmonar. Einstein, v.13, n.1, p. 47-51, 2015.


terça-feira, 9 de agosto de 2016

A importância da autoestima para os pacientes de Esclerose Múltipla


Fonte: Google imagens

Em conversa recente com  pacientes de Esclerose Múltipla (EM), falaram-me sobre a importância de terem de manterem a autoestima elevada. Mesmo sabendo que a Esclerose Múltipla (EM) é uma doença que não tem cura, isso não quer dizer que a vida “acabou”.  É exatamente neste momento que a autoestima precisa ser maximizada, buscando por atividades, como exercícios físicos (muitos fazem karatê, judô), dando continuidade aos estudos (alguns são universitários) ou realizando algo que de que gostem.

Dialogando com a paciente Ana Paula, ela me contou como foi sua reação ao receber o diagnóstico de Esclerose Múltipla. Na época ela estava fazendo o curso de Auxiliar de enfermagem. “Quando me falaram que estava com Esclerose Múltipla comecei a ir às lojas ortopédicas para ver preços das cadeiras de rodas para comprar, já comecei a me preparar”, diz Ana.

No passado, o paciente com Esclerose Múltipla não tinha tantas informações como nos dias de hoje, “o boca a boca”, as associações, internet (principalmente os sites de apoio aos pacientes) e redes sociais, estão repletos de conteúdo sobre a patologia. Todavia, se atualmente informações sobre a doença estão mais acessíveis, , obter o diagnóstico mostra-se ainda, na maioria das vezes, bastante complicado. No entanto, é de fundamental importância que o paciente mantenha sua autoestima durante essa, tantas vezes longa, busca por respostas.

Eu também tenho Esclerose Múltipla e sinto que em alguns momentos a doença veio me limitar e, são nestas horas, que aparece a super autoestima, me fazendo lembrar das coisas que eu continuo podendo realizar e das que ainda posso aprender.


Ivi Paula de Souza

Jornalista


terça-feira, 14 de junho de 2016

Amor próprio


Fonte: http://cmsmariovitor.blogspot.com.br/


Quando recebi o diagnóstico da Esclerose Múltipla há vinte anos atrás, um enorme buraco se abriu a minha frente e me joguei dentro dele, me fechei no meu mundo. Sentia-me a pior pessoa do mundo: a infeliz, a condenada, a castigada, a feia, a gorda e eu tinha muita vergonha de ter Esclerose Múltipla. Não queria que os outros soubessem ou percebessem as minhas limitações e incapacidades, porque até então eu me achava a lindinha, a perfeitinha......pura ilusão do meu inconsciente que ainda trazia o que meus pais falaram na infância: lindinha, gracinha, coisinha fofa ...e por aí vai!

Estava internada fazendo minha primeira pulsoterapia e falei pra minha mãe:

- POR QUE EU?

Ela respondeu:

- POR QUE NÃO VOCÊ? VOCÊ NÃO É MELHOR QUE NINGUÉM! E EU CHOREI...

Foram momentos muito difíceis, mas vou parar por aqui. Falar deles, lamuriando, não leva a nada. Quero sim buscar e passar soluções que podem melhorar nossa qualidade de vida!

Quando ouvia o mandamento AMAR AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO eu sempre pensava primeiro no amor ao próximo, mas foi há 20 anos que comecei a olhar tudo com outros olhos.

Eu precisei de uma grande sacudida da vida para começar a ver que eu precisava saber olhar pra mim...primeiro!!!

Eu fiquei viúva em 1989, seis anos antes do meu primeiro surto, em 1995. E foi por não aceitar essa perda, por não saber lidar emocionalmente com ela, que acabei me matando aos poucos, depois da morte dele.  Lógico que eu não percebia, era tudo muito inconsciente. Minha maturidade era zero aos 30 anos! Foram tantas fugas, afinal eu não tinha o hábito de olhar para dentro mim, eu só pensava em me divertir, tinha um olhar muito egoísta para a vida. Não quero dizer que hoje eu não tenha rompantes de egoísmo, só preciso e quero deixar bem claro que amor próprio não é egoísmo.

Nesses seis anos fui caminhando para o que chamo de um precipício, mas a vida me deu um tropeção antes de eu cair nele: a Esclerose Múltipla é o que eu chamo de tropeção. Se eu caísse no precipício seria muito pior, mas mesmo assim, me machuquei.

Aqui começou a grande jornada para a recuperação do meu amor próprio. Uma jornada difícil, mas que eu consegui achar, dentro dela, um caminhar prazeroso: me conhecer e assim me ajudar a lidar com essa doença. O papo aqui era eu comigo. Porque num primeiro momento, como descrevi acima, me senti a vítima, a pior da pessoas, a coitadinha, e eu precisava encontrar forças e as procurava nos outros. Eu ainda não sabia que tudo que precisava estava dentro de mim.
Fonte: https://isabelleepoque.wordpress.com

O primeiro passo foi aceitar ajuda. Aceitar ajuda, aqui, significou aprender a ouvir o outro e reconhecer que eu precisava aprender a caminhar, pois tive que reconhecer que eu não sabia nada da vida. Aqui era muito evidente que eu achava que sabia tudo. Eu era a rainha da razão e queria que tudo fosse feito do meu jeito. Entender e aprender que o mundo é muito diferente disso, que isso chama-se respeito e que a minha liberdade termina quando começa a do outro, foram as lições mais difíceis e confesso que ainda titubeio, como a maioria dos mortais.
Eu aqui comecei uma nova caminhada e fui me encontrando aos poucos e continuo até hoje aprendendo com a vida. Por várias vezes ouvi fragmentos do que achava ser amar-se!
Confesso que estou começando, agora, a ver fagulhas se mostrando em minha vida, de que:

AMAR AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO significa primeiro me amar para poder amar o outro, verdadeiramente.

E não pense que foi fácil chegar a essa conclusão. Eu tive vários relacionamentos e até me casei novamente e caí muitas vezes no mesmo erro, dando a estes relacionamentos mais importância do que dava a mim e é lógico que quebrei a cara demais. Esse meu segundo casamento, bem como os outros relacionamentos que tive até hoje, me ensinaram muita coisa, pois eu já tinha o que podemos chamar de algum entendimento sobre amor próprio. Mas são nas relações dentro de casa, com a família, o melhor local para o nosso crescimento interior, com aqueles que vivemos o dia a dia. No trabalho e com amigos colocamos em prática o que trazemos de casa.

Eu tinha quase 43 anos quando me separei desse segundo casamento e eu morava com ele em Santos. Arrumei minhas coisas para vir embora, pois não queria ficar ali nem mais um dia e, voltando para Santo André, pensava:

- Já estou com mais de 40 anos, o que será de mim? Não arrumo mais ninguém!! Era tudo negativo o que passava na minha mente. E foi como um passe de mágica, quando aquele ônibus pegou a estrada foi como se saísse uma venda dos meus olhos, um véu se descortinou e aos poucos vieram pensamentos positivos:

Eu sou nova......vou recomeçar......vou ser feliz de novo...e um sorriso brotou em meio às lágrimas.

E foi essa separação que permitiu que eu olhasse a vida de outra forma e meu olhar se expandiu para buscar entender a profundidade do amor entre todos os seres.

Sair de um casamento que chegara ao final foi um ato de coragem e a demonstração que aprendera a me amar verdadeiramente.

Hoje sou uma linda mulher de 50 anos que ama a vida, se ama e aprende cada dia mais a se aceitar com muitos erros e acertos, defeitos e qualidades, que descobriu o poder que existe dentro de todos nós, pois temos Deus aqui dentro, operando milagres a todo instante.

Sei que foi minha fé em acreditar em tudo isso e na força da felicidade que me trouxe até aqui, muito mais forte e feliz!

Hoje consigo sentir e ver a beleza do meu Ser. Levei 20 anos para chegar aqui, para aprender a viver bem e sentir a verdadeira felicidade que é o dom de viver em sua plenitude e poder sentir essa força pulsando aqui dentro de mim.

Na verdade foram 50 anos com 20 de muita dedicação, estudo e aprendizado. Apeguei-me a esse aprendizado com unhas e dentes quando apareceram os primeiros resultados, há 20 nos atrás, durante e recuperação do meu primeiro surto, quando olhei para a Suzete e não para a doença em si.

Aprendi a viver bem e tenho me dedicado, cada dia mais, para aprender viver melhor e não desenvolver os sintomas da doença. Passei dez anos sem surto, entre o primeiro surto e o segundo. Meu primeiro surto foi avassalador, me tirou o caminhar entre outros sintomas e eu me recuperei 100% dele, após 3 anos de tratamento. Esse tempo de calmaria foi fruto da minha mudança interior. Meu segundo surto veio dentro do meu segundo casamento e foi bem leve e de fácil recuperação. A gente aprende a detectar os sintomas e a correr logo para o neurologista. Assim o estrago fica bem menor.

Foi quando me separei em 2008 e precisei recomeçar tudo de novo, inclusive profissionalmente, que veio minha grande oportunidade de por minha força em ação, de comprovar a força do amor próprio no meu dia a dia, na nova vida e novos relacionamentos que aqui iniciavam. Busquei muitos caminhos que me realizaram muito, mas antes dessa realização pessoal e profissional, comecei a patinar, isto é, eu não saia do lugar e nada que produzia tinha uma continuidade, principalmente no trabalho. Acredito que foram muitas frustrações que causaram 2 surtos seguidos, um ano após o outro. O erro em construir expectativas demais sem ir para a ação realmente, foi aqui meu grande vilão.

No final de 2010, comecei a usar a medicação injetável chamada Copaxone. Uso diariamente sem manifestar nenhum efeito colateral e sem surtos deste então. Desde que comecei a usar me condicionei mentalmente que essa injeção é para que eu possa viver melhor, então, em 5 anos, não me permiti ainda reclamar dela. Vejo aqui o motivo que me permite lidar tão bem com esse incômodo diário. Temos uma relação amigável, pois não sou irônica em dizer que gosto de tomar injeção todo dia, sou sim, consciente da sua necessidade e benefícios e deixo isso na frente de qualquer colocação que não seja do meu neurologista, pois ele é o profissional que escolhi e que me ajuda a lidar com a Esclerose Múltipla há 20 anos. Eu aprendi a me preservar e prefiro confiar nos profissionais que me cercam. Hoje tenho consciência que não sou a rainha da razão como pensava aos 30 anos, quando surgiu a Esclerose Múltipla na minha vida.

Agora, tenho um presente para você, que busca melhorar, assim como eu.

Existe no Youtube muitos vídeos da Louise Hay, que eu adoro, autora de diversos trabalhos sobre autocura. Essa autora sempre me ajudou muito no que se relaciona ao amor próprio.
Espero que goste:




Super beijo no coração!


Suzete Zanatta